Google+ Estórias Do Mundo

sábado, 15 de agosto de 2015

Dia dos pais

Ariano: Hei, feliz dia dos pais!
Foxx: Sem presente não tem dia dos pais nenhum
Ariano: Que presente cê quer? Não vai me dizer que é o aspirador de pó que você tava querendo?
Foxx: Sim. Isso mesmo!
Ariano: Mas aspirador não é presente de pai...
Foxx: Querido, eu quero, da licença? Olhe sua homofobia! E só por isso quero um rosa da Barbie.
Ariano: Daddy, seje menas gay!

domingo, 2 de agosto de 2015

Conflito Cultural

, em Natal - RN, Brasil
Foxx: Eu fiz paçoca de carne. Quer um pouco?
Amigo Mineiro: Adoro paçoca!
Pega uma colherada cheia.
Amigo Mineiro: O que é isso? É salgado! E tem carne! E não tem amendoim!
Foxx: Que parte de paçoca de carne você não entendeu?

domingo, 19 de julho de 2015

Música Popular Brasileira

, em Natal - RN, Brasil
Eu e meu irmão caçula sentados na frente da TV na casa dos meus pais.
Ele com o controle na mão muda para o TVZ e está passando uma música sertaneja chamada Moon Álcool, de Thiago Matheus. Intrigado, ele pára para ouvir.
Foxx: Que djabo é isso?
Caçula: ...
Na TV: "Eu tava na balada bebendo água mineral, mas meus amigos não acharam normal. Eles já botaram vodka para eu tomar e a partir daí eu quis zoar"...
Foxx: Sério?
Caçula: ...
Na TV: "DJ pôs Billy Jean e o povo ficou perplexo quando eu dancei igual o Michael Jackson, quando eu vi já tava dançando e gritando 'au', e o povo em volta dançando igual"
Foxx: Gente, mas porque isso? Sério? Que letra é essa?
Na TV: "Andando para trás, com o copo pro alto, tá todo mundo dançando o Moon Álcool".
Foxx: Qualquer música ruim americana tem uma letra melhor que essa? Porque aqui é isso?
Caçula: Mas existem músicas americanas tão ruins quanto esta.
Foxx: Claro que tem, obviamente que tem, mas porque tem sido cada vez mais comum este tipo de letra.
Caçula: Bem, 'tá na moda né? A onda da vez agora é fazer músicas celebrando as baladas porque é para tocar na balada. Para que esses cowboys urbanos que ouvem música sertaneja dentro de boates se divirtam.
Foxx: De fato, outra moda é dizer que não sofreu por amor também né?
Caçula: Verdade.
Foxx: São muitas músicas dizendo que foi ele que perdeu, foi ela que sofreu, e o fulano agora está bem e se divertindo. É o extremo oposto da Bossa Nova, em que a moda era sofrer por amor. Poeta de verdade era aquele que tinha um sofrimento amoroso para contar, já hoje quem sofre por amor é um otário.  



