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sexta-feira, 25 de abril de 2008

PRESENTE: Sociologia de Botequim

Diálogo Semi-Ficcional.


Num bar, na Savassi...


Anselmo: Mas e aí? Como é que dá p'ra saber só de olhar se o cara é gay?
Foxx: Bem, 'tá vendo aqueles caras ali na mesa? O que está fumando? Ele é gay!
Anselmo: Como diabos você sabe isso?
Sandro: Pelo cigarro já dá p'ra notar.
Anselmo: O cigarro?
Foxx: É! Ele fuma como uma puta francesa. Segura o cigarro na ponta dos dedos e levanta a mão para fumar. Apoia o cotovelo na mesa, e segura o cigarro jogando a mão para trás. Perto da orelha.
Anselmo: Homem não fuma assim?
Foxx: Homem hétero não! Homem e hétero fuma segurando o cigarro perto da perna. Longe dele. Até porque ele não vai precisar daquela mão para nada.
Brunno: É! Ele não precisa gesticular para falar. Nunca fará isso. Isso é uma dica né?
Foxx: É! Quanto mais ele gesticular, mas chance de ser ou viado, ou italiano, capisce?
Risos.
Anselmo: Mas só ele ali é?
Foxx: Eu estou é querendo saber p'ra quê o senhor está tão interessado em saber essas coisas...
Anselmo: Pesquisa sociológica!
Mais risos.
Anselmo: Porque o óbvio até eu sei: se o cara for efeminado, ter trejeitos afetados, uma voz assim, um jeito de andar assado e os muito moderninhos também.
Brunno: E os muito arrumados!
Anselmo: E os muito arrumados, também!
Foxx: Principalmente se for o cabelo muito arrumado. E se for emo... todo emo é viado!
Gargalhadas.
Foxx: Mais uma cerveja, por favor? Mas, continuando, e quando o cara não é efeminado? Ali naquela mesa, por exemplo, nenhum é. Apesar que tem um usando All Star, fashion, e um tem aquela maldita estrelinha no ombro.
Brunno: Gay!
Foxx: Viado!
Sandro: Homossexual suburbano!
Gargalhadas.
Anselmo: Apesar que num bar, fica mais fácil né? O vinho entra, a verdade sai. As bichas se soltam!!
Foxx: É! Mas tem como saber em qualquer lugar: pelo jeito como ele se relaciona com o ambiente.
Anselmo: Como é?
Foxx: Assim: se ele estiver em um supermercado, por exemplo, se ele tem cabelo escuro e comprou o novo Seda Pretos Luminosos... batata! Viado! Por que um hétero vai usar um xampu para deixar seus cabelos mais luminosos, pela mãe do guarda? Hétero usa xampu dois em um ou anti-caspa.
Risos.
Foxx: Até no Orkut dá pra saber!
Anselmo: Claro se a pessoa colocar lá homossexual!
Foxx: P'ra isso ele tem que ser "o" assumido!
Sandro: O Brian do Queer As A Folk!
Mais risos.
Anselmo: Quem?
