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terça-feira, 19 de janeiro de 2010

A imperfeita VIDA DE HEITOR RENARD

, em Belo Horizonte - MG, Brasil
Heitor estava sentado ao lado dele, na sala de seu apartamento, quando aquela mão resolveu vasculhar o seu corpo. Apalpando o peitoral, dobrando-lhe a pele, caçando glândulas, até, categórico, ele declarar: "Acho que você precisa perder uns cinco quilos, mas só aqui". E apertou a barriga de Heitor com um olhar sério. "Acredito que perdendo essa barriga, seu corpo ficaria perfeito".
Suspirando, o herói troiano olhou em volta, a sala milimetricamente arrumada, depois desviou seu olhar para o companheiro cujas cicatrizes atrás da orelha denunciavam a plástica para eliminar as rugas; os dois pontos escuros logo acima das nádegas revelavam a lipoescultura; a textura das coxas diziam quanto de uma prótese havia sido depositada ali e o negrume dos cabelos exibia a tintura e os implantes feitos. Além disso, livros entreabertos, garrafas mal tocadas, músicas sofejadas, tudo para criar um pretenso conteúdo. Fingimentos afinal de contas. Até a excitação é falsa, afinal o vidro vazio, na lixeira metálica do banheiro, escrito Viagra lhe pertencia. "Eu não preciso de fato, mas é um ótimo adtivo".
Heitor perdeu-se em pensamento por um segundo, então, questionando a si mesmo se era pior ser falso ou imperfeito.


E Aqui Se Encerram As Aventuras de Heitor Renard: Sua Vida.

sábado, 2 de janeiro de 2010

A dolorosa VIDA DE HEITOR RENARD

, em Belo Horizonte - MG, Brasil
"Devagar, devagar", ele reclamava. Heitor se sentia surpreso. "Meu pau não é tão grande assim", comentou. O outro sorriu por entre os travesseiros nos quais afundava, virou o rosto e beijou a boca do herói troiano. "É que estou um tanto dolorido". Heitor sorriu, e puxando-o de quatro espalhou sua mão naquelas nádegas morenas. "A noite ontem foi boa hein?". Tapas foram ouvidas. A mão branca do herói nas nádegas volumosas daquele negro de corpo magro explodiram alto. O outro sorriu e seu pênis vibrou de tão duro, Heitor então o agarrou, mesmo ele de quatro, com o herói cravado, e o masturbava lentamente, fazendo o jovem negro amolecer e acabar por deixar-se cair novamente a cabeça entre os travesseiros, empinado ainda. "Posso?". O outro gemeu. "Pode... vai, pode! Me fode!!".


Penúltima Estória de Heitor Renard

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

A dupla VIDA DE HEITOR RENARD

, em Belo Horizonte - MG, Brasil
Ele limpava o próprio gozo, derramado na barriga estreita, esculpido em horas a fio treinando no quartel, com folhas de papel higiênico branco, com afetado nojo, quando dirigiu a palavra a Heitor, dizendo: "Você seria um ótimo namorado!"
A declaração pegou Heitor livrando-se da camisinha usada. "Seria?", perguntou já vestindo a cueca boxer branca. O militar confirmou e acrescentou: "Você sabe fuder como um macho de verdade!". Envaidecido, Heitor voltou a cama que partilhavam. "Pena que eu não posso namorar um homem. Minha carreira, sabe?". E ele continuou a falar, contando da namorada que mantinha de fachada. Fachada para a família, fachada para os superiores. Contando que gostava realmente de homens, enquanto rolava sobre os pelos de Heitor, dirigindo-se ao músculo que o jovem militar já manipulava por dentro da cueca boxer branca.
Quando ele conseguiu, então, o que queria, e preparava-se para engolir, Heitor cantava baixinho Billy Brown, do Mika:

Oh Billy Brown needed to find some peace of mind
And on his journey and his travels on the way,
He met a girlie who was brave enough to say,
When they made love he shared the burden of his mind

Oh Billy Brown you are a victim of the times

terça-feira, 17 de novembro de 2009

A grandiosa VIDA DE HEITOR RENARD

, em Belo Horizonte - MG, Brasil
Magno olhou para Heitor com aqueles profundos olhos azuis, na frente do prédio em que o herói grego morava, e disse, como quem não quer nada, que iria querer vê-lo de novo. "Claro", pensou Heitor, "depois que eu te fiz gozar duas vezes seguidas". Contudo, em silêncio o beijou. Beijou aquela mesma boca suave que procurava a do herói troiano enquanto ele cravava as unhas e o pênis duro dentro de suas nádegas suculentas. Magno o envolveu em um abraço apertado, após o beijo molhado, e repetia que queria encontra-lo de novo, e de novo, que foi muito bom tê-lo naquele dia. Heitor sorriu e Magno apertou suas coxas e o puxou novamente para outro beijo, enquanto delizava a mão para a nadega branca e lisa, por dentro da bermuda de alfaiataria preta. Elogiou-o novamente. Heitor falou então que quando desejasse poderia procura-lo, pois ele tinha seus telefones e sabia onde ele morava. "Moro no 402". Magno confirmou e disse que viria sim, que Heitor não escaparia dele, e a mão de Heitor apertou seu pênis mais uma vez por cima da calça jeans e ele sorriu. "Você é muito gostoso!", repetiu mais uma vez. Era hora já de deixar o carro e Magno pediu mais um beijo, dado, Heitor abriu a porta e dirigiu-se a portaria do condomínio, e quando abriu a porta e Magno ligou o carro, os dois já sabiam que nunca mais se veriam de novo.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

