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sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Long Story Short

, em Natal - RN, Brasil


Ele havia me encontrado na porta do condomínio do seu tio com aquele ar de príncipe austríaco que só se reforçou quando ele sorriu com aqueles dentes de esmalte reluzente. "Pois é, meu tio viajou e eu nem sabia", disse. Ele havia me ligado há pouco, eu estava no ensaio do meu coral, e contou-me que uma oportunidade havia surgido, o tio, com quem ele morava, havia viajado e, se eu quisesse, ele poderia ser o puto que havia me prometido através do Whatsapp. Deixem-me descrevê-lo: loiros, de olhos cor-de-mel e cabelo cortado a la Bieber. Dezoito anos apenas, gastos entre a faculdade de ecologia e o tempo gasto na academia. O corpo, imberbe, tem os músculos cultivados e uma bunda que poderia estrelar filmes pornôs tchecos. Na verdade, todo o corpo, o cabelo, o sorriso, me cheiravam a um filme adulto da Belami, talvez somente eu destoasse daquilo tudo com minha barba com fios brancos e a barriga, quer dizer, eu e as sandálias havaianas dele.
Eu entrei e ele me ofereceu água. Foi com a boca gelada que nosso primeiro beijo aconteceu, enquanto eu apertava-lhe a bunda através do tecido fino de seu calção. "Vamos até o quarto do meu tio?", tomei um susto, "Vem!", e puxou-me pela mão até uma cama grande ladeada por uma tv ligada na novela da Globo. Conversamos pouco, ele logo estava sentado no meu colo, rebolando, e sugando minha língua. Eu tirei-lhe a camisa e lambi aquele peitoral definido. Ele gemeu, puxando minha camisa até arrancá-la e cravar os dedos nos pêlos do meu peito. "Macho!", gritou com sua voz um tanto efeminada, um tanto de menino. Eu arranhei-lhe as costas e apertei-lhe a bunda com força. "Deixa eu chupar essa bunda linda?", falei entre beijos e ele pulou. De pé, de costas, tirou os únicos tecidos que ainda cobriam-lhe o corpo. Era uma visão linda, de fato, os músculos perfeitos no auge de sua juventude, ele com certeza nunca mais seria tão bonito quanto diante daquela luz oriunda da tv do quarto do seu tio. Foi ele que se deitou, então, de bruços, e pediu: "Vem!".
Eu aproveitei o momento. Sorvi cada segundo daquela imagem perfeita enquanto eu me aproximava. A bunda empinada sendo oferecida, a penugem dourada que cobria a pele dele, a sensação suave e quente de sua excitação. Também o fiz sofrer um pouco, but in a good way. Comecei mordiscando-lhe o lóbulo e passando minha barba em sua nuca. Ele gemeu e senti-lhe se arrepiar. Minha língua então deslizou pelas suas costas até encontrar-lhe as nádegas, foi quando com as duas mãos, apertando-lhe aqueles músculos rijos, as abri e exercitei as técnicas que os gregos desenvolveram tão bem. Ele rebolava na minha cara, em resposta, se agarrando ao lençol da cama, até explodir: "Me fode, macho tesudo do caralho!". Eu saquei a camisinha imediatamente e, sem pressa, o preenchi. Ele se empinava, forçando a bunda para trás, mas seu rosto se retorcia em dor e eu esperei ele se acostumar com a dor de me ter dentro daquele cu apertado, mas assim que ele relaxou e novamente sorriu eu soquei com força e rápido, como ele avisara que gostava. Ele gritava: "Me fode, meu macho! Me fode!". O uso do possessivo somente me acendeu mais ainda e eu respondi a altura. Com força e incessantemente, mas também com carinho, deitado sobre aquele corpo adolescente perfeito, beijei-o com sofreguidão. Ele gemia alto.
Quando decidi mudar de posição, ele me olhou decepcionado quando retirei o pau de dentro de suas carnes, mas sorriu novamente quando perguntei se poderia chupá-lo. Ele tinha um pênis grande e grosso, que estava extremamente duro. Eu o engoli todo, com dificuldade, mas fui recompensado com gemidos e xingamentos que ele não conseguia conter, porém foi quando alcancei sua próstata com um dedo, enquanto o chupava, que ele revirava-se na cama. Ele sussurrava agora palavras desconexas, até que respirou fundo e pediu: "Por favor, me fode!". Eu me levantei agora entre suas pernas e enfiei tudo vendo-o sorrir para mim. "Me come, meu dono, vai, Foxx, você é dono da porra do meu rabo. Fode ele com esse caralho!". Eu soquei com força, como ele pedia e não demorou muito para ele, masturbando-se, anunciar que ia gozar. "Goza, puto!". Ele gozou sobre os músculos definidos do próprio abdômen, eu soquei mais um pouco dentro dele, até tirar, jogando a camisinha longe, e explodi também sobre aquela bela barriga que ele tinha. Ele sorria me vendo gozar e eu sorri para ele de volta.
Não me demorei muito após ele voltar do banheiro, já eram quase 23:30h e eu tinha que voltar de ônibus para casa, nos despedimos comigo apertando-lhe a bunda e já de pau duro de novo. Ele prometeu que eu o comeria muitas vezes ainda quando sentiu-me novamente excitado. No entanto, quando o convidei alguns finais de semana seguintes para repetirmos ele sempre estava ocupado, não por coincidência o número de mensagens que trocávamos, simplesmente, caiu vertiginosamente. Long story short, não nos vimos nunca mais

