domingo, 31 de maio de 2009
EXTRA, EXTRA, EXTRA: Fuck You
Bem, a música é da Lily Allen e o vídeo foi organizado pelo blog francês Gay Click.
Precisa dizer mais?
terça-feira, 26 de maio de 2009
PRESENTE: Humilhante
Aula de Análise de Discurso, eu sentado na última fila, o professor falando sentado no bureau. Discutimos a recepção de um texto pelo seu leitor.
- Tem certas perguntas que não devemos fazer. Algumas perguntas fazem com que o entrevistado seja guiado nas respostas. Por exemplo, se você pergunta a alguém: "é importante o namoro durante a adolescência?", a pessoa mesmo sem nunca ter namorado...
Risos então explodem em toda classe. O professor sorri com o canto da boca.
- É verdade, gente - continua o professor - é possível que alguém nunca tenha namorado na vida.
Mais risos entre todos os alunos, sem excessão. Eu tento me enterrar na cadeira. Sumir o mais rápido possível. Enquanto penso: "Claro que é possível! Eu sou um exemplo!!".
- A pessoa que nunca namorou vai ser obrigada a responder que é importante porque a pergunta já deu a resposta para ele, o obriga a responder que sim.
É quando uma menina, a mais proxima a mim naquelas fileiras desorganizadas que as salas da Universidade Federal de Minas Gerais tem, vira-se e enxugando as lágrimas de tanto rir, comenta:
- Nossa! Imagina só: alguém nunca ter namorado na vida?!
- Pois é! Imagina só...
- Tem certas perguntas que não devemos fazer. Algumas perguntas fazem com que o entrevistado seja guiado nas respostas. Por exemplo, se você pergunta a alguém: "é importante o namoro durante a adolescência?", a pessoa mesmo sem nunca ter namorado...
Risos então explodem em toda classe. O professor sorri com o canto da boca.
- É verdade, gente - continua o professor - é possível que alguém nunca tenha namorado na vida.
Mais risos entre todos os alunos, sem excessão. Eu tento me enterrar na cadeira. Sumir o mais rápido possível. Enquanto penso: "Claro que é possível! Eu sou um exemplo!!".
- A pessoa que nunca namorou vai ser obrigada a responder que é importante porque a pergunta já deu a resposta para ele, o obriga a responder que sim.
É quando uma menina, a mais proxima a mim naquelas fileiras desorganizadas que as salas da Universidade Federal de Minas Gerais tem, vira-se e enxugando as lágrimas de tanto rir, comenta:
- Nossa! Imagina só: alguém nunca ter namorado na vida?!
- Pois é! Imagina só...
domingo, 17 de maio de 2009
A louca VIDA DE HEITOR RENARD
Heitor caminhava tranquilo por entre pessoas naquela festa agitada. Todos sumariamente desconhecidos, mas ele já estava acostumado com aquilo. Acostumou-se depois de deixar sua casa, suas coisas e seus amigos. Agora, naquela nova cidade, tudo era novo e tudo era estranho. Heitor estranhava a cidade e a cidade o estranhava. Mas um rosto se mostrou familiar no meio de todos: Aurélio, um colega da faculdade que Heitor mudara-se para cursar na nova cidade. Aurélio o viu e sorriu, cercado de meninas do curso que ambos faziam juntos, e convidou o rapaz com nome de herói grego para unir-se ao grupo.
Cervejas foram compradas, Aurélio fazia questão de buscar cervejas para todos, Moira é a primeira a ficar bêbada, Heitor nem sente nada, graças a resistência adquirida com amigos em outros bares, as outras meninas já resistem bem ao álcool, mas não ao cansaço e se despedem logo deixando Heitor e Aurélio a cuidar da jovem Moira com seus cabelos cor de cobre. É quando ela dispara com a verdade que só a bebida dos deuses do Egito poderia libertar: "Heitor é a cara de Diogo, não é, Aurélio?", Heitor sorri com a comparação e pergunta inocentemente a quem está sendo comparado, Moira responde mais rápido do que Aurélio consegue contê-la: "O ex-namorado do Aurélio!". O silêncio se instala e ela, impassível, continua caminhando. Heitor e Aurélio continuam parados. O jovem com nome de imperador se demonstra constrangido com a verdade revelada. Heitor então fala: "Mais uma cerveja?", e os dois se encaminham para o bar.
Novas cervejas, Moira continua ainda muito bêbada e os dois resolvem levá-la em casa, dando a noite por encerrada, contudo, no caminho ela percebe que esqueceu seu casaco no bar. Aurélio se prontifica a voltar para buscar, Heitor se oferece para ficar então com Moira aguardando ali, contudo o outro rapaz insiste para que o jovem com nome de herói de Homero o acompanhe que estranhando que existe algo ali, e se assegurando que Moira ficará bem, decide acompanhá-lo. Poucos metros adiante, onde algumas árvores protegiam qualquer um dos transeuntes, Aurélio o puxou e forçando seu corpo contra o de Heitor, beijava-o sofregamente, quando então ele gemeu: "Diogo!".
Heitor ouviu e ignorou, pensou que era uma brincadeira qualquer. E era só um beijo né? Que mal faria? Aurélio o segurava lá, mas Heitor disse-lhe para continuarem, tinham o que fazer e não podiam deixar a Moira sozinha lá. "Deixamos ela em casa e depois podemos ir para meu apartamento", disse Heitor com tranquilidade. "Mas e seus pais", o herói preparava-se para responder que não morava com os pais quando o imperador terminou a pergunta, "Diogo?". Heitor não conseguiu conter um olhar de estranhamento que por fim nem foi notado por Aurélio, mas eles retornaram ao bar e encontraram Moira calmamente esperando no mesmo lugar.