Foxx: 'Tá vendo? A prova que você é hetero! É um seriado gay americano... todo mundo viu! Se não viu ainda, vai ver. Isso é uma coisa certa: os gays têm uma espécie de cultura própria, recheada de símbolos que só eles conhecem. Por isso que um gay entende de moda, se ele não souber, ele não participa do grupo. Por isso, você que está sendo iniciado nessa cultura, tome muito cuidado viu? Não poderá revela-la a ninguém, jure!, senão uma drag enorme vai aparecer para castigá-lo...
Brunno: Melhor não dizer como...
Gargalhadas.
Anselmo: Mas fala do Orkut, fiquei curioso...
Foxx: Pois bem... no Orkut, se a pessoa não escreveu que é hetero, pode ter certeza: gay! Porque um hetero iria esconder que é hetero? Mas eles podem mentir né? Então vem os outros elementos: se for novinho, até 20 e poucos anos, ele terá fotos estilosas, um fotolog... porque só tem viado e emo no fotolog que no fim da tudo no mesmo...
Anselmo: Quanto rancor no coração contra os emos...
Foxx: P'ra mim emo é desculpa p'ra menino usar maquiagem. Aí, nas fotos, primeiro ele terá fotos normalmente sozinho. Ou vai aparecer sempre o mesmo "amigo"...
Sandro: O namorado!
Foxx: Exato! E se ele se iludir achando que ninguém sabe dele, ele vai estar junto de um bando de amigos mais viados que ele. Mas ele vai jurar que ninguém se toca. E falando dos amigos, tem a lista de amigos, o que é importante. Amigos gays, provavelmente, ele é gay.
Anselmo: E como saber se os amigos dele são gays?
Foxx: A escolhe uma bee pop, aquele tipo que é amigo de todos os viados do planeta, e se ela for amigo dele, então...
Anselmo: Você tem uma, como é?, bee pop entre seus amigos?
Sandro: Ele era a própria!
Gargalhadas.
Foxx: Pois é, vim para BH e perdi meu trono! Continuando: se ele for mais velho: é bem provável que tenha fotos em raves, cercado de homens musculosos e sem camisa! E ele também musculoso e sem camisa!
Brunno: Lembro de ter lido em algum lugar que se tem mais de 30 e não tem barriga: é gay!
Foxx: Também li isso... só não sei onde...
Anselmo: Então se a pessoa fugir de tudo isso, ela pode perfeitamente enganar e nunca demonstrar que é gay.
Foxx: Ledo engano, meu caro, Anselmo! Ninguém pode escapar desta triste sina.
Gargalhadas.
Sandro: Nada escapa de um bom olho treinado! Sempre vai ter uma escorregada...
Foxx: Uma gíria...
Sandro: Um olhar...
Foxx: Ah, é! O olhar que entrega tudo! Se você olha p'ra ele e ele retribui meio encabulado...
Sandro: Gay! Se ele repara nos homens que passam...
Foxx: Gay! Mas se ele não repara nas mulheres que passam é pior ainda...
Sandro: Super Gay?
Risos.
Foxx: É porque ele pode não reparar nos homens, porque está cercado de pessoas que não sabem dele, mas ele não vai olhar para as mulheres.
Anselmo: Ele pode fingir... olhar só p'ra...
Foxx: Dar o truque! É, tem muita bicha truqueira no mundo mesmo...
Anselmo: Bicha o quê?


