Saí de Belo Horizonte esperando encontrar frio e chuva em São Paulo, porém cheguei lá numa noite estrelado de sextra feira, mas com uma certa cerração. A mesma cerração que eu costumo ver no meu futuro e que eu queria substituir por um sol claro, por isso estava ali sentado diante do Dih. Quando sentei-me e ele acendeu uma vela e um incenso, e escreveu meu nome numa folha de papel junto com a data do meu aniversário, um arrepio de medo me percorreu a espinha. Ele somou os números e um foi o resultado obtido. O número do individualismo. "Pronto! Vou ficar sozinho sempre é?". Ele me acalma e se explica: "Isso representa que sua Lição de Vida é desenvolver a individualidade e a liderança, ser o seu próprio chefe, não dependendo de ninguém". Eu respiro fundo, concordando. "Você precisa desenvolver a capacidade de tomar a iniciativa e nunca esperar os outros dizerem o que deve ser feito". Isso eu já faço. "Deve aproveitar para descobrir novos campos de atuação. Ser vanguardista, original e intuitivo, liderar e ser ambicioso se quer algum sucesso na vida, mas também não deixar ser envolvido pela arrogância, pelo orgulho e pelo egoísmo". Um outro suspiro meu, e ele termina: "Você é alguém que não precisa do outro para se conhecer, para ser feliz, mas que precisa de alguém para dividir aquele que você é, aquilo que costuma sempre conquistar sozinho, porque você consegue quando quer". Eu olho para aquele papel branco, agora coberto de números, e concordo: "O problema é exatamente esse: quando depende de mim, como meu doutorado, eu sou sempre um vitorioso, agora quando eu dependo de alguma outra pessoa, qualquer coisa que tenha uma outra pessoa no meio é naufrágio certo!".
Ele então veste suas guias. Azuis, verdes, brancas, amarelas, brozeadas. Juntamente com um bracelete. Joga, então, três vezes dezesseis búzios sobre a mesa branca, recolhendo aqueles que caíam virados para cima. Os búzios me deram sete meses. Novembro, dezembro, janeiro. Em sete meses eu serei agraciado com os prêmios que mereço e desejo. Fevereiro, março, abril. Em sete meses eu não terei motivos para reclamar de minha vida. Maio.
Mas que vida é essa? O Baralho Cigano é o primeiro a me responder. Ele inicia dizendo que voltarei a Natal, que minha vida está ligada aquela cidade, onde tenho raízes e família, e, sobretudo, minha vida está ligada ao mar. "Odoiá, minha mãe Iemanjá!". E que eu não preciso me preocupar com dinheiro, que o trabalho e meus estudos são os elementos que nasci para brilhar, que, nesta área da minha vida, o sucesso me aguarda, porém se, e somente se, eu manter-me nas graças de uma filha de Iansã. Uma mulher morena, filha da chuva. Que eu acho que sei quem é. Mas as mulheres me dão sorte.
Sobre o amor, no entanto, o Baralho Cigano me mostrou nuvens, um menino e um homem. A carta das nuvens fala de muitos amores, passageiros, vazios e que, na verdade, mas me iludem e decepcionam do que trazem alegrias. Ó sina, ó azar! E que por causa desses amores, eu não consigo enxergar nenhuma saída para este destino em que me meti. E por isso meu desespero e minha descrença. Mas o baralho também tem boas notícias: ele me contou de dois amores, a carta da Criança e a carta do Mensageiro.