A perigosa VIDA DE HEITOR RENARD

, em Belo Horizonte - MG, Brasil
As coisas pegavam fogo naquela cama. Jardel tinha aquela pegada de homem. Aquela com força, mas com carinho, aquela que te submete, que você se torna dele. Heitor estava entregue. Aos beijos, as mãos, ao corpo daquele homem experiente. Jardel sabia estimulá-lo, tocá-lo, sugá-lo, sorvê-lo. Heitor de fato estava entregue. E já o desejava. "Coloca a camisinha vai? Me come!", disse o herói. Jardel esperava por isso, e começou a provoca-lo. "A camisinha!", cobrava Heitor. O outro ria e respondia que estava só brincando, não ia fazer nada. Heitor sabia que aquilo era mentira, mas a boca do outro no seu corpo, os dedos que o vasculhavam e o pau em riste tentando penetrá-lo sem nenhuma proteção. Jardel notava que o herói estava entregue. Tróia estava vencida! Foi quando ele avançou, Heitor no entanto fugiu dizendo "Sem camisinha, não!", o outro o puxou rápido e derrubou-o na cama. "Eu sei que você quer". Heitor respirou fundo e calmamente falou: "Quero! Quero muito dar para você agora!". O outro sorriu contente. "Mas somente de camisinha". Jardel tentou argumentar, ainda deitado por cima dele, tentava penetrá-lo, foi quando Heitor escapou e o outro segurou forte pelo braço, intimamente assustado, Heitor fingiu que nada estava acontecendo. "Se você não vai usar camisinha, veste tua roupa e vai embora!". Jardel argumentou que estava limpo, que não haveria problema. "Se veste vai, e vai embora!". Jardel o olhava sem entender. "Eu falei sério!", ele começou a se vestir ainda sem acreditar. "Nunca me expulsaram de um lugar assim". Heitor já estava completamente vestido neste instante. "Sempre há uma primeira vez, meu caro, sempre há uma primeira vez".

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

A sorridente VIDA DE HEITOR RENARD

, em Belo Horizonte - MG, Brasil

Heitor estava sentando-o no seu colo. Tinha-lhe admirado as nádegas lindas, brancas, lisas e suculentas, as quais cravava suas mãos, todavia agora guiava seu pênis para dentro daquela musculatura macia. Quando o jovem Luiz então finalmente sentou no quadril do herói troiano, as mãos de Heitor seguraram os quadris do outro. No entanto, o herói só conseguia agora prestar atenção no abdômen perfeito que estava na altura de seus olhos. Luiz cavalgava e, enquanto isso, Heitor tocava cada músculo definido daquele ventre. Vasculhava-os com os dedos. O movimento, porém, mantinha-se cadente, e quando o herói decidiu olhar para cima, procurava o peitoral marcado, seus olhos foram atraídos por um sorriso. Luiz sorria. Sorrindo, fechava seus olhos e seu rosto se transformava com o prazer que ele sentia. Heitor não conseguiu evitar também um sorriso e, naquele instante, parou de se preocupar com o belo corpo que tinha ali em sua cama e se preocupou com o prazer que estava proporcionando aquele menino. Seus olhos se encontraram naquele momento, os olhos negros como ônix de Luiz brilhavam, e as bocas se procuraram, findo o beijo, um gemido alto: Heitor o fizera gozar, lambuzando os pêlos do próprio peito. Luiz então sorriu, cansado. "Nossa, que pau perfeito!".

sábado, 10 de outubro de 2009

A cínica VIDA DE HEITOR RENARD

Coloque o vídeo para tocar antes de ler:





Quando ele perguntou aquilo, segundos após o cérebro do jovem de nome troiano processar o significado daquelas palavras, Heitor lembrou do adolescente que fora um dia. Daquele mesmo que já sonhara em encontrar o amor na estrada da sua vida. O mesmo que nutria a esperança de poder doar-se a alguém. A esperança que diante de suas quase três décadas de vida, quase duas de busca, se esvaiu como areia entre os dedos. O mesmo adolescente que sabia sonhar.
Mas Heitor também se lembrou de tudo o que o fizera desistir de amar e não adotar a religião que canta Madonna, muito pelo contrário, o herói adotou um substituto para o amor que ele sabia não estar apto para obter. Heitor trocou qualquer coisa pelo amor que ele sabia impossível, sem pensar duas vezes, cansado daquele jogo bobo, cansado de só poder ter amor se o comprasse, nunca tendo o que realmente queria, sempre precisando correr atrás de mais, de lutar, de vencer uma luta invencível, se vendo sempre sozinho em meio a multidões.
Ele agora aprendeu a permitir que aqueles que somente desejam uma noite de sexo se aproximem, ele prefere sair para os lugares caros, gastando seu dinheiro com bebidas e coisas sem importância, experimentando drogas, brincando em rodas-gigantes, desafiando o perigo e brincando com fogo. Tudo por um sorriso na escuridão e o beijo de um belo estranho, e talvez seu sexo, mas nunca o seu coração.
Portanto, pensando assim, Heitor então só podia dar uma resposta aquela pergunta:
- Antes de eu ir aí preciso te dizer uma coisa: eu tenho namorado! Tudo bem?
- Sim, claro que sim! Por mim não tem problema nenhum!