sábado, 19 de abril de 2008

PASSADO: Realize! *

Oito anos atrás. Longos oito anos. Menino, eu deixava a escola para ingressar no mundo dos adultos. "Você tem que ir, senão minha mãe não me deixa entrar também!", implorava Sulamita. "Eu?! Mas porque eu?!", questionava-me. "Porque você é meu melhor amigo e porque ela confia em você". Aceitei, por ela, mas não que fosse um grande sacrifício. "E, no mais, você gosta de dançar e dança melhor do que eu, até!". Para mim, o objetivo era mesmo dançar. Mesmo em oposição as vontades do meu pai, que detestou a idéia. Para ela, ficar perto do professor. Que ela achava lindo. E quem não fica lindo em cima de um palco dançando samba de gafieira com Elane? Elane estudara comigo. Reencontrei-a lá. "Curso Profissionalizante de Dança Ritmos Quentes". Nunca gostei desse nome. Só me lembrava Flash Dance! Mas esse é um filme com Patrick Swayze: Ritmos Quentes. "Eu me descobri gay quando vi Patrick Swayze neste filme", diz Brian em Queer as a Folk.
Comecei a dançar. Quatro horas diárias de ensaio. Nos fins de semana, festas em que o grupo todo ia, fechando rodinhas e se exibindo. Josy fazia faculdade comigo. Ficamos muito amigos. E ela me via e me puxava para dançar. Aquela morenaça ensinava-me os detalhes que ainda não pegara. Ela me ensinou a girar. Forró. Tango. Bolero. Nas aulas, frevo e capoeira duas vezes por semana. Pagode, axé, samba-reggae e carimbó todos os dias. Lambada, salsa e merengue, uma vez. Balé clássico, "Ajuda na postura no palco", explicava meu professor, "ah, se meu pai me pega agora", uma vez no mês. Meia hora de pegada todos os dias. Segura aqui, ergue ela pela direita, joga e gira, você tem que segurar aqui, aí ela escorega e a menina cai, de costas, no chão. "Alguém traz uma toalha, por favor?".
Samba. "Homem samba só no pé, isso que você 'tá fazendo é uma bicha! Homem samba assim... mulher assim... e bicha assim! Como a Globeleza!!". Concentração. Mordo os lábios. Carlos grita do outro lado: "Sorri, Foxx!!". Eu abro um sorriso amarelo. Emerson passa as dicas da nova coreografia. "Olha a mão, estende o braço", Carlos de novo. Marcação no chão. "Você acabou de cair de cima do trio elétrico". Trio Ai de Nós, carnaval da Redinha. Natal tem dois carnavais: Pirangi e Redinha. Contratados, grupo dividido, eu: Redinha. "Voa, voa, aviãozinho, vai buscar o meu benzinho, voa, voa, aviãozinho, vai buscar o meu benzinho que tá lá, do lado de lá, que tá lá, do lado de lá". Meses nos preparando e o corpo mudando, de 85 para 62kg. Aula de frevo faz maravilhas, como coxas a 63cm e bunda a 98. O que pede uma sunga e pele branca, pede vermelho. Sunga, regata e tênis. "Cabelo raspadinho, estilo Ronaldinho, cabelo pintado ou neon, cabelo enrolado, encaracolado, rastafari, rock'n roll". Coreografia minha e do Emerson. Mão na cabeça, chute, salto, balanço, perna erguida, hang loose, bate no braço, mãos na cabeça, agachamento, passos de frevo. Emerson dança de preto, machão e sunga. Josy, de pele jambo, dança de branco. Ela não gosta de dançar axé e pagode, prefere forró e dança de salão, mas faz seu trabalho como ninguém. "Essa é a dança da sensual".
Experiência única. Em cima de um palco, sabendo que aquelas pessoas olham para você com admiração e desejo. Meninas gritam, chamam-te de gostoso. Homens olham e querem ser como você. Única também porque foi a primeira e última vez que isso aconteceu comigo. Logo após saí do grupo, me sentindo bonito pela primeira vez na minha vida. Em paz com meu corpo, dediquei-me a ele, academia foi o templo que encontrei para cultuar-me. E lá, pela experiência, fui convidado para ensinar dança. Mas essa já é uma outra estória.


* Realize
Do verbo Realizar. Imaginar. Conceber. Conseguir formar a imagem.

sexta-feira, 11 de abril de 2008

PRESENTE: "Tem Sempre a Hora do Encontro de Como Eu Te Vejo e Você"

Lê ::: GaeGaeGae

A priori, me passa a 'sensação' de que tem uma visão muito negativa de si mesmo, muito criteriosa e exigente... demonstra uma certa fragilidade que, com certeza, não é absoluta e é muito mais sua do que minha. Minha em te perceber assim. Não que eu ache que você seja frágil, mas esse é o Foxx que vc me apresenta:

campos de flores enraizadas
que sufocam e turvam a bela manhã
que tem o orvalho em suas pétalas


Bidu ::: Bi du Surf

Bem, fui encarregado de falar de uma pessoa que gosto muito... mesmo sem conhecer pessoalmente. O Foxx é uma pessoa maneira, amiga, mas bem cabeça dura... inteligente, culto, acha que ninguém gosta dele rs. É meio de lua, um dia está bem outro, meio desanimado com a vida. É isso, me parece ter um corpo legal, apesar de se achar gordo, é mentira gente, ele não é gordo, está ficando fortin. Então galera, é isso. Abração Foxx, te adoro cara.



Razi ::: O Que me define?

Descrever o Foxx não é uma coisa fácil. Quando não o conhecia pessoalmente, eu tinha a idéia de uma pessoa parada, meio fantasiosa, um tanto quanto letárgio. Normalmente as pessoas são um pouco diferentes do que são na internet, mas ele foi uma surpresa! Estar ao lado dele é como estar falando com ele pelo MSN! A única coisa chata é que quando ele pára de falar e começa com os emoticons faciais, vc não pode desligar e ir embora! Hauahuahuahauauh!