Primeiro apareceu-me um menino. Este vai entrar na minha vida logo logo, mais novo, e muito complicado. Imaturo. Para ser imaturo não precisa ser mais novo, na verdade. O Dih me conta então que ele vai me trazer problemas, muitos. Era só o que me faltava! Porém eu vou me apaixonar verdadeiramente por ele. Um namoro longo, um namoro que pode se transformar incluvise em mais do que isso. "Minha nossa! Quem será?". E eu que sempre atraí menininhos! Mas o Dih ainda falou do Mensageiro, um outro homem, mais velho, rico, estável, adulto, o extremo oposto do menino vai cruzar meu caminho enquanto eu estivesse comprometido. "Mas não te vejo ficando com esse cara, deve ser um affair, coisa rápida, talvez sexo. E ele vai ser da área que você trabalha". Embaralha tudo de novo. "Corta em três com a mão direita". E ele me fala que o menino deve aparecer até o fim do ano. "Ele 'tá no teu presente! E, no fim, uma viagem que não sei se você o leva, ou se você tem que escolher entre ele e a viagem". Chocado! O mais velho, no entanto, só apareceu no baralho num futuro distante, junto com minha ascensão profissional e financeira. "Encerrou?". Ufa! Ufa! Surpreendentemente só coisa boa! "Só coisa boa, hein? E nós vamos comemorar aonde nesta noite esse seu futuro grandioso?". Eu sorri, e agradeci ao Dih com um abraço.
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segunda-feira, 17 de novembro de 2008
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
PRESENTE: As Cartas Mágicas do Foxx
Estou um tanto só e carente em BH, claro, o que é normal e completamente entendível já que eu passei essas semanas enfurnado dentro de uma casa cercado por pessoas que não conheço. Apesar, é claro, dos esforços heróicos e louváveis do Théo e do Rajeik, as coisas não andam fáceis. E nestes momentos de crise, que um namorado caíria super bem, eu me venho a perguntar quando conseguirei um desses espécimes raros e cobiçados. E aí, por que não perguntar ao tarot?
Sei que para a maioria a cartomancia cigana é extremamente questionável, mas a aprendi com 17 anos e desde então tenho me guiado por ela em muitos momentos que as lágrimas e a angústia embaçam a visão. Hoje um deles. Comecei então a perguntar.
Abri o baralho na cama, pernas cruzadas, janela aberta, um céu azul e claro numa manhã mineira. Escolhi A Temperança como carta para abrir o jogo, colocando-a no centro da mesa, e comecei a questionar o meu futuro: "O que minha vida amorosa reserva para fevereiro e março?". Cartas nubladas, mas uma resposta não tardaria a chegar, e acontece quando puxo o Nove de Copas: "Coleção de Aventuras".
Mas desde quando eu coleciono aventuras? Que absurdo! Eu quero um namoro sério. Eu nem consigo agradar nenhum na balada, quanto mais colecionar aventuras. Aí me aparece outra carta, a Lua, só que invertida: "Cuidado com o que você fala, porque isso é apenas para você se proteger". Calo-me, com medo. E fico pensando: proteger-me das rejeições, foras, tocos e coisas do gênero ou para evitar que pensem que sou uma putinha? Continuo o jogo, e novamente invertidos caem no lençol branco e amassado da cama, o Mago, "Insegurança", e o Louco, "Falta de Confiança em Si", e eu me lembro de vários conselhos recebidos aqui no blog, que eu tenho coisas boas a oferecer, de beleza a conteúdo e percebo que nos dias que saio confiante consigo as aventuras que quero sim, até o título de putinha às vezes cai bem, e o Seis de Ouro aparece, "Retribua o que você recebe na mesma intensidade": Só tenho aventuras porque eles só querem aventuras!!
Então me pergunto: "E quando vou conseguir um namoro de verdade?". E imediatamente caem sobre a Temperança, a carta do Papa, "Maturidade", e do Sol, "O Meio de Conseguir", aparecem juntas, dizendo que sem uma, a outra não pode acontecer. E então pergunto ao baralho como fazer isso: como amadurecer? Diante desta pergunta, o Sete de Paus dá as caras, "Realize Seus Sonhos", junto com o Imperador, "Tudo Depende de Você". Com lágrimas nos olhos, começo a lembrar de todos aqueles conselhos sobre pensamento positivo e, principalmente, exigindo que eu mude aquilo que me incomoda na minha vida. E, curioso, eu pergunto: "Devo mudar minha forma de pensar ou apenas meu corpo?". E sem enrolação, juntas caem os Enamorados, "Amor Realizado", e o Nove de Copas, "O Colecionador de Aventuras", respectivamente. Em outras plaavras, mude a forma de pensar e ganhas um amor; muda teu corpo e ganhas aventuras. Só que, em seguida, o Enforcado, invertido, entra no jogo: "Decide, Mas Não Foje da Realidade". Que realidade? O Julgamento também invertido entra no jogo para anunciar: "Você Vai Demorar a Ser Feliz No Amor", mas o Três de Copas, "Sucesso", e o Ás de Ouro, "Um Amigo Tornar-se-a um Amor", que encerram a consultam, terminam com boas novas. Então, poderíamos concluir - vejam se vocês concordam - que pensar em namoro sério agora é ficar sofrendo por uma coisa que não vai aparecer mesmo, então, aproveitemos os 26 anos porque só tem um na vida? Errei na interpretação?
