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domingo, 13 de março de 2016

Teenage Dream

, em Natal, Natal - RN, Brasil
- Eu só me apaixono por quem não gosta de mim.
- Amigo, então porque você se apaixona por essas pessoas?
- Ah, Foxx, não sou eu que escolho.
- Querido, você não tem mais idade para acreditar que o seu coração é terra de ninguém. Você não é um garotinho adolescente que ainda não desenvolveu a habilidade de controlar seu coração.
- Mas...
- Tem "mas" não... você não tem mais idade para isso.

domingo, 28 de fevereiro de 2016

Mr. Cellophane

- Sabe Foxx, eu vivia dizendo que você iria encontrar alguém e tal era só sair mais e tals. Mas daí eu comecei a te visitar em Natal, a gente começou a sair e eu vi que não era bem como eu pensava...
- E como você pensava?
- Eu pensava que era meio exagero seu, pra ser sincero. Mas né que é verdade. Pelo menos quando a gente sai.
- O que era exagero?
- A estória de, ninguém olha pra mim, ninguém chega e tal.
- Que bom que você viu, amigo, que eu não minto.
- Eu pensava: "gente, é exagero, as pessoas olham ele que tá olhando pro lado errado".
- Mas você viu que sou invisível, né?
- Sim.
- Que bom, assim sei que não sou louco!

domingo, 21 de junho de 2015

Uma Nova Maturidade?

FOXX: Ei, acho que não quero mais namorar viu?
BE:  Por que você fala isso?
FOXX: Bem, não está mais me incomodando tanto. Fico em casa com o Nilo, meu gato, vendo Netflix toda noite e pronto. E, quando aparece, faço sexo com alguém que nunca vejo de novo.
BE: Mas porque você acha que não quer namorar?
FOXX: Bem, eu conheci um cara, pela internet, amigo de amigos, me adicionou no Facebook e começamos a conversar. Saímos uma vez e ele me pediu em namoro e eu não quis.
BE: E por que não quis? E, se você disser que não bateu química, que você não sentiu nada por ele e tal, eu entendo. Namorar só para ter um namorado não é uma boa ideia.
FOXX: Eu, sinceramente, pensei: p'ra quê? Tenho tanta coisa para fazer, trabalho, igreja, tenho tempo para namorar não.
BE: Simplesmente porque não quer ter um namorado ou porque ele não acendeu aquela faísca?
FOXX: Por isso eu disse que acho que não quero mais namorar, eu não sei responder esta pergunta. 
BE: Bem, se for a segunda opção eu entendo e endorso. Afinal, às vezes saímos com alguém e é legal, mas não dá aquele frio na barriga e isso dá para sentir de cara. 
FOXX: De fato, não acendeu faísca. Ele tem um corpo lindo, mas burrinho e o sexo não foi bom. 
FOXX: Não sei. E essa é a diferença: antes eu diria sim até para quem não me interessava de fato, com medo de perder a única oportunidade em minha vida. Agora parece que não importa se eu terei outra oportunidade ou não. 
BE: Sinal de amadurecimento então. Acho super positivo.
FOXX: Acho que deixou de ser um objetivo na minha vida, isso sim.

domingo, 26 de abril de 2015

Não Faça Isto No Primeiro Encontro (Comigo)

, em Natal - RN, Brasil
Enquanto isso, dentro da minha cabeça.

Eu pensei em escrever este texto como um conselho para todos, mas imediatamente eu pensei "quem sou eu para este papel?". Aconselhar alguém sobre como proceder em primeiros encontros? Como se eu estivesse na posição de grande conhecedor da matéria. Como se eu possuísse inúmeras experiências positivas e maravilhosas que resultaram em segundos encontros. Mas, por outro lado, quem teve mais primeiros encontros do que eu por aqui? Desafio qualquer um. Eles não deram certo, em sua maioria, é verdade!, mas por causa disso eu não extraí nenhuma experiência? Foi então que tive esta brilhante ideia: falar do que fizeram comigo (ou o que eu fiz) que nem eu suportei, logo eu que tenho uma notória paciência e dou mil chances para todo cara. Em outras palavras, aquilo que nem eu que aceito tudo, topei.

1) Sobre atrasos.