Rick ::: Por Dentro do Armário

Sempre vivi camuflado, no armário, com medo de ser gay e de viver. Lancei meu blog e conheci Foxx. Foxx virou meu melhor amigo, mais do que os do convívio. Nunca achei que fosse conhecer um cara do Rio Grande do Norte, por isso me lancei. Sem medo. Sempre achei ele atraente, sua vida me cativa, sua força. Vez por outra, ele me mostrava uma ferida. O que o tornava sempre um grande paradoxo: forte para a vida com relação à profissão, mas vulnerável e menino quanto à afetividade. Cheio de medo. Tinha atração pelas suas palavras, pela atenção cotidiana que me dedicava. Seu gosto me parecia ao vinho do porto, forte, raro e ao mesmo tempo doce, na medida.
Ele veio ao Rio. Nada mudou. Acho que foi a virtualidade mais real. Os papos safados e quentes foram ao vivo. Algumas coisas aqui, outras ali. Não preciso que ninguém acredite, julgue, ou avalie, pois conhecer você foi surreal, às vezes acho que você não existe. Ver você no Rio bebendo num bar, ou teclar com você pela madruga não me mudou de lugar, apenas me ofereceu riscos que aqui não posso contar.


Jonatas ::: Mixpoint

Quem é esse garoto? Um cara inteligente, culto, engraçado. Um blogger dono de uma criatividade ímpar. Talvez o que mais chame atenção é sua inteligência e seu senso de humor. Sempre garantia de um bom papo, um tanto ansioso e carente, mas nada que exceda o limite e o torne depressivo e pessimista. Longe disso, Foxx é animado e suas crises são rapidamente superadas com atitudes persistentes e otimistas.



Goiano ::: Fast Love

Foxx é um cara baixo (altura... pq é bastante nobre na verdade), aposto que quando me conhecer pessoalmente ficará quieto me analisando (acho que foxx analisa as pessoas... uma maneira de conhecer o terreno antes de se entregar), acho que ele trancara a porta do quarto, pois tera medo que eu o ataque, e ainda tentara me ensinar a dançar...




Gus ::: Would You Like To Try?

Quem é esse garoto?

Um cara inteligente, culto, engraçado. Um blogger dono de uma criatividade ímpar. Talvez o que mais chame atenção é sua inteligência e seu senso de humor. Sempre garantia de um bom papo, um tanto ansioso e carente, mas nada que exceda o limite e o torne depressivo e pessimista. Longe disso, Foxx é animado e suas crises são rapidamente superadas com atitudes persistentes e otimistas.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

PRESENTE: Tentações no Supermercado!

Cinco horas da tarde em Belo Horizonte, eu, o Brunno e o Sandro decidimos ir ao Carrefour, próximo a nossa casa. Comprar algumas coisas. Sandro precisa comprar uma extensão para o laptop dele, eu precisava comprar pão, queijos, alguns embutidos para fazer sanduíches. Tenho comido muitos sanduíches aqui na república, mas coisas saudáveis, nada de hamburguer, só coisas com frios, vamos evitar frituras, colesterol, eu tenho substituído uma refeição por isso. Normalmente o jantar, enquanto no almoço eu tenho cozinhado: hoje, inclusive fiz um fusili a dois pimentões que ficou estupendo. Mas não é dos meus dotes culinários que quero falar neste post é de como eu quase sucumbi a tentação.
Chegamos no supermercado, e nos dirigimos logo a parte de eletrônicos, procuramos um mouse novo para o laptop, cds virgens, um cabo novo, um adaptador para tomadas tri-fásicas, e eles caminhando na frente, eu então vi alguns apetrechos de cozinha e como estou precisando de uma colher de pau, fui procurá-la, avisei, mas acho que nenhum dos dois me ouviu porque quando não achei o que procurava, e quando levantei a cabeça para procurar os meninos eles haviam sumido. Saí a procura deles, mas quando os vi num corredor, entre eles e eu estava ele. Enquanto eu me aproximava, passei a observá-lo, ele claro nem notava minha presença, e eu me aproximando cada vez mais, com o Brunno e Sandro como desculpas perfeitas, eu conversava com eles, mas com o olho fixo naquele felino. Sim, era um felino e com garras, daquele tipo que selvagens são perigosíssimos, mas quanto mais perto eu chegava eu vi o quanto ele era lindo. Lindo, lindo, lindo! Uma carinha de quem quer colo. Ai, ai, (e ponham suspiros nisso aqui), pois me apaixonei na hora! Se amor a primeira vista existe, foi aquilo que eu senti. Eu queria! Eu precisava levá-lo pra casa! Eu olhava para aquele rosto lindo e só queria poder abraçá-lo. Já sonhava: nós dois dormindo abraçadinhos. Ah, se eu conseguisse levar aquele espécime, que não era um gato, tigre também não, eu dou valor aos animais nacionais: uma onça! Ah, se eu conseguisse arrastar aquele espécime para minha cama, ele não saía de lá nunca mais.
Mas ai eu lembrei que eu não tinha dinheiro. Tinha que economizar pois ainda não comecei a trabalhar aqui em Belo Horizonte e naquele caso, era óbvio, o preço caro estava estampado na cara dele, apesar que ele não tinha nenhuma etiqueta exposta, porém eu não podia me dar a estes luxos. Foi assim que eu deixei aquela oncinha de pelúcia, que eu ia batizar de Haroldo, como o Calvin e Haroldo, lá na gôndola do supermercado, vou esperar um dia que um namorado me dê uma igual.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