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

A fácil VIDA DE HEITOR RENARD

No MSN

Gustavo: Hei, como vai?! Vai sair hoje p'ra algum lugar novo?
Heitor: Não sei, não tenho nada planejado.
Gustavo: Ah! Se quiser posso ir aí te fazer companhia...
Heitor: Ah, seria ótimo, ia até te ligar hoje p'ra ver se você queria aparecer.
Gustavo: Ah! Mas, na verdade, não posso... já tenho compromisso para hoje, mas adoraria te ver de novo e passar um tempo com você!
Heitor: Claro, quando você quiser, também seria otimo te ver de novo, gostei muito de te conhecer.
Gustavo: Sério?! Semana que vem estou aí entao...
Heitor: Ora, porque não, além do ótimo papo, você é um delícia, ô delícia!
Gustavo: Um minuto, vou beber água...
Heitor: Deu uma vontade agora...
Gustavo: De beber agua?!
Heitor: Não, de você sentado, rebolando, no meu colo, tão bom...
Gustavo: Hum... eu que o diga...
Heitor: Gostou?
Gustavo: Sim... mas pára porque não quero ficar só na vontade... queria estar ai deitado contigo, na tua cama, conversando! Droga, tarde demais, agora você me deixou com vontade... e como deixou com vontade! Queria estar aí agora sentado no seu colo, com você dentro de mim e eu beijando sua boca...
Heitor: Mas você também poderia beijar/sugar outra parte que me deixaria muito feliz.
Gustavo: Não tenho muito prática, como você deve ter notado... mas posso aprimorar... se você quiser me ensinar, porque quanto ao sexo, você é muito bom... o ruim é que gozo muito fácil contigo!
Heitor: E isso é ruim?
Gustavo: Não! Absolutamente, mas queria aproveitar mais... Ah, Heitor, você sabe como fazer... ah sabe...
Heitor: Hummm, então é simples, vamos mudar mais de posições, isso retarda mais...
Gustavo: Beleza! Gosto de sentir seu corpo... sua pele é bem gostosa e seus pêlos, puta que pariu, que tesão que eu 'tô só de lembrar.
Heitor: Fico feliz em saber, mas sinceramente eu adorei te fazer gozar daquele jeito, me encheu de tesão te ver gozando tanto.
Gustavo: Com você isso é facil! Gozar daquele jeito!
Heitor: Assim você me excita, muito tesão saber que você 'tá gozando por minha causa, Gus.
Gustavo: ... mas que tipo de posiçao você propõe?
Heitor: Bem, vamos tentar todas as conhecidas e criar novas, que tal?
Gustavo: 'Tá bom! Mas acredito que com você vou sempre gozar rapido.
Heitor: Vamos testar? E se você gozar muito rápido a gente recomeça, e você goza várias e várias vezes então.
Gustavo: 'Tá! Combinado então! Droga, queria estar aí com você agora! Conversar com você pela net não é boa coisa!

terça-feira, 22 de setembro de 2009

A insana VIDA DE HEITOR RENARD




Pegaram um táxi saindo do Shopping DelRey, onde haviam comido uma pizza e visto um filme, Heitor e Igor então indicaram que o motorista seguisse para o Estúdio da Carne, Heitor passou as instruções ao motorista com calma e quando voltou-se para o jovem de nome russo e olhos claros como os habitantes de terras siberianas, este sorriu. Sorriu e aproximou-se pedindo um beijo. Heitor se incomodou. "O motorista". Igor não. "Não estamos pagando? Podemos fazer o que quisermos aqui!". Heitor não acreditou no que ouvira e outro continuava a tentar beijá-lo. Heitor negou-se. O garoto de olhos claros, com não mais de 21 anos, então segurou a mão do outro e tentou colocar sobre seu membro que fazia volume na calça. Heitor evitou a tempo, mas a mão do outro foi mais rápida e apertou as coxas duras do herói troiano. "Delícia de pernas!", feliz com o elogio, o troiano relaxou, e outro aproveitou e rápido encaixou sua mão e já apertava a bunda do outro por cima da cueca. "Hei, aqui não, calma, porra!". O outro cruzou os braços e se afundou neles, visivelmente chateado. "É que você não entende", começou a falar, "você é mais velho, mas eu sou jovem e o fogo é grande". Heitor se enfureceu. "Como é que é? Aguentar um tarado eu até consigo, mas aguentar você me chamando de velho é demais! Pára o carro!", o motorista olhou pelo retrovisor. "Isso mesmo! Pára que eu fico aqui mesmo!". Heitor levantou-se e abriu a porta saindo pelo lado da rua mesmo, chegou ao canteiro e acenou para outro táxi. Entrou, irritado, batendo a porta atrás de si. "Liberdade, por favor!", e o táxi zarpou.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

EXTRA, EXTRA, EXTRA: Heitor e/ou Foxx?