sábado, 4 de julho de 2015

Choque de Bandeiras: Carta Aberta a Ana

Todo mundo viu que após a aprovação do casamento gay nos EUA um mar de bandeiras do arco-íris invadiu o Facebook não foi? Aproveitando o movimento, os transexuais decidiram mostrar a cara e divulgaram sua bandeira também. Reações obviamente se fizeram ouvir. E a mais chocante, na minha opinião, foi da página Conspiração dos Unicórnios Satânicos Pela Ditadura Comunista, Gay e Feminazi. O texto era assinado por ~Ana~ (e eu nunca vou entender o que significa til antes das palavras).
Ana termina o texto afirmando-se feminista radical, e critica a explicação de que transexuais se sentem mulheres como um "delírio queer". Começo o texto pelo fim porque esta é a informação mais importante do texto todo. Explica quem ela é e de onde ela fala. Feministas, principalmente as ditas radicais, nunca apoiaram os movimento gay. Podem todas se coçar de raiva agora, mas esta é a verdade. Historicamente, o movimento feminista nunca esteve preocupado com as questões gays e, principalmente, muito menos com as questões queer. Queer não é simplesmente "viado" em inglês. Queer é uma escola de pensamento que questiona as relações de gênero. E é ai que a Ana peca. Ela acha que entende o pensamento queer e se apropria de conceitos dele, sem saber, e os mastiga dentro de um machismo torto que ela ainda não conseguiu se libertar. Vejamos.
Ana afirma, com todas as letras, que ser mulher é ter uma vagina. Ela abre seu texto assim. Mas no terceiro parágrafo do seu texto ela afirma que ser mulher é ser submetida desde o nascimento a rituais violentos e limitadores. Ela diz que gênero não existe naturalmente, mas uma mulher se torna mulher ao ter uma vagina. Ana está confusa sobre o que é ser mulher porque ela está exposta ao que ela chama de feminismo radical e as propostas da teoria queer que ela não domina. Decida-se, Ana, ser mulher é natural? Então ela está relacionada a sua vagina, apenas a ela, então todo seu argumento seguinte sobre o controle do patriarcado não pode ser mais usado, e seu apelo para que as mulheres parem de apoiar transexuais faz todo sentido. Eles não são e nunca deixarão de ser mulheres.
Porém, infelizmente, para o feminismo radical, a teoria queer provou claramente que o patriarcado não "submete desde o nascimento a rituais violentos e limitadores" somente mulheres. Homens também são submetidos a rituais que os violentam e os limitam do mesmo jeito que mulheres. Ai você pode argumentar que nenhum homem é assassinado por ser homem, como mulheres de fato são, mas eu lembro a você que homens gays são assassinados todos os dias porque não querem mais viver como a norma dita que eles deveriam viver. 
Você diz, e cito, "gênero é um sistema de códigos de conduta forjado pelo patriarcado e imposto às mulheres para nos controlar, domesticar, submeter e explorar", e esse é o problema do feminismo radical e a teoria queer, porque a teoria queer afirma que não é apenas as mulheres que foram expostas a isso. Homens de classes sociais inferiores, homens negros, crianças de ambos os sexos, homossexuais, travestis e transexuais também sofrem com os mesmos códigos de conduta impostos pelo homem branco e heterossexual. Isso incomodou o movimento feminista de uma forma que praticamente impossibilitou pontos de contato entre as duas teorias.
Mas, Ana, em um único ponto você estava certa, não vou negar. Também fico curioso porque transexuais repetem padrões femininos (roupas, acessórios, transformação do corpo, gestos, emulação da voz) para dizer-se mulher. Mas ao contrário de você eu sei que são símbolos. Que se apossando destes símbolos eles conseguem comunicar algo ao grupo que eles fazem parte. Eu, obviamente, iconoclasta que eu sou, preferia que eles rompessem com estes símbolos do que reforçá-los, repetindo o código deste sistema patriarcal/homofóbico/machista que vivemos, mas eu entendo que para muitos esse enfrentamento ainda não é possível. Não é possível porque eles ainda não tem esta consciência de mudança de mundo e, porque, eles ainda precisam se afirmar muito como pessoas com direitos, como cidadãos reais, em outras palavras, eles ainda estão lutando por visibilidade, para vir a se preocupar com a desconstrução de símbolos. Este papel é nosso! Dos gays, das lésbicas e das mulheres! Eu te convido, Ana, agora, para desconstruir a sua vagina.

domingo, 21 de junho de 2015

Uma Nova Maturidade?

FOXX: Ei, acho que não quero mais namorar viu?
BE:  Por que você fala isso?
FOXX: Bem, não está mais me incomodando tanto. Fico em casa com o Nilo, meu gato, vendo Netflix toda noite e pronto. E, quando aparece, faço sexo com alguém que nunca vejo de novo.
BE: Mas porque você acha que não quer namorar?
FOXX: Bem, eu conheci um cara, pela internet, amigo de amigos, me adicionou no Facebook e começamos a conversar. Saímos uma vez e ele me pediu em namoro e eu não quis.
BE: E por que não quis? E, se você disser que não bateu química, que você não sentiu nada por ele e tal, eu entendo. Namorar só para ter um namorado não é uma boa ideia.
FOXX: Eu, sinceramente, pensei: p'ra quê? Tenho tanta coisa para fazer, trabalho, igreja, tenho tempo para namorar não.
BE: Simplesmente porque não quer ter um namorado ou porque ele não acendeu aquela faísca?
FOXX: Por isso eu disse que acho que não quero mais namorar, eu não sei responder esta pergunta. 
BE: Bem, se for a segunda opção eu entendo e endorso. Afinal, às vezes saímos com alguém e é legal, mas não dá aquele frio na barriga e isso dá para sentir de cara. 
FOXX: De fato, não acendeu faísca. Ele tem um corpo lindo, mas burrinho e o sexo não foi bom. 
FOXX: Não sei. E essa é a diferença: antes eu diria sim até para quem não me interessava de fato, com medo de perder a única oportunidade em minha vida. Agora parece que não importa se eu terei outra oportunidade ou não. 
BE: Sinal de amadurecimento então. Acho super positivo.
FOXX: Acho que deixou de ser um objetivo na minha vida, isso sim.