PASSADO: D.R.

14:48:00 > le foxx: procurando o botão de desligar!
Eu decidi fazer a mesma coisa, naum vou mais sair de casa!
Parei de sonhar com algo q naum vai acontecer.

14:48:48 > Arthur®
Sair de casa eu vou, mas só quando me der vontade!

14:49:58 > le foxx: procurando o botão de desligar!
Sim, qndo eu estiver morrendo de vontade de dançar e naum pq as pessoas ficam repetindo: "se vc naum sair de casa, naum vai conhecer ninguém, e ai não adianta"

14:50:38 > Arthur®
Mas isso eh verdade!

14:50:55 > le foxx: procurando o botão de desligar!
Eu acho q vou inventar um namorado, aí eu naum vou sair pq já tow namorando, ninguem vai ficar em crise... ninguem vai ficar se perguntando pq eu naum tow saindo mais.

14:52:13 > Arthur®
Deixa disso! Isso naum vai ajudar em nada! Vc tah ficando eh paranóico, isso sim. Aliás, eu naum gostei do que vc escreveu sobre mim no seu blog, nunca citou meu nome e quando coloca eh pra me chamar de fraco, naum gostei!

14:52:46 > le foxx: procurando o botão de desligar!
Fraco? Naum era vc q era fraco, eu q tenho problemas demais!

14:53:14 > Arthur®
Vc disse que eu naum tive estrutura pra agüentar = fraco!!!!

14:53:18 > le foxx: procurando o botão de desligar!
Vc naum conseguiu suportar minha baixa auto-estima, ora, naum foi por isso q a gente terminou?

14:53:37 > Arthur®
Terminei pq vc dava ouvido aos outros e naum a seu namorado! Me senti insignificante! Um zé ninguém! Pra o meu namorado, que deveria me dar ouvidos, preferir acreditar no que os outros falavam e naum no que eu dizia! Me senti uma formiga!!

14:54:27 > le foxx: procurando o botão de desligar!
Mas aquilo me magoava! Eles dizendo que eu soh servia para machucar as pessoas ao meu redor. E vc no lugar de me proteger, pulou fora!

14:55:28 > Arthur®
E me magoou muito saber que minha palavras naum siginificam nada pra vc, que vc dava mais ouvidos a um zé ruela do que a seu namorado que vc dizia que adorava e que te fazia tanto bem! Vc naum lembra que eu passei o dia inteiro tentando tirar aquilo da sua cabeça? E naum lembra que desde que a gente se conheceu que eu tow do seu lado? Foram 6 meses! E eu naum aguentei mais! Quando eu em tornei alguem importante pra vc, logo quando a gente começou a namorar, eu vi que eu naum significava nada!

14:56:38 > le foxx: procurando o botão de desligar!
Neste caso, pensando pelo seu lado, realmente! Mas vc nunca tinha me dito isso!

14:57:25 > Arthur®
Naum queria deixar vc pior, se eu fosse dizer isso vc ia começar se martirizar! Como sempre faz!

14:57:58 > le foxx: procurando o botão de desligar!
Entaum desculpa! Se é q eu posso pedir desculpas!