Ser duas pessoas causa problemas. Ter duas identidades causa tumultos. Porque tem horas que você deveria agir como uma, mas age como outra, tem horas que devia ser uma, mas acaba sendo outra. É o que há comigo, entre o Heitor Renard e o Foxx. Contemos o caso em detalhes. Que fique claro, o Heitor Renard que protagoniza a série A ... VIDA DE HEITOR RENARD sou eu. Heitor é aquilo que eu não gosto de ser, mas sou obrigado a ser pelas circunstâncias que vivo. Heitor é o garanhão que leva facilmente qualquer um para cama, levanta-se, veste sua roupa e vai embora. Não olha para trás, e enquanto desce a escada apaga o número do fulaninho da agenda. É o que repete orgulhosamente que "figurinha repetida não completa album". Heitor é a minha vingança com todos os homens que fizeram o mesmo comigo. Que me usaram e me jogaram fora. Através dele faço o mesmo a outros.
O Foxx, a raposa que esconde meu nome verdadeiro, é o extremo oposto. O Foxx é o menino que espera a ligação, que se magoa todas às vezes que é desprezado e usado, é a vítima que o Heitor cria. Minha promessa aqui, então, desde abril, é que a partir daquela data sufocaria o Foxx e deixaria Heitor Renard lidar com minha vida sentimental e sexual. O Foxx continuaria lidando com o meu doutorado e com meus amigos, coisas que ele sabe fazer; Heitor trataria daquilo que o Foxx não sabe lidar, ou melhor, aquilo que quando o Foxx assume sempre faz com que eu sofra.
Simples? Não né? Por isso algumas confusões às vezes acontecem. Sempre quando o Foxx resolve se meter nos assuntos que ele não conhece. Temos dois casos recentes, dois homens maravilhosos que o Heitor apresentou a todos nós, mas o Foxx resolveu cuidar deles. O primeiro, com nome de artista mineiro barroco, que chegou-se a mim elogiando meu sorriso, pagando uma bebida num bar indie, e salvando uma noite em que o carão reinava. Artista plástico e dono de uma exportadora, ele me deu uma carona até em casa, e falamos de arte, musicais da Broadway, cinema realista alemão, taxas de conversão de dollar, e não fizemos sexo, porque o Foxx gritava dentro de minha cabeça: "Se você fizer sexo, ele nunca mais vai querer te ver de novo", e ele foi para casa dizendo que tava subindo pelas paredes, que eu o deixei louco de tesão, e eu o fiz prometer que me ligaria no dia seguinte. Ele sumiu. Não ligou, eu liguei, ele atendeu desconfiado e prometeu ligar-me em seguida porque estava "um tanto ocupado naquele momento". Eu desliguei o telefone e apaguei o número dele da agenda do celular. Nunca mais o vi.
Terça feira última, antes do feriado de independência, o Foxx agiu de novo. Heitor nos apresentou um novo príncipe. Bonito, publicitário, dançarino de dança de salão nas horas vagas, dono de uma loja de roupas num dos shoppings mais badalados da cidade, o Foxx o encontrou na Pampulha, um programa de domingo para famílias, caminhar pela orla e conversar sentados nos bancos ou na grama. O Heitor o encontraria aqui em casa, não daria tempo para conhecê-lo, somente o jogaria na cama e pronto, para quê conhecer as belíssimas qualidades de alguém que provavelmente sumiria? Porém o Foxx conheceu e se encantou e o primeiro beijo deles soou como um conto de fadas naquele gramado. A lua alta no céu, banhando de prata a lagoa, os olhos deles se encontraram, o menino cujo nome significa moreno sorriu um sorriso de marfim e o Foxx se inclinou para beija-lo. Foi um beijo simples, delicado, que outros se seguiram. O moreno sussurou ao Foxx que ele era um tesão, apertou suas pernas, repetindo o elogio, e foi quando a raposinha que protege minha real identidade decidiu que não iria fazer sexo com ele. Heitor gritou "não", dentro de minha cabeça! Dizia "aproveita que esse cara vai sumir depois". "Que chance você terá com ele de novo?" Mas o Foxx acreditava, o papo estava bom, já era 20h e eles haviam se conhecido as 16:30, só saíriam de lá uma hora depois, e ele tinha dito: "não tenho nada que possa ser melhor a fazer do que ficar com você aqui". O Foxx acreditava piamente que ele gostaria de um segundo encontro, no terceiro o sexo poderia acontecer. Perfeito. Ele, no entanto, não prometera ligar quando se despediram. O Foxx esperou um dia, ligou na quinta feira convidando-o para uma festa na universidade, ele disse que já tinha compromisso, e se despediram; no sábado, nova ligação mas desta vez não atendida, que é retornada minutos depois. "Quem é que 'tá falando?", o Foxx admite que era ele. O moreno atendeu desconfiado e prometeu ligar-me em seguida porque estava "um tanto ocupado naquele momento". Desta vez foi o Heitor que desligou o telefone e apagou o número dele da agenda do celular. Ele havia apagado o telefone do celular dele, por isso não sabia quem havia telefonado. Nunca mais o vi.
Por isso que digo, cada um tratando de seus respectivos assuntos. Trabalho, vida acadêmica, família e amigos, deixa que o Foxx cuida. E muito bem. Vida amorosa e sexual são o departamento do senhor Heitor Renard. Voltando agora com mais certeza de que ele é o único que pode me proteger desse mundo lá fora.