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Domingo

, em Natal - RN, Brasil



Ele me ligou logo cedo, eram 8:00h ainda, para confirmar. Eu não atendi, não sabia se valia a pena encontrá-lo. Ele havia me adicionado no Facebook no dia anterior. Adicionou dizendo que eu era bonito, que tinha visto minhas fotos e me achava um cara muito gostoso. Eu agradeci obviamente, mas não podia dizer o mesmo dele. Apesar da bunda bonita, redonda e empinada, ele era muito feio. Uns olhos estranhos, um sorriso com muito mais dentes do que cabia em sua boca. Mas obviamente não deixei de conversar com ele. Conversamos durante toda a noite de sábado que passei em casa, vendo tv. Ele me mandava fotos mostrando seu corpo, perguntou detalhes do meu. Elogiou os pêlos do meu peito e as minhas pernas. Dizia também que estava louco de vontade de dar para mim. Sem estar muito animado, eu acabei concordando quando ele marcou de passar na minha casa no outro dia pela manhã, eu pensava que sexo é sempre bom, afinal, mas quando acordei no domingo não tinha certeza se valia a pena. Acabei, no entanto, mandando uma mensagem para ele dizendo que ele poderia vir sim. Resolvi apostar. 
Apesar dele morar do outro lado da cidade, contudo, ele chegou em minha porta em menos de uma hora. Ao vê-lo não o achei tão feio quanto nas fotos, de fato, mas não era bonito, não para mim. Talvez para outra pessoa, talvez. Ele entrou então e conversamos, ele tentou me beijar e eu resolvi ir até o fim daquilo tudo, de qualquer forma, ele mais alto, quando me beijou, me pressionando contra a parede, senti seu pênis imenso começar a ficar duro. Era mesmo imenso. Mesmo mole já era maior que o meu duro. Eu, no entanto, continuava sem me animar. Ele tirou a roupa e revelou uma cueca azul, grande e puída, apertei-lhe a bunda que eu esperava deixar-me um pouco excitado, o que consegui todavia não o bastante. Levei-o para cama, ele deitou-se aquando eu colocava a camisinha e me coloquei entre as pernas dele, neste momento o vi revirar os olhos enquanto adentrava-lhe as carnes rijas de sua bunda. Não demoramos muito nesta posição, ele logo quis sentar no meu colo, cavalgava animado inclusive, mas eu logo retomei o controle. Coloquei-o de quatro do lado da cama, e de pé eu segurava-lhe a cintura, vendo-lhe as costas largas e arranhando-lhe a pele negra. Foi quando o virei. "Chupa!", ordenei. Ele virou-se com um sorriso entre os dentes, arrancou a camisinha e engoliu-me até eu gozar em sua boca, cuspindo em seguida. Eu tentei masturbar-lhe o pênis imenso, devia ter por volta de 25cm, minha mão nem conseguia fechar em torno dele, ele no entanto recusou-se: "Estou tão cansado que se gozar aqui eu adormeço e só acordo amanhã! Posso tomar um banho?". 