14:58:08 > Arthur®
Naum tem pq pedir desculpas! E só um conselho: deixe de lado o que as pessoas pensam de vc e comece a prestar mais atenção em quem realmente eh importante pra vc e se importa com vc! Às vezes as pessoas te daum o que vc quer, mas vc naum percebe. E pare de pedir desculpas desnecessariamente! E soh uma coisa: eu gosto de vc sim, e num eh soh como amigo naum, mas acho que a gente naum daria certo, somos os dois muito complicados e eu sou muito criança.

domingo, 30 de março de 2008

PRESENTE: A árvore, a raposa e a flor

Texto escrito com a sábia ajuda do Râzi nas palavras finais da árvore.



Um dia, no prado, uma bela flor nasceu. Delicada e alva como uma nuvem no céu. Delicada, ela deu bom dia ao mundo e sorriu. "Bom dia", uma árvore frondosa, de muitos anos, longos e numerosos ramos, respondeu. "O que há de bom?", perguntou uma raposa deitada ali perto, lambendo as patas. "Ah, o dia! O céu azul! O sol, ah, o sol!", respondeu a flor, esticando-se e espreguiçando-se, deixando o sol a tocar. "Além disso, todo dia é um dia novo. Tudo pode acontecer", continuou a esperançosa flor. "É, basta esperar, que um dia algo de bom há", disse a árvore, com ar de severidade e experiência. "É? Então vamos esperar", disse a raposa jocosamente. E deitou-se ao pé da árvore, coçando as orelhas, às vezes, a bocejar.
O dia passou. E conforme a luz do sol esvaía-se, a flor entristeceu, viu que seus sonhos esperançosos morreram, murchou e secou. Caindo ao chão. A raposa novamente adormeceu e a árvore decidida continou a esperar, no outro dia, com os passarinhos, no entanto, outra flor nasceu. "Bom dia". "Bom dia", a árvore prontamente respondeu. "O que há de bom?", a raposa com um sorriso irônico questionou. "Ah, o dia! O céu azul! O sol, ah, o sol! Além disso, todo dia é um dia novo. Tudo pode acontecer!". "É mesmo?", perguntou de novo o astuto animal acaricianço a própria calda, mas quem respondeu foi a árvore. "É, basta esperar, que um dia algo de bom há". E a raposa, incrédula, propôs: "Então vamos esperar".
O dia passou. E conforme a luz do sol esvaía-se, a flor entristeceu, seus sonhos não borboletearam por ela e murchou e secou. Caindo ao chão. A raposa, agora pendurada num galho da árvore, adormeceu e árvore vigiou durante toda noite esperando algo de bom acontecer e, no outro dia, uma nova flor nasceu. "Bom dia!". "E o que há de bom?", respondeu a raposa irritada. "Ah, o dia! O céu azul! O sol, ah, o sol! Além disso, todo dia é um dia novo. Tudo pode acontecer!". A raposa gargalhou e, saltando da árvore, vociferou: "Há unica coisa que vejo acontecer é lindas flores como você sonharem, entristecererem, murcharem e morrerem". A flor se assustou, mas mesmo assim tentou responder: "Mas se você esperar...". A raposa sacudiu a cabeça e respondeu: "Cansei de esperar, vou caçar, e você?". E virou-se perguntando para a velha árvore, enrugada e triste, presa no mesmo lugar que disse-lhe: "Eu vou esperar, um dia algo de bom há!". A raposa virou-se desdenhosa pretendendo partir, foi quando a grande árvore disse-lhe: "Ah, raposa, raposa, várias de vocês já naceram e morreram e eu continuo aqui e aqui permanecerei! Para mim, você e as flores pouca diferença têm. Só que as flores, menos vivendo uma fração de sua vida, vivem, vicejam, alegram, cumprem sua função. E aproveitam cada minuto que têm. Você, com seus longos anos, sem pensar na morte, ocupa-se de sofrer com essas bobagens que vocês chamam de problemas. Essas coisas que eu só vejo passar. Porque, raposinha, tudo passa: o mal e o bom que há!".


Moral da estória: Você é uma árvore? Uma raposa? Ou uma flor?

terça-feira, 25 de março de 2008

PASSADO: Vadia! Puta! Rameira!

AVISO:
ESTE TEXTO CONTÉM REVELAÇÕES ÍNTIMAS!