domingo, 30 de agosto de 2009

A urgente VIDA DE HEITOR RENARD





Quando Heitor virou Augusto de bruços e admirou aquela escultura deitada em sua cama, procurou o escorpião ao lado do mármore, seus olhos percorreram sua pele branca e suas espátulas magras, sua espinha descia num vinco suave até encontrar uma elevação abrupta. Nádegas macias e volumosas, rijas, definiam-lhe o fim das costas, macias, tão macias que as mãos de Heitor precisaram toca-las, fazendo Augusto empinar-se imediatamente, os parcos pêlos, quase loiros, deslizaram por entre os dedos daquelas mãos desejosas que procuravam a flor que Rimbaud tantas vezes descreveu. Heitor sentou-se então sobre as coxas do jovem que se entregava a ele ofegante, deitou-se sobre o corpo do outro, fazendo os pêlos do seu peito tocarem a pele de mármore daquele corpo que aguardava passivo suas ações. Foi quando Augusto tremeu com a língua de Heitor descendo por suas costas, que ele empinou-se ainda mais, arfante, e Heitor soube o que o jovem queria, sua língua então se enroscou naqueles poucos pêlos e Augusto apertou o travesseiro gemendo alto, foi quando o outro com nome de imperador pediu-lhe que o possuísse. "Por favor, agora!".

terça-feira, 11 de agosto de 2009

A problemática VIDA DE HEITOR RENARD

Heitor chegou da casa de Fernando, um apartamento pequeno no edifício JK, pela manhã. Eles tomaram café juntos, depois que o anfitrião ainda pediu novamente que o herói da Ilíada de Homero o possuísse mais uma vez, após três vezes na noite anterior, uma noite longa de sexo, de sexo ruim. Mas como Heitor queria manter a honra de homem que ele sentia, manteve-se rijo e em pé, apesar de seu companheiro não saber nada do que estava fazendo. Mais uma vez, honrando o nome de herói que carregava, ele se colocou lá, virilmente disposto. No entanto, Heitor pensava com os pêlos do seu peito, enquanto o outro sentava sobre seu membro: "Até para ser passivo é necessário saber ser passivo, não é?". E Fernando não sabia, o que o permitia divagar, enquanto o outro cavalgava-o animado, disparando elogios, gritando que Heitor era um "macho de verdade". "Você devia ser hétero, rapaz, nem dar a bunda sabe?". O rapaz então, em gemidos, sem tocar no próprio pau, gozou lambuzando o peito e o queixo de Heitor, olhou-o então satisfeito, e o herói adiantou-se: "Também gozei". Fernando sorriu e exclamou que adorava quando as pessoas gozavam juntos. "Claro, foi exatamente isso que aconteceu". Heitor então saiu rapido de dentro do outro, e antes que ele o seguisse no banheiro jogou a camisinha vazia no lixo e ligou o chuveiro quente para tomar um banho. Ouviu Fernando gritar que estava preparando o café da manhã e se aliviou de não ter mais que ser obrigado a fingir outro orgasmo.
Foi lembrando que tivera que fazer isto que Heitor abriu a porta do próprio apartamento e dirigiu-se ao computador. Ligou-o e imediatamente excluiu o contato de Fernando do seu MSN. Excluiu e bloqueou. Sentia-se livre agora e mais leve de não ter mais que sofrer uma noite de sexo tão ruim, já encontrara com homens que não sabiam ser ativos, que achavam que bastava enfiar que estava pronto, mas este era o pior passivo que tinha encontrado. Não sabia o que era, mas era sim a pior bunda que tivera o desprazer de experimentar. Dizia para si mesmo: "Acontece!" e tentava rir disso quando um e-mail chega para ele. Do próprio Fernando: "Por que você me bloqueou? Abri minha casa para você e é assim que você me agradece?". Chocado, o herói resolveu ignorar o e-mail. Melhor não responder. Melhor não dizer nada. Então, horas depois, novo e-mail chega com uma única frase, que Heitor lê boquiaberto: "Sabe de uma coisa: eu tenho namorado, sabe?, não preciso de você".

terça-feira, 21 de julho de 2009

A divina VIDA DE HEITOR RENARD



Heitor o sugava com desejo enquanto Marcelo gemia e tentava colocar todos os seus dezoito centímetros dentro da garganta do outro. Mãos deslizavam pelo corpo perfeito que Marcelo exibia, o abdômen rasgado e as coxas definidas, os braços musculosos e o peitoral forte. Heitor aproveitava aquele corpo que nunca mais voltaria a sua cama, mas que agora estava sentado no seu peito, revirando os olhos e contendo os gemidos que teimavam em escapar por entre aqueles dentes brancos. Foi quando Marcelo, ofegante, saiu de cima do outro e buscou sua carteira, tirou de lá de dentro um preservativo e vestiu-se com habilidade, colocando-se entre as pernas de Heitor com um olhar malicioso. Heitor sorriu e Marcelo o virou de bruços, e logo Heitor sentiu a língua do outro encontrar a pele macia e branca de suas nádegas e os dentes dele puxarem os pêlos de suas coxas. Foi então que o jovem moreno tentou penetrá-lo, porém Heitor instintivamente tentou escapar, Marcelo segurou-o pela cintura e beijou-lhe a nuca pedindo calma, Heitor então tomou o controle, segurou-lhe o pênis e o guiou para dentro dele, corajosamente, ouvindo por fim Marcelo gemer agradecidamente no seu ouvido. Logo, os únicos barulhos no quarto são gemidos abafados e o quadril de Marcelo batendo nas nádegas de Heitor.