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Anedotas

, em Natal - RN, Brasil



Em Natal se fala "dona" no lugar de "senhora". Informalmente é claro. Para "senhor" usa-se "seu". "Dona" eu sei que vem do italiano, já o "seu" eu não tenho ideia.

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Meus pais falam gritando dentro de casa. Comunicam-se entre gritos através das paredes dos cômodos. Eu não havia percebido que eles faziam isto, provavelmente porque eu fazia também. Agora quando estou com eles, ouço-os gritar comigo do outro cômodo, eu caminho até eles para responder. Eles sempre reclamam: "Por que você não avisou que tinha ouvido?". Eu repito, como um mantra: "Não vou ficar gritando igual a vocês".

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Terminei de arrumar meu escritório em casa. Falta apenas descobrir como multiplicar o espaço para livros. Mais prateleiras a caminho. Por falar em prateleiras, eu fiz três para a sala, duas de canto e uma para integrar a sala e o escritório. A sala não tem nada ainda, apenas três desconfortáveis cadeiras de madeira emprestadas e meus quadros na parede. Uma das prateleiras tornou-se meu altar, a outra agora apoia minha máquina de escrever portátil Olivetti Lettera 82. No chão tenho um revisteiro com catálogos de moda e revistas de decoração. A cozinha ganhou revestimento de papel contact (no Rio diz-se apenas contact) para cobrir os azulejos antigos, que estavam feios e encardidos, pena que não da para cobrir a pia também. Falta um geladeira ainda, a mesa já encontrei, falta poder comprar. O quarto está basicamente pronto, tive uma ideia para uma cabeceira, mas ainda não pude testa-la e minha mesa de cabeceira é uma caixa de som antiga. 

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Trabalhar em casa exige disciplina. Seguir um horário rígido para evitar que você seja pego de surpresa.

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Faço parte de dois corais atualmente. Minhas noites de segunda, terça, quarta e quinta estão atualmente ocupadas com ensaios, ensaios de naipe e, agora, a gravação de um CD de natal. Eu me surpreendi, inclusive, com o resultado de nossa primeira noite de gravação. "Noite Feliz" ficou linda e, em boa parte, por minha causa. E como modéstia nunca foi meu forte: eu me tornei um excelente cantor, agora dá para ouvir. 

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Quinta e sexta, agora, também são dias de trabalho voluntário na igreja em que frequento. Graças ao home office, eu pude me organizar para poder trabalhar na quinta-feira, a tarde, nas trocas de Reiki que acontecem no ambulatório de terapias alternativas organizado lá. Eu trabalho como terapeuta reikiano, também consigo ver bloqueios energéticos que podem gerar doenças, já outras pessoas trabalham com Cura Eletrônica, Magnified Healing e Light Healing, além do Reiki Amadeus. Na sexta, o trabalho é mais espiritual, entre decretos, meditações e passes.

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As vozes humanas se dividem, do mais agudo para o mais grave, em: sopranino, soprano, mezzo-soprano, contralto, tenorina (para as mulheres) e contra-tenor, tenor, barítono, baixo-barítono e baixo (para homens). Coincidência ou não, boa parte das contraltos e tenorinas são lésbicas, em contrapartida quase todo contratenor ou tenores são gays. Cadê pesquisa para explicar isso, meu Deus?

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Perdi cinco centímetros de barriga com um mês de academia. Infelizmente também foram embora centímetros necessários de bunda e coxa. Mas agora voltei a usar calças 40 e camisas M. Perdi também um quilo, somente, mas dizem que músculos pesam mais, não é? Eu espero! Só falta se concentrar agora nos pneuzinhos laterais que assim, vestido, ninguém nem nota que tenho barriga. Também ganhei centímetros de braço, peito e ombro. 