domingo, 7 de junho de 2015

A Nova Paternidade

, em Natal - RN, Brasil
Tem uma coisa que tem me aquecido o coração nesses últimos tempos: pais e seus filhos. Mas não pais no sentido de pai e mãe, pais, somente o pai. Lembro da minha infância, em que o único contato que eu tinha com meu pai era quando ele puxava um cinto para me dar uma surra. Não lembro de nenhuma vez sair com ele de mãos dadas, ou ir ao colo dele, ou dele brincar comigo de qualquer coisa que fosse. Meu pai não estava lá. Mas eu entendo, nenhum trauma foi construído por causa disso. Na geração do meu pai, não havia o costume de pais cuidarem dos filhos, esta tarefa era exclusiva das mães, tias, avós, as mulheres da família. 
Graças ao bom Deus o mundo mudou! Homens adultos podem ter seus filhos aos braços, beijá-los, acarinhá-los, brincar com eles, dizer que os amam. Em uma geração, os filhos de homens como meu pai decidiram que não tratariam seus próprios filhos, os seus meninos e meninas, da mesma forma como foram tratados. Vocês imaginam qual será o resultado destas crianças que cresceram com tanto amor? Sinceramente, meu coração se enche de esperança. Acho que teremos um futuro lindo nas mãos destas crianças criadas com tanto amor. Um mundo melhor se anuncia!  



Uma nova fase começa agora no blog, com postagens quinzenais. A falta de assunto na minha vida não sustenta mais um blog semanal, infelizmente. Peço desculpa também aos outros queridos blogayros porque não tenho podido lê-los. O tempo está curto! 

domingo, 24 de maio de 2015

Roteiro Nº 01

, em Natal - RN, Brasil
Michelângelo, das Tartarugas Ninjas, estava sentado em uma mesa, usando um sobretudo e um grande chapéu, comendo uma bela pizza novaiorquina, quando do outro lado do restaurante um rapaz o observa. O ninja percebe-o, mas tenta fingir que não é para ele que os olhares são lançados, mas logo o rapaz do outro lado da mesa levanta-se e caminha em direção a ele.
- Você faz parte das Tartarugas Ninjas, não é?
- Não... - disfarça Michelângelo.
- Eu sei que é. Sou um grande fã de vocês. Posso sentar?
Michelângelo concorda, para evitar chamar mais atenção.
- Vocês são tão gostosas!
- O que?!
- É! Sempre tive uma coisa por tartarugas e vocês... são gostosas! Será que poderíamos beber um café qualquer dia? 
- Ei, cara, com todo respeito, mas eu não curto...
- Ah, desculpe... mil perdões... eu não sabia, mas será que algumas das suas irmãs não se interessaria por um café?
- Irmãs? Cara, não sei qual o seu problema, mas nós somos homens... não tenho peito, tá vendo?
- Er... vocês são répteis, não tem porque ter peito...
- Mas...
- E não tem o abdômen côncavo dos machos...
- Nós somos fêmeas?
- Eu entendo a confusão. Como a maioria das pessoas não sabe diferenciar o sexo das tartarugas, pressuporam que vocês eram machos porque lutavam e eram fortes. Vocês então acreditaram no que contaram a vocês, no esterótipo masculino que vocês se encaixavam. Típico de uma sociedade cis-hetero normativa.
- Eu sou fêmea?!