terça-feira, 7 de julho de 2009

A imóvel VIDA DE HEITOR RENARD

Madrugada em Belo Horizonte. Estão os dois deitados, lado a lado, naquela cama espaçosa. Flávio, do lado esquerdo, Heitor do lado direito, um gato cinzento andava pelo chão. Usavam somente suas cuecas, Heitor com uma boxer branca e justa, o outro com uma slip pequena. Conversavam bobagens, e é quando Heitor olha para o teto destraidamente que Flávio se dirige a ele.
- Eu não devia dizer isso, mas...
Heitor dirigiu seu olhar a ele, curioso com o que o outro gostaria de lhe dizer
- ... eu não gosto quando o passivo se mexe.
Heitor o fitou com um olhar sério e o outro sentiu-se no dever de explicar.
- É que quando você se animou, sabe? Ficava rebolando...
Heitor olhava incrédulo, sem saber o que pensar.
- ...eu preferia que, da próxima vez, você não se mexesse tanto.
Heitor levantou-se, o outro achou que ele iria até o banheiro, mas Heitor pegou suas roupas, e enquanto vestia a calça, respondeu:
- Não se preocupe, não acontecerá da próxima vez...
E vestiu a camiseta.
- ... porque não haverá uma próxima vez!
Flávio levantou-se assustado, quis argumentar, perguntar algo.
- É! Você realmente não devia ter dito isso! E obrigado, eu sei o caminho da saída.

domingo, 21 de junho de 2009

A deliciosa VIDA DE HEITOR RENARD

O corpo de Heitor vibrava de gozo enquanto fleches rompiam a sua mente em disparos consecutivos, trazendo-lhe momentos, revivendo-os. Inicialmente, o fim de tarde em Belo Horizonte, quando Danilo o chamou para uma conversa no MSN pela primeira vez. Uma conversa tranquila. Em seguida, a tarde que Danilo o convidou finalmente para sair; naquela tarde em que estaria livre do consultório mais cedo, convidando-o para conhecer sua casa. Convite prontamente aceito. Exatamente aquela tarde ali.
Novamente suas sinapses se rompiam, fazendo-o perder a noção de tempo, enquanto Heitor lançava jatos para o ar, e tinha seu corpo envolto pelo braço forte do outro, lembrou-se de quando este chegou para buscá-lo, de seu cavanhaque bem feito que agora roçava-lhe a nuca, da camisa apertada mostrando o corpo definido. Conversaram no carro, dirigindo-se a casa de Danilo, este acariciou sua perna e segurou sua mão. Danilo era elegante e sedutor. Relembrou também do aquário, primeira visão assim que a porta se abriu para eles, "Peixes africanos", e da boca que o tocou com desejo, "Você é muito gostoso", ouviu.
Quando a respiração ofegante de Heitor tornara-se gemidos de prazer, com o outro ainda dentro dele, profundamente, comemorou que era a segunda vez que este prazer o encontrava naquela cama. Das nádegas firmes e musculosas que se ofereceram para ele, alguns instantes antes. "Com uma bunda dessas você não pode ser só ativo", lembrou de ter comentado e da risada do outro dizendo que sempre ouvira o contrário. "Quero ver então", e viu o sorriso de satisfação de Danilo, recordando a boca a percorrer-lhe as costas e encontrar as nádegas, e depois sentir seu peitoral rijo roçando-lhe os ombros.
O ventre de Heitor já estava sujo de seu próprio sêmem, quando com seus olhos fechados, ao mesmo tempo que Danilo mordia-lhe a orelha e beijava-lhe o pescoço, ele lembrava de como havia sido penetrado com calma, após o banho que os dois tomaram. Heitor fora o primeiro a deitar-se novamente, nu, de bruços. "Parece um menino de pouco mais de vinte anos", disse-lhe o outro.
Mas já agora, quase sem fôlego, quando sentia Danilo também gemer e tornar-se trêmulo atrás dele, buscando-lhe a boca que, sofregamente, beijava, ele voltou aquele pouco de realidade. "Definitivamente, você é delicioso de qualquer maneira". E Danilo sorriu, feliz com o elogio.