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Hatti: Os Filhos Estuprados




Hatti é uma civilização extremamente importante que dominou a Anatólia, na atual Turquia, durante a Idade de Bronze, por volta de 3000 a.C. A Idade do Bronze substitui a Idade da Pedra Polida ou Neolítico e se caracteriza sobretudo pelo desenvolvimento da metalurgia, sobretudo do desenvolvimento de técnicas para a fundição do bronze, esta dura até por volta de 1200 a.C, quando se inicia a Idade do Ferro. Neste período ascenderam as civilização da Mesopotâmia no vale dos Rios Tigres e Eufrates, do Egito no vale do Nilo e, ao norte, de Hatti., estas são sem dúvida as três grandes civilizações que comandaram a história humana durante seus anos iniciais.  Porém elas têm muito em comum: a capital hitita se chamava Hattusa, seus habitantes falavam uma língua proto-indo-europeia chamada Luwita, enquanto a língua suméria e egípcia são semíticas, porém como o império logo se tornou grandioso era comum que se ouvisse pessoas falando, na capital, línguas dos outros povos que habitavam o império como o lídio, o cário, sidético, licio, pisídico e palaico, além da própria língua hitita, isto é, dos habitantes originais daquela terra. Eles possuíam um alfabeto hieroglífico, mas apossaram-se também da escrita cuneiforme assíria e, no fim, adotaram a numeração romana como parte do seu arcabouço cultural. Sua história se divide em basicamente três períodos: Velho Reino, de 3000 a 1400 a.C.; o Novo Reino, de 1400 a 1175 a.C., quando o imperador de Hatti rivalizava em poder com os faraós egípcios e os reis babilônicos; e, por fim, os Novos Reinos Hititas, que existem entre 1175 a 705 a.C., em que após o império se desfazer algumas cidades-estado mantém sua independência cultural até a dominação romana.
Um dos textos mais antigos oriundos desta civilização são As Leis. Não sabe-se com precisão quando os textos foram reunidos, mas eles remontam a 1600 a.C. e refere-se ao reinado de Labarna. Além deste ser um livro que relata as leis, ele também se preocupa em registrar a vida cortesã da capital através de crônicas históricas sobre o palácio e as disputas entre os vassalos do rei. Suas leis, no entanto, se caracterizam por duas ideias básicas: compensação, a vítima ganha algo para compensar o que perdeu; e retribuição, a ofensa é punida com um castigo equivalente a ela, algo parecido com o "olho por olho, dente por dente" das leis mesopotâmicas, contudo, em Hatti, a maior parte das punições tinham a ver com compensação. Mesmo as leis que puniam o assassinato, por exemplo, permitiam uma opção de compensação: "Se ele [o herdeiro] diz: 'Deixe-o morrer', ele deve morrer; se ele diz: 'Faça ele uma compensação', ele deve fazer uma compensação". Se o assassino não pudesse compensar financeiramente a família de sua vítima, uma vida como escravo sempre era uma opção. Os casos eram julgados pelo rei, autoridade máxima, ou pela rainha, ou pelos vassalos do rei, a quem este delegava o poder para julgar em seu nome. 
Entre as leis hititas existe um grupo de leis que falam sobre comportamento sexual, são as últimas catorze de um grupo de duzentas. A pena de morte só é aplicada em dois casos: bestialidade e incesto. O sexo com ovelhas, cães e porcos é punido com a morte, por exemplo, e curiosamente relações sexuais com cavalos e mulas só exigiam uma compensação ao dono do animal, porém o que mais nos interessa aqui é a lei hitita 189. Ela afirma: "Se um homem violar a sua filha que é um crime capital. Se um homem viola seu filho, que é um crime capital". Não existe nenhuma proibição com relação a relações entre pessoas do mesmo sexo além desta citação rápida em todo o livro. E esta justaposição de relações sexuais com a própria filha e filho, diz Gordon Wenham, mostram que a última união não é proibida porque se dá entre pessoas do mesmo sexo, mas porque é incestuosa . Hoffner observa que um homem que sodomiza seu filho é culpado de hurkel (relação sexual ilícita) porque o seu parceiro é o seu filho. 
Podemos ver a importância do tabu do incesto numa carta do rei Suppiluliuma a um de seus vassalos, um dos raros momentos em que um rei interferia na vida das cidades que haviam lhe jurado lealdade:

Para Hatti é um costume importante que um irmão não tenha relações sexuais com a sua irmã ou a sua prima. Não é permitido. Quem comete tal ato é condenado à morte. Mas a sua terra é bárbara, pois o homem tem regularmente relações sexuais com sua irmã ou prima. E, de vez em quando, uma irmã de sua esposa ou a esposa de um irmão, ou até uma prima chega até você, dê-lhe algo para comer ou beber. Você pode comer, beber e ficar feliz! Mas você não deve ter vontade de ter relações sexuais com ela. Não é permitido, e as pessoas são condenadas a morte como resultado desse ato. Você não deve iniciá-la de sua própria vontade, e se alguém vos engane para tal ato, você não deve ouvir dele ou dela. Você deve fazer isso. Ele deve ser colocado sob juramento para você. 

O hurkel é uma categoria interessante porque caso seu ator não seja extirpado da sociedade, através de um ritual ou mesmo assassinato, toda a sociedade hitita corria risco, por isso mesmo o rei estava proibido de fazer sexo antes de um ritual importante ou alguém que estivesse impuro era impedido de entrar nos santuários. Banhos, bodes expiatórios, banimentos, tudo isso eram formas de livrar-se de alguém que estava tão contaminado assim que poderia trazer o mal a todos que estavam ao seu redor, no entanto evitava-se a morte, sobretudo porque quando alguém cometia um hurkel e era morto seu corpo continuava contaminado e aquele que tocasse o corpo do morto para dar-lhe um destino adequado também seria novamente contaminado.




sexta-feira, 25 de outubro de 2013

A Curiosidade Matou o Gato

, em Natal - RN, Brasil


Era um domingo e eu estava assistindo televisão com o computador no meu colo. Via uma programa qualquer no Discovery Channel quando ele me chamou para conversar no bate-papo do Facebook. "Tô aqui bêbado e você sabe o que me acontece quando estou bêbado, não é?", eu ri e confirmei que sabia. "Pois é, 'tô com muito tesão aqui!". Eu não me contive. "Então vem aqui em casa que a gente mata esse tesão rapidinho". Ele respondeu rindo até que: "Você fala sério?". Eu confirmei. Sempre tive tesão nele de qualquer forma. Em abril, nós tivemos uma tentativa, um encontro, saímos juntos para uma cerveja, mas no fim ele escolheu que eu servia apenas para ser seu amigo. Mas nada muda o fato que ele é muito gostoso. Ele tem um rosto másculo e um corpo de falso magro. Sem camisa, o peitoral e o abdômen musculoso é que aparecem, a bunda também é linda, pequena e macia, mas ele é apenas ativo. "Olha, eu só não vou agora porque estou na praia. Em Pitangui. Senão eu ia mesmo até ai". Eu disse que era uma pena. "Mas não se preocupe", ele completou, "amanhã você vai fazer alguma coisa a noite? Eu posso te fazer uma visita depois do trabalho!". Marcamos. E as 19h da segunda-feira ele me ligava: "Tô saindo do trabalho agora, me explica de novo como chego na sua casa?". 
Ele não demorou nada para chegar. E assim que eu fechei a porta atrás dele, ele se aproximou com uma cara de safado e me beijou com intensidade. E, enquanto nos beijávamos, eu tirava-lhe a roupa, e logo ele estava sem camisa, e eu lambia-lhe os mamilos fazendo-o gemer. Foi quando me ajoelhei diante dele e baixei-lhe a cueca boxer. Chupei-o com ele de pé na sala, mas ele logo me puxou para cima, beijou-me novamente apertando minha bunda e me puxou pela mão para o quarto. "Quero comer você!". Ele deitou-se na cama e me fez sentar sobre o pau que entrou fácil, enquanto isso me olhava mordendo o lábio inferior com uma cara de tesão imensa. Baixei então para beijá-lo, já ele apertava minhas nádegas e socava dentro de mim com força. Ouvia-se apenas o quadril dele batendo em mim e os seus gemidos. Ele então mudou de posição. Colocou-me de quatro e se posicionou atrás, enfiava com força e me puxava pelos ombros de encontro a ele. No entanto, não demorou muito para deitar-se sobre mim, sentia sua pele tocando as minhas costas, enroscando seus dedos entre os meus e beijando-me enquanto fodia com pressa. Muita pressa e muita força. Eu empinava a bunda, forçando meu quadril ainda mais para trás. Ele gemia no meu ouvido, arfando, até explodir em gozo, dentro da camisinha, poucos minutos depois de eu também ter gozado. "Uau! Foi muito bom!". E perguntou onde poderia fumar um cigarro. "Eu estava tão tenso, agora passou". Eu ri. E enquanto ele fumava o cigarro, insistindo em jogar as cinzas no chão, apesar do cinzeiro estar ao seu lado, eu notei que era apenas curiosidade, e a curiosidade matou o gato.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Cinco Reais