Antes de viajar para São Paulo - conto isto no próximo post -, eu conversava com o Pablo no MSN. Falávamos sobre sexo e namoro. Por algum motivo que eu não consigo entender, ele acreditava que eu nunca havia namorado antes, o que de certo modo é verdade. Tive sete namoros: Pedro (3 meses), Francisco (3 meses), Juan (1 mês e meio), Thiago (3 meses), Jorge (2 meses), Beto (3 meses) e Arthur (1 mês). E como vocês podem ver pelo tempo em que namorei que nenhum desses relacionamtenos teve tempo para se configurar em um namoro de verdade, não é? Coisas como intimidade, carinho ou até mesmo romantismo não exixitram porquê nenhum desses relacionamentos resistiu a fase do "reconhecimento". Acrescento que o Thiago, o Arthur e o Beto terminaram os "namoros". Os outros fui eu. O Pedro era carente demais, exigia algo que eu não conseguia dar. Francisco era burro demais, apesar de lindo, nós não tínhamos nenhum assunto em comum para conversar. Juan era galinha demais, e após uma proposta de relacionamento aberto, eu vi que aquilo não ía funcionar. Já Jorge, meu personal, era encubado demais - ele tinha que me esconder da família, dos amigos, da academia onde nos conhecemos - e ainda exigia que enquanto ele saía com os amigos heteros, eu ficasse em casa como Amélia cerzindo as ceroulas dele. Aí não dá! Já Thiago terminou comigo dizendo que eu era muito mais seu amigo do que um namorado. Arthur não teve estrutura para me apoiar quando precisei e desistiu, a sombra do Beto atrapalhou. Beto, ah, Beto, bem, este me usou como um band-aid para sua última relação e quando ele viu o ferimento cicatrizar me jogou fora.
Destes, eu fiz sexo apenas com o Pedro (2), com o Francisco (1) e com o Thiago (2), sempre sendo ativo, e com Jorge (1), sendo passivo. Todas as minhas outras relações sexuais foram com amigos, desconhecidos de balada ou internet, duas vezes com um garoto de programa e uns rolos, tipo assistência técnica, como André, Henrique e, agora recentemente em BH, o Luís. Ao ouvir isso, o Pablo ficou horrorizado. Chamou-me de tarado! Inidicou-me reuniões dos Ninfomaníacos Anônimos (sim, sim, isso existe). E, desculpe-me querido amigo, mas quem fala o que quer, ouve o que não quer.
Sei que o tom das palavras do Pablo foram de brincadeira, mas para mim soou como se ele me chamasse de vadia, puta, rameira. Não que eu não fosse! Fui! Tive sim esta fase na minha vida. Graças a Deus! Mas há motivos para isto: nunca tive paixões românticas para viver. Grandes histórias de amor como nós sabemos que existe por aí. Existe, existe sim, os blogs estão aí para provar. E se não estão escritos, como o do Razi, suas paralisações como o Segredo, o Aventura, o BiduSurf e, agora recentemente, a Casa dos Trinta demonstram isso. No entanto, eu não tive esta sorte. Mas, e aí, o que fazemos? Paramos, choramos e esperamos? Claro que não! E agora espero que consigam seguir meu pensamento: se eu tivesse esperado meu amor verdadeiro, hoje, aos 26 anos, eu seria virgem; ou se eu tivesse decidido fazer sexo apenas com meus namorados eu teria feito sexo apenas seis vezes em toda minha vida. Que tal essas duas possibilidades? Bem, eu, particularmente, prefiro a realidade às conjecturas. Sem amor, no último levantamento que eu fiz, numa conversa com o Peter Pan de zoação, eu contei umas 55 pessoas com que fiz sexo. Sou Puta por isso? Sou! Vadia? Sou! Vagabunda? Sou! Mas eu sinceramente não me arrependo de nada. Fiz! Admito! E esta fase, que definitivamente chegou ao fim, me ensinou muito sobre pessoas, sobre quem sou, sobre o que quero e o que posso. Por que então esta fase chegou ao fim? Não por causa de romantismos bobos com príncipes em cavalos brancos, acabou porque eu amadureci e não tenho mais idade - não me refiro a idade cronológica - para continuar neste joguinho. A raposa cansou dos jogos de caça, não que houvesse algo de errado neles, mas porque há tempo para tudo, e agora é tempo de sentar, descansar e construir algo.