domingo, 17 de maio de 2009

A louca VIDA DE HEITOR RENARD

Heitor caminhava tranquilo por entre pessoas naquela festa agitada. Todos sumariamente desconhecidos, mas ele já estava acostumado com aquilo. Acostumou-se depois de deixar sua casa, suas coisas e seus amigos. Agora, naquela nova cidade, tudo era novo e tudo era estranho. Heitor estranhava a cidade e a cidade o estranhava. Mas um rosto se mostrou familiar no meio de todos: Aurélio, um colega da faculdade que Heitor mudara-se para cursar na nova cidade. Aurélio o viu e sorriu, cercado de meninas do curso que ambos faziam juntos, e convidou o rapaz com nome de herói grego para unir-se ao grupo.
Cervejas foram compradas, Aurélio fazia questão de buscar cervejas para todos, Moira é a primeira a ficar bêbada, Heitor nem sente nada, graças a resistência adquirida com amigos em outros bares, as outras meninas já resistem bem ao álcool, mas não ao cansaço e se despedem logo deixando Heitor e Aurélio a cuidar da jovem Moira com seus cabelos cor de cobre. É quando ela dispara com a verdade que só a bebida dos deuses do Egito poderia libertar: "Heitor é a cara de Diogo, não é, Aurélio?", Heitor sorri com a comparação e pergunta inocentemente a quem está sendo comparado, Moira responde mais rápido do que Aurélio consegue contê-la: "O ex-namorado do Aurélio!". O silêncio se instala e ela, impassível, continua caminhando. Heitor e Aurélio continuam parados. O jovem com nome de imperador se demonstra constrangido com a verdade revelada. Heitor então fala: "Mais uma cerveja?", e os dois se encaminham para o bar.
Novas cervejas, Moira continua ainda muito bêbada e os dois resolvem levá-la em casa, dando a noite por encerrada, contudo, no caminho ela percebe que esqueceu seu casaco no bar. Aurélio se prontifica a voltar para buscar, Heitor se oferece para ficar então com Moira aguardando ali, contudo o outro rapaz insiste para que o jovem com nome de herói de Homero o acompanhe que estranhando que existe algo ali, e se assegurando que Moira ficará bem, decide acompanhá-lo. Poucos metros adiante, onde algumas árvores protegiam qualquer um dos transeuntes, Aurélio o puxou e forçando seu corpo contra o de Heitor, beijava-o sofregamente, quando então ele gemeu: "Diogo!".
Heitor ouviu e ignorou, pensou que era uma brincadeira qualquer. E era só um beijo né? Que mal faria? Aurélio o segurava lá, mas Heitor disse-lhe para continuarem, tinham o que fazer e não podiam deixar a Moira sozinha lá. "Deixamos ela em casa e depois podemos ir para meu apartamento", disse Heitor com tranquilidade. "Mas e seus pais", o herói preparava-se para responder que não morava com os pais quando o imperador terminou a pergunta, "Diogo?". Heitor não conseguiu conter um olhar de estranhamento que por fim nem foi notado por Aurélio, mas eles retornaram ao bar e encontraram Moira calmamente esperando no mesmo lugar.
Seguiram então para a casa da menina de cabelos cor de cobre, e após deixá-la na porta, Heitor repetiu o convite e ouviu mais uma vez o nome Diogo. O herói respirou fundo e continuou, "Seria somente um pouco de sexo!", pensava dando de ombros, contudo Aurélio continuava a questionar no percurso que levavam dirigindo-se ao apartamento, "Mas, Diogo, e seu pai?", enquanto subiam a escada, "Sua família pode descobrir!", enquanto Heitor abria a porta, "Quando a gente namorava você nunca me trouxe a sua casa", foi quando a porta do apartamento se abriu e Heitor entrou, virando-se para trás: "Deve ser porque nós nunca namoramos, sabe? Obrigado pela carona!", e fechou a porta sem deixar Aurélio dizer nada, e saiu falando alto enquanto caminhava pelo corredor escuro até o banheiro: "Diogo é o caralho!!!".

terça-feira, 5 de maio de 2009

A cansativa VIDA DE HEITOR RENARD

Quando Heitor girava a chave na porta do apartamento e aquele moreno lhe disse que quando quisesse bastava telefonar de novo, Heitor olhou no relógio, e quase duas horas depois Rafael deixava a sua cama. Uma maratona. Rafael pediu que ele ligasse, enquanto lhe dava um último beijo, um novo encontro que não vai acontecer. "Se você souber que nem anotei o número do seu telefone", pensou Heitor, o herói.
Rafael, o anjo, chegou atrasado, mas com uma cara de safado que perdoava tudo. Pediu um copo de água. "Me perdi procurando seu prédio". E ao deitar o copo na pia da cozinha, Rafael abraçou Heitor e o beijou com desejo, colocando a mão por dentro da camiseta branca que herói da poesia de Homero usava, procurando seu peito. "Era isso que eu queria, esse peitoral é perfeito", e sugou sua língua. Logo a camiseta foi ao chão. E os muitos centimetros de Rafael mostraram-se duros. Destacados abaixo do tecido da bermuda. Mas o jovem moreno então se concentrava no peito e nos pêlos de Heitor, lambia-os com desejo, cheirava-os com vontade. Ajoelhou-se e brincou com os pêlos que desciam pela barriga e umbigo do outro que conhecera pelo Manhunt, mas este o levantou e o convidou ao quarto. Rafael sorriu e seus olhos ficaram apertadinhos. No corredor, a camiseta dele também conheceu o chãodo apartamento num prédio comum, numa das inúmeras ladeiras de Belo Horizonte, de nome grego, mostrando um corpo magro, e no quarto a bermuda cáqui também não se furtou de conhecer o piso de madeira. Só ai ele arrancou a bermuda de Heitor.
Quando deitaram, seus corpos se tocaram e Heitor quis possuí-lo, o que Rafael não se negou. E entre gemidos, ele sentava no colo de Heitor com cuidado, dizendo que não era qualquer um que o deixava daquele jeito, "Mas esse peitoral me deixa louco" e dizia que sabia, desde quando conversaram, que Heitor era um homem de verdade, que somente um homem de verdade conseguiria dar o prazer que ele estava sentindo, o que encheu Heitor de um orgulho tolo e bobo. Mudaram de posição, várias vezes, de lado, com a boca de Heitor mordendo a nuca de Rafael, de bruços com as coxas do dono do quarto pressionando as do visitante, até que o jovem com nome de anjo pediu para penetrar o herói homérico, o que foi consentido somente com a promessa de que ele fosse gentil. "Nunca dei para um pau tão grande", e Rafael sorriu, feliz com o elogio, e foi com calma e carinho. "Eu preferia com mais força, sabe? Mas sei que você não está acostumado", e não estava mesmo, mas o anjo teve paciência e o clima esquentou. "Gosto de homens assim, que não tem frescura na cama, que nos dão prazer de todas as formas", e o herói pediu para penetrá-lo de novo, e Rafael se colocou de quatro oferecendo aquelas nádegas pequenas, firmes e com poucos pêlos. Ele gemeu e reclamou. "Você 'tá me arregaçando, é vingança é?". Concordou Heitor. "É claro que sim". E então procurou sua boca, enquanto o outro gemia na língua dele. Mudaram de novo, várias vezes, em pé, apoiados na parede, de joelhos, apoiados na cama. Heitor por cima, Rafael por cima.
Duas horas depois Heitor estava cansado. Cansado de segurar, cansado de evitar o gozo que aquela bunda pequena e apertada pedia. "Quero gozar", disse o herói e o outro sorriu, e deitado, com as pernas nos ombros do homérico se ofereceu, e Heitor explodiu dentro dele com seus gemidos se unindo aos dele. "Quero gozar no seu peito", Rafael disse ao ouvido de Heitor quando este desabou sobre ele, e o herói se ajoelhou aos pés daquele que conhecera naquela tarde, enquanto o anjo se masturbava freneticamente até derramar-se sobre os pêlos negros do peitoral heróico. "Puta que pariu, eu nunca vou esquecer essa tarde!". Heitor agradeceu o elogio.