, em Natal - RN, Brasil



Ele estava ali no meu quarto, pelado, com seu corpo perfeito, musculoso e depilado, sorrindo para mim com aquele sorriso dele que demonstra toda certeza de que eu estou entregue. Mike é meu vizinho desde sempre. Eu que o vi crescer já que temos uma diferença de idade de alguns anos. Vi se tornar este homem maravilhoso que estava de pé na minha frente, oferecendo o membro duro para que eu chupasse. Ele havia me passado seu telefone alguns dias atrás, quando pediu cinco reais emprestado ao cruzar comigo na rua, disse para que eu o ligasse qualquer dia que ele me faria uma visita. Eu o liguei naquele sábado a tarde, não tinha nada para fazer mesmo, e ele atendeu o telefone animado. Disse que tomaria um banho e estaria na minha casa em meia hora. Dito e feito. Ele chegou com aquele sorriso dele de sempre. Aquele sorriso que ele sempre me dá na rua. Aquele sorriso de quem pensa que com certeza vai me comer. E agora ele estava lá. No meu quarto, de pé do lado da cama, completamente pelado. 
Eu então levantei e o beijei. Nosso primeiro beijo havia sido ainda na sala, quando fechei a porta atrás dele. Ele deixou claro o que veio fazer ali. Logo tirou a camisa, exibindo o peitoral forte e contraindo os músculos do abdômen. Comentei que ele tinha um corpo lindo e ele se envaideceu, falou que estava fraquinho ainda, que ia treinar mais para ficar maior. Fui eu que tirei-lhe a bermuda surfwear que ele usava. Também fui eu mesmo que tirei a minha roupa quando sentei na cama. Também era eu que apertava as nádegas dele entre meus dedos, enquanto engolia seu pênis grosso e ele segurava minha cabeça, olhei para cima enquanto eu jogava minha barba contra seu quadril e ele tinha a cabeça jogada para trás.
Quando eu o puxei para cama, e ele deitou-se por cima de mim. Beijava-me e minhas unhas arranhavam-lhe as costas, ele então levantou-se sobre seus braços fortes, contraindo os músculos, principalmente seu tríceps e sorriu para mim. Aquele sorriso de sempre, dono de uma segurança exemplar. E deitou-se do meu lado, colocando as mãos sobre a cabeça, contraia novamente seu peitoral e o abdômen, e disse-me: "Pode aproveitar!". Eu não entendi muito bem o que ele queria dizer com aquilo, mas o pau em riste era um convite para cavalgá-lo. Com a camisinha a mão, sentei naquele pênis rijo, ele me olhava com cara de prazer, mas concentrava-se também em manter o abdômen travado, sobretudo quando minhas mãos roçavam-lhe a barriga. Sentado sobre seu quadril, rebolando, contudo, foi que notei que, naquele momento, mais importante do que eu ali, era ele estar bonito. Ele, mesmo, naquele instante não estava fazendo nada além de posar e manter-se bonito enquanto eu o cavalgava. "Pode aproveitar!" ressovava nos meus ouvidos e o suor escorria pelos nossos corpos. Peguei então meu pênis duro e me masturbei. Aproveitava-o dentro de mim e a visão magnífica daquele corpo até que gozei sobre sua pele branca.
Levantei rápido e trouxe-lhe papel higiênico. Ele limpava a barriga quando cobrou. "E aí como ficamos?". Eu não entendi e ele correu para se explicar. "Eu normalmente cobro trezentos reais, mas como você é conhecido, você pode me dar o quanto quiser". E sorriu. "O quanto você acha que valeu!". Eu ri. "Mesmo?", falei. Ele confirmou e eu abri o guarda roupa e tirei uma nota de 5 reais lá de dentro. Coloquei no criado-mudo e saí do quarto. Ele veio atrás. "Só isso?". Eu confirmei. "Se você tivesse feito um pouco mais do que apenas ser bonito lá dentro, meu caro. Se não tivesse me feito ficar entediado no meio do sexo. Talvez valesse mais..."