Bem, se não é verdade, bem que poderia ser, não é?
Sei que para a maioria a cartomancia cigana é extremamente questionável, mas a aprendi com 17 anos e desde então tenho me guiado por ela em muitos momentos que as lágrimas e a angústia embaçam a visão. Hoje um deles. Comecei então a perguntar.
Abri o baralho na cama, pernas cruzadas, janela aberta, um céu azul e claro numa manhã mineira. Escolhi A Temperança como carta para abrir o jogo, colocando-a no centro da mesa, e comecei a questionar o meu futuro: "O que minha vida amorosa reserva para fevereiro e março?". Cartas nubladas, mas uma resposta não tardaria a chegar, e acontece quando puxo o Nove de Copas: "Coleção de Aventuras".
Mas desde quando eu coleciono aventuras? Que absurdo! Eu quero um namoro sério. Eu nem consigo agradar nenhum na balada, quanto mais colecionar aventuras. Aí me aparece outra carta, a Lua, só que invertida: "Cuidado com o que você fala, porque isso é apenas para você se proteger". Calo-me, com medo. E fico pensando: proteger-me das rejeições, foras, tocos e coisas do gênero ou para evitar que pensem que sou uma putinha? Continuo o jogo, e novamente invertidos caem no lençol branco e amassado da cama, o Mago, "Insegurança", e o Louco, "Falta de Confiança em Si", e eu me lembro de vários conselhos recebidos aqui no blog, que eu tenho coisas boas a oferecer, de beleza a conteúdo e percebo que nos dias que saio confiante consigo as aventuras que quero sim, até o título de putinha às vezes cai bem, e o Seis de Ouro aparece, "Retribua o que você recebe na mesma intensidade": Só tenho aventuras porque eles só querem aventuras!!
Então me pergunto: "E quando vou conseguir um namoro de verdade?". E imediatamente caem sobre a Temperança, a carta do Papa, "Maturidade", e do Sol, "O Meio de Conseguir", aparecem juntas, dizendo que sem uma, a outra não pode acontecer. E então pergunto ao baralho como fazer isso: como amadurecer? Diante desta pergunta, o Sete de Paus dá as caras, "Realize Seus Sonhos", junto com o Imperador, "Tudo Depende de Você". Com lágrimas nos olhos, começo a lembrar de todos aqueles conselhos sobre pensamento positivo e, principalmente, exigindo que eu mude aquilo que me incomoda na minha vida. E, curioso, eu pergunto: "Devo mudar minha forma de pensar ou apenas meu corpo?". E sem enrolação, juntas caem os Enamorados, "Amor Realizado", e o Nove de Copas, "O Colecionador de Aventuras", respectivamente. Em outras plaavras, mude a forma de pensar e ganhas um amor; muda teu corpo e ganhas aventuras. Só que, em seguida, o Enforcado, invertido, entra no jogo: "Decide, Mas Não Foje da Realidade". Que realidade? O Julgamento também invertido entra no jogo para anunciar: "Você Vai Demorar a Ser Feliz No Amor", mas o Três de Copas, "Sucesso", e o Ás de Ouro, "Um Amigo Tornar-se-a um Amor", que encerram a consultam, terminam com boas novas. Então, poderíamos concluir - vejam se vocês concordam - que pensar em namoro sério agora é ficar sofrendo por uma coisa que não vai aparecer mesmo, então, aproveitemos os 26 anos porque só tem um na vida? Errei na interpretação?
Bem, se não é verdade, bem que poderia ser, não é?
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