Atrasar para qualquer coisa não é legal, mas ninguém está livre de cometer esta gafe num primeiro encontro. E, se acontecer, peça milhares de desculpas. Simplesmente estar presente, ter finalmente chegado, não é o bastante para que sua companhia o perdoe. Você não é especial deste jeito!
Eu conto um causo neste momento? Conto! Era uma vez, no reino distante de Bambuluá, eu saí com um garoto, 21 anos, inteligente, não muito bonito, papo politizado e militante, era um cara interessante, cara de estudante de ciências sociais fã de Che Guevara. Era nosso primeiro encontro e ele chegou 1 hora atrasado (eu disse que aguento muita coisa, não disse?). Ele chegou no exato momento que eu havia me levantado para ir embora, e eu decidi me sentar para conversar com ele mesmo assim. Eu esperava um pedido de desculpas, uma história envolvendo abdução ou sequestro relâmpago, mas depois de um pedido de desculpas vazio, porque ele não se importava em nada de ter me feito esperar sessenta minutos (na cabela dele devia ser alguma convenção burguesa usar relógios, vai ver), mas queria sair dali para me comer na minha casa. Eu, obviamente, disse-lhe um sonoro não. 
Então, seja quinze minutos ou meia hora (e neste caso ligue para falar com a pessoa já adiantando seu pedido) ao chegar peça grandiosas desculpas. Ninguém é tão especial que sua simples presença fará o outro esquecer o tempo que ficou ali te esperando e de sua falta de consideração com ela neste tempo. Se for atrasar uma hora, nem vá, desmarque!, e ninguém espere mais que trinta minutos (só idiotas desesperados fazem isso) e só espere este tempo se houver uma ligação explicando o que aconteceu, se foi apenas uma mensagem depois de 15 minutos de atraso, vá embora!

2) Sobre celulares.

De fato, é chato estar com alguém em uma mesa que dá mais atenção às mensagens que recebe no celular do que a você. E é errado, ora! Estabeleça uma prioridade relacionada a proximidade física das pessoas que você fala, quem está conversando com você mais perto tem sempre prioridade em relação a quem está a quilômetros de distância (não, isso não é uma dica para o Grindr). É cortez, polido, chique. Combinado isso?
Mas, ao mesmo tempo, é seu primeiro encontro com o rapaz lindo, fofo, gostoso e inteligente que você conheceu sabe-se lá como. Você não sabe ainda nada sobre a família, os amigos ou o trabalho dele para se irritar se durante a conversa/jantar/copos de cerveja ele sacar o celular porque o Whatsapp chamou ou mesmo responder uma mensagem. E se for algo importante? 
Meu causo? Uma vez, no reino encantado de Bambuluá, eu e ele sentamos na mesa juntos e assim que sentei recebi uma mensagem no Whatsapp, eu, num reflexo, saco o celular para ver quem era e se era algo importante. Ele segurou meu braço e pediu, de forma enérgica, mas fingindo doçura que eu desligasse o telefone. Eu só pensei ali: "Gente do céu, quem é você para pedir que eu desligue meu celular?". Ele tentou explicar-se, dizendo que era chato e que considerava uma falta de educação, mas era tarde demais porque eu só ouvia a ordem que ele me deu. 
Eu obedeci, mas aquilo colocou um filtro sobre todo o nosso encontro. Ele era autoritário. E as ações, as histórias, o chocolate que ele me deu (e cobrou três vezes que eu comesse enquanto estávamos na mesa) só eram lidos sob este viés. Este é o risco de cometer um erro durante este primeiro contato, porque a primeira impressão é a que fica, ela coloca uma lente sobre você que limita a forma e aquilo que outro verá.