quarta-feira, 22 de abril de 2009

A constrangedora VIDA DE HEITOR RENARD



Esta é a nova coluna do Estórias do Mundo: A (...) VIDA DE HEITOR RENARD. Narrarei aqui as aventuras deste novo personagem que sou eu, vivendo uma vida que eu nunca quis para mim, mas que foi a única que eu encontrei pelo caminho que trilhei. Então, longa vida a Heitor Renard!



Heitor levantara para jogar a camisinha recém usada na lixeira do banheiro, nu ainda, viu seu reflexo no espelho e gostou do que viu. O peitoral e os braços torneados pelas horas diárias nadando no clube universitário e as coxas definidas pelas aulas de ioga o agradaram. Ele se considerou um belo exemplar de homem naquele instante.
No entanto, quando ele retornava para a cama, começou a se preocupar. Lá, deitado, ofegante, recuperava-se um homem do qual ele só sabia o nickname do Manhunt, John, que tinha um peitoral bonito e peludo, era somente ativo, e tinha uma voz grave e deliciosamente máscula, apesar do aperto de mão frouxo e do olhar vago, nada mais, o que conversar, agora, após um gozo que veio mais rápido do que Heitor esperava?
Era possível ouvir, através da parede, a respiração ofegante de John, o que constrangia cada vez mais Heitor. Ele poderia simplesmente sumir, não é? Quando o dono do quarto chegasse ao pé da cama ele já estaria vestido e pronto para sair, podia não podia? Mas não, ele continuava lá deitado, constrangendo. Por que Heitor havia optado por esta nova vida sem amarras, sem contato, sem reencontro (até porque este cara havia gozado em dez minutos e, pensava Heitor, definitivamente, não voltaria a sua cama), mas cheia de constrangimentos como estes? Ele optara por este caminho e, agora, precisava livrar-se daquele homem, que ainda ofegava, livrar-se de todo aquele constrangimento, pois nenhum dos dois queria mais nada do outro, mas a etiqueta sexual impedia que o outro simplesmente se levantasse e partisse.
Foi pensando nisso que Heitor se aproximou novamente da cama, e foi recebido por John apontando para um cartaz na parede, e perguntando: "Quarto de intelectual?". O dono do quarto preocupou-se, antes de responder, de vestir a cueca boxer creme que John arrancara-lhe junto com a bermuda enquanto sugava-lhe a boca e o pescoço, fazendo isto, deu as costas para o semi-desconhecido que, bem ou mal, tinha lhe garantido um orgasmo abundante sobre o próprio ventre, pouco depois dele mesmo gemer fortemente. "Um amigo que fez", respondeu, sentando na cama e estendendo a manta amarela agora um pouco amassada que cobria o edredom, o qual nem fora movido.
John então levantou-se. Também se vestiu. Relógio, camisa, bermuda, cinto. Enquanto vestia-se comentou sobre a ascendência oriental de Heitor. "Não, não sou oriental, minha ascendência é indígena, não japonesa", respondeu o anfitrião quase dando de ombros. John então comentou algo sobre a migração mongólica pelo Estreito de Bering e a relação entre a população ameríndia e a do Extremo Oriente. "Sim, sim", concordou sem entusiasmo Heitor, que apesar de lembrar-se de suas aulas sobre arqueologia, pré-história, pré-história americana, pré-história do Brasil e pré-história do nordeste, podendo assim perfeitamente prosseguir dissertando sobre o assunto, apenas olhou através da janela entendiado e John resolveu partir.
Heitor então o acompanhou até a porta, abrindo-a, dizendo-lhe adeus com um falso "nos vemos por aí" e fechando-a atrás dele, enquanto pensava consigo o quão ridícula era aquela situação, apenas para explodir num riso alto, logo após, quando finalmente ficara completamente sozinho.