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Simples Especialistas

, em Natal - RN, Brasil


Todo homossexual se acha um especialista em homofobia e se vocês perguntarem a qualquer um significado desta palavra, a resposta virá imediatamente (tentem!): "é o preconceito/ódio que os heterossexuais têm pelos homossexuais". Em ciência, sobretudo nas ciências humanas, para uma definição ser válida, todavia, ela tem que cobrir todos os aspectos do problema. Aí surge nosso primeiro problema: existem homossexuais homofóbicos também (e estes costumam ser os mais difíceis de falar sobre o assunto), não é um problema que existe somente dentro do grupo heterossexual. Se estes existem, então a definição não pode dizer que é um preconceito oriundo do grupo que é a maioria, heterossexual, em relação ao grupo minoritário. Concordam? Outro problema: a homofobia é uma questão de ódio pelos gays? É uma simples questão de lógica,  a + b = c, se afirmamos que existem homossexuais homofóbicos, esta pessoa seria alguém que odeia outros homossexuais e, portanto, também odeia a si próprio sendo então sempre uma pessoa que está dentro do armário, que sofre por não se aceitar, certo? Errado! Quando um homossexual não se aceita, esta situação é chamada de de conflito egodistônico pela psicologia e é causada pela homofobia, é resultado dela, não sua geradora. Esta pessoa é muito mais uma vítima do que qualquer outra coisa. Afinal é o fato dele viver em um ambiente que não aceita os gays que impede que ele se aceite plenamente. Trocando em miúdos, ele é fruto do seu meio.
Outra resposta comum é que a homofobia é uma agressão que uma pessoa, pensa-se sempre primeiro em um heterossexual, faz a outra pessoa que julga ser homossexual. Nesta explicação deveras comum a homofobia é uma ação. Ela só existe quando alguém é agredido, quando alguém sofre um ferimento. Alguns, poucos, ampliam dizendo que se a agressão for apenas verbal também existe homofobia, mas para a maior parte das pessoas para sofrer esta espécie de preconceito é necessário que se derrame sangue. Há uma linha invisível que separa o olhar ameaçador, os xingamentos na rua, a perseguição na calçada do primeiro chute que derruba um garoto que volta de uma boate no chão. Até o agressor tocar a vítima, este estava apenas expressando seu direito sagrado de liberdade de pensamento. Afinal, ninguém tem o direito de dizer o que ele deve pensar ou o que não pode fazer. Deus nos livre da censura! Aqui, a confusão se dá sobretudo por causa da definição de crime com motivação homofóbica, sobretudo o principal crime que se pretende punir legalmente com as leis anti-homofobia que é a agressão física e a construção da motivação homofóbica para assassinatos. Como o tema Homofobia tem sido explorado sobretudo neste aspecto jurídico, para muitos, criou-se a ilusão de que ele só existe também neste formato jurídico, e um crime só existe após ser praticado, e o crime que se quer punir não é a homofobia e sim a "agressão por motivos homofóbicos".
Outro problema da definição que os homossexuais especializados em homofobia têm nos dado é que os heterossexuais (pasmem!) também sofrem esta espécie de discriminação. E muito além dos casos que foram relatados pela imprensa como o pai que teve a orelha arrancada porque estava abraçado ao filho, ou dos irmãos que um foi assassinado porque voltavam abraçados de uma festa, meio bêbados. Heterossexuais sofrem homofobia quando um menino ganha uma bola e uma menina uma boneca, quando um bebê é obrigado a usar azul e outro rosa, quando uma menina tem a orelha furada e um garoto não pode chorar. É isso que os gays, em sua maioria, não sabem: a verdadeira definição de homofobia diz que ela acontece quando definimos um modelo para ser homem e um modelo para ser mulher, e todas aquelas pessoas que desviam deste padrão são, furiosamente, atacadas. É por isso que o pai e os irmãos foram atacados, por exemplo, homens não abraçam outros homens.