Só digo uma coisa, se nem eu que topo tudo porque sempre acho que talvez a próxima pessoa vá gostar de mim suporto isso, imagina os caras que você sai que tem outras opções. 


terça-feira, 30 de setembro de 2014

Sobre Experiências, Traições e Afins

, em Natal - RN, Brasil
Eu tenho uma curiosidade imensa daqui do meu lado da vida, de onde observo vocês, sabe? O que significa ser traído? Porque eu observo as pessoas e todas temem a traição de uma forma tão intensa, algumas pessoas chegam perto das raias da fobia, porque se esquivam de relacionamentos, de contatos com outras pessoas, ou mantendo relacionamentos superficiais, temendo que um dia possam vir a ser traídas. É um pavor que eu não entendo. De fato, não entendo. Eu sei que o argumento vai aparecer aqui então deixem-me dizer que onde falo, de onde estas questões surgem. Em primeiro lugar, todos sabem que minha experiência com namoros é praticamente nula, somente um que durou seis meses com o Tato (oi, Tato), portanto eu não tenho ideia do que é sentir-se traído e principalmente do sofrimento que isto pode causar em alguém. Minha falta de experiência com o assunto é real e por isso apelo a vocês para que me expliquem, eu não estou brincando, é uma dúvida real. Então, por favor, não respondam que se eu tivesse um namorado eu ia entender. Eu não tenho, e talvez por isso eu não entenda, talvez! Afinal exista a possibilidade que a minha concepção sobre traição seja real, apesar de nunca testada empiricamente.
Minha concepção de vida, filosófica, política, acadêmica formada através dos livros que li (porque, repito, minha experiência com tudo isso é puramente intelectual) em que eu não considero que a posse sobre alguém seja basilar ao amor, isto é, nunca acreditei em minha vida que para eu me sentir amado ou para que eu amasse alguém, eu teria que ser fiel e pertencer somente a uma pessoa. Em teoria, eu seria facilmente adepto do poliamor, nunca fui uma pessoa ciumenta, nunca acreditei que a base de um relacionamento saudável seja a fidelidade e sim a lealdade, e qual a diferença entre os dois? Fidelidade é você nunca se relacionar com outras pessoas, lealdade é você nunca enganar a outra pessoa, você pode ser fiel e nunca ter sido leal (por exemplo, mentindo sobre o trabalho, sobre a condição econômica, etc) e você pode não ser fiel, mas ser completamente leal (como em relacionamentos abertos). Obviamente, eu nunca pus nada disso a prova, afinal meu namoro a distância com o Tato (Belo Horizonte/MG - Cabo Frio/RJ) não é o melhor exemplo dado as inúmeras idiossincrasias que um relacionamento via MSN tem per si
Lembro também dos grandes traidores que eu conheci em minha vida, meu irmão mais velho e agora o Le Garçon Blond, (citarei apenas dois exemplos, mas não que eu não conheça outros mais), estes são sempre assombrados pelo fantasma da traição. Toda conversa sobre relacionamento com o Le Garçon sempre termina com ele falando sobre fidelidade e ele demonstrando que não confia em ninguém. Meu irmão mais velho perseguia suas namoradas e queria saber onde elas estavam o tempo todo porque ninguém poderia enganá-lo. Mas ambos traem continuamente as pessoas com quem se relacionam. É outra dúvida: pela minha experiência intelectual parece haver uma ligação entre aqueles que mais traem e aqueles que mais tem medo de ser traídos, isto procede ou minha amostragem está viciada? Eu inclusive conheço dois casos de pessoas que sempre traíram e temiam absurdamente serem traídos que ao casarem-se e finalmente dedicarem-se realmente a uma vida fiel perderam o medo de serem traídos também. Então, esta lógica faz sentido?
Estas perguntas são porque eu vejo este medo irracional das pessoas e eu fico aqui pensando comigo: por quê? Dói tanto assim que a pessoa prefere se privar de tudo o de bom que um relacionamento traz (companheirismo, amizade, sexo, amor, felicidade) por causa de uma possibilidade que pode vir a não se realizar? Ou estas pessoas tem um concepção de amor errada (afinal amar algumas pessoas eu já amei mesmo, uma única vez correspondido de 3), elas sentem que a precisam possuir a pessoa e é este sentimento que quando é rompido dói tanto, como quando uma criança mimada não tem aquilo que quer? É o ego magoado que dói tanto? Uma vez me disseram que se eu tivesse vivido estes amores que tive em sua completude, isto é, se o namoro com o Tato não tivesse sido a distância, ou se o Anjo em Belo Horizonte ou se o Menino Bonito aqui em Natal tivessem correspondido aos meus sentimentos eu não pensaria deste jeito. Será? Fico com minhas dúvidas, será que vocês podem ajudar-me?