Segundo uma sociedade homofóbica, e que se entenda este adjetivo a partir de agora como: "uma sociedade que impõe uma forma de comportamento para homens e mulheres", um homem precisa ser másculo, forte, insensível, sem habilidades artísticas, pouco detalhista, bom motorista, hábil em atividades físicas como esportes, agressivo, sem vaidade, entre outras coisas, e, principalmente, o oposto disto é o que faz uma mulher. Qualquer um que se arrisque a caminhar no meio destas situações opostas é visto como desviante, desviado, viado. Um ataque homofóbico não acontece porque os heterossexuais odeiam os gays, acontece porque para algumas pessoas ser homem significa seguir um padrão exato de características, os homens que não seguem estas características precisam então serem violentamente reeducados para "virar homem", é isso que está por trás de ataques com lâmpadas fluorescentes nas ruas de São Paulo, dos estupros corretivos nas quadras de Brasília ou dos assassinatos de travestis nas pequenas cidades da Bahia. Existem pessoas no mundo que acreditam que existe um modelo correto de homem e outro modelo correto de mulher.
Então quando afirmamos que também existem homossexuais homofóbicos é porque também entre este grupo que é o mais perseguido pela homofobia existem pessoas que aprovam esta teoria que existe um padrão para ser homem e um padrão para ser mulher, e que inclusive modelam o seu desejo pelo mesmo gênero seguindo este padrão que é arbitrário, totalmente construído e, poderíamos inclusive dizer, artificial. Vejamos um exemplo: nos sites de relacionamento (Manhunt, Disponível, Grindr, Scruff) é comum encontrar a expressão "não curto efeminados" nos perfis. Esta afirmação por si pode não dizer nada, ela passa inocentemente por uma descrição de um gosto pessoal, contudo, geralmente, as pessoas que tentam explicar porque não gostam de efeminados costumam afirmar que "se quisessem mulheres, eles seriam heterossexuais". Só que esta pessoa efeminada é um homem, ele tem pênis, tem um gene Y herdado de seu pai, poderíamos inclusive supor que esta pessoa se encaixasse em todos os outros aspectos que citei sobre o que é ser um homem menos o aspecto da masculinidade, porém a ausência deste aspecto torna a pessoa incapaz de despertar interesse. Por que isso se dá?
A homofobia não aparece quando um homossexual não se excita por um homem efeminado, ela aparece quando este define o que é ser homem. Os homossexuais retornam para o modelo imposto pela sociedade heteronormativa e projetam seu desejo para aquele manequim construído com pedaços de pessoas para representar o tal ser masculino ideal. Todos, no fundo, procuram um príncipe, e este não foi criado dentro da própria cultura gay, este homem ideal ainda é o reflexo doentio do pai machista que os criou, o Homem com H maiúsculo. O combate a homofobia, portanto, não pode ser considerado como a luta pela aceitação de gays e lésbicas, nem tampouco apenas conseguir direitos, é a batalha pela diversidade. Combater a homofobia é lutar pela destruição destes dois modelos de comportamento (Homem e Mulher) e, com isso, aceitar que os seres humanos não podem ser classificados dentro desta gama dualista quanto suas identidades e seus gêneros. Masculino e feminino não podem ser definidos de forma tão simplista como Homem e Mulher.