Seguiram então para a casa da menina de cabelos cor de cobre, e após deixá-la na porta, Heitor repetiu o convite e ouviu mais uma vez o nome Diogo. O herói respirou fundo e continuou, "Seria somente um pouco de sexo!", pensava dando de ombros, contudo Aurélio continuava a questionar no percurso que levavam dirigindo-se ao apartamento, "Mas, Diogo, e seu pai?", enquanto subiam a escada, "Sua família pode descobrir!", enquanto Heitor abria a porta, "Quando a gente namorava você nunca me trouxe a sua casa", foi quando a porta do apartamento se abriu e Heitor entrou, virando-se para trás: "Deve ser porque nós nunca namoramos, sabe? Obrigado pela carona!", e fechou a porta sem deixar Aurélio dizer nada, e saiu falando alto enquanto caminhava pelo corredor escuro até o banheiro: "Diogo é o caralho!!!".
Cervejas foram compradas, Aurélio fazia questão de buscar cervejas para todos, Moira é a primeira a ficar bêbada, Heitor nem sente nada, graças a resistência adquirida com amigos em outros bares, as outras meninas já resistem bem ao álcool, mas não ao cansaço e se despedem logo deixando Heitor e Aurélio a cuidar da jovem Moira com seus cabelos cor de cobre. É quando ela dispara com a verdade que só a bebida dos deuses do Egito poderia libertar: "Heitor é a cara de Diogo, não é, Aurélio?", Heitor sorri com a comparação e pergunta inocentemente a quem está sendo comparado, Moira responde mais rápido do que Aurélio consegue contê-la: "O ex-namorado do Aurélio!". O silêncio se instala e ela, impassível, continua caminhando. Heitor e Aurélio continuam parados. O jovem com nome de imperador se demonstra constrangido com a verdade revelada. Heitor então fala: "Mais uma cerveja?", e os dois se encaminham para o bar.
Novas cervejas, Moira continua ainda muito bêbada e os dois resolvem levá-la em casa, dando a noite por encerrada, contudo, no caminho ela percebe que esqueceu seu casaco no bar. Aurélio se prontifica a voltar para buscar, Heitor se oferece para ficar então com Moira aguardando ali, contudo o outro rapaz insiste para que o jovem com nome de herói de Homero o acompanhe que estranhando que existe algo ali, e se assegurando que Moira ficará bem, decide acompanhá-lo. Poucos metros adiante, onde algumas árvores protegiam qualquer um dos transeuntes, Aurélio o puxou e forçando seu corpo contra o de Heitor, beijava-o sofregamente, quando então ele gemeu: "Diogo!".
Heitor ouviu e ignorou, pensou que era uma brincadeira qualquer. E era só um beijo né? Que mal faria? Aurélio o segurava lá, mas Heitor disse-lhe para continuarem, tinham o que fazer e não podiam deixar a Moira sozinha lá. "Deixamos ela em casa e depois podemos ir para meu apartamento", disse Heitor com tranquilidade. "Mas e seus pais", o herói preparava-se para responder que não morava com os pais quando o imperador terminou a pergunta, "Diogo?". Heitor não conseguiu conter um olhar de estranhamento que por fim nem foi notado por Aurélio, mas eles retornaram ao bar e encontraram Moira calmamente esperando no mesmo lugar.
Seguiram então para a casa da menina de cabelos cor de cobre, e após deixá-la na porta, Heitor repetiu o convite e ouviu mais uma vez o nome Diogo. O herói respirou fundo e continuou, "Seria somente um pouco de sexo!", pensava dando de ombros, contudo Aurélio continuava a questionar no percurso que levavam dirigindo-se ao apartamento, "Mas, Diogo, e seu pai?", enquanto subiam a escada, "Sua família pode descobrir!", enquanto Heitor abria a porta, "Quando a gente namorava você nunca me trouxe a sua casa", foi quando a porta do apartamento se abriu e Heitor entrou, virando-se para trás: "Deve ser porque nós nunca namoramos, sabe? Obrigado pela carona!", e fechou a porta sem deixar Aurélio dizer nada, e saiu falando alto enquanto caminhava pelo corredor escuro até o banheiro: "Diogo é o caralho!!!".
segunda-feira, 11 de maio de 2009
PASSADO: "Sim, Senhor, Moço!"
Caicó, região do Seridó. Pedras e montanhas que contrastam com a vegetação sertaneja que facilmente fica verde com qualquer chuva rala que caia. Raios cortam os céus e iluminam o horizonte. É verão, por isso a noite estava quente, abro as janelas do quarto para tentar deixar o vento da madrugada entrar. Depois volto e deito com a cabeça no colo de Beto, que acaricia meus cabelos. Acabamos de chegar do Gota D'Água, um clube onde os jovens da cidade se reuniam no domingo para ouvir pagode ou forró, tomar cerveja e cheirar loló, quando ele me conta.
- Uma menina chegou lá me perguntando quem era você.
Abri os olhos para vê-lo falar, e ele passou os dedos magros e morenos pelos meus lábios.
- Ela queria saber quem você era, porque queria ficar com você.
Eu ri, envaidecido, o que ele notou, mas continuou assim mesmo.
- Eu disse que você tinha namorada.
E eu olhava para as duas pedras de ônix que brilhavam como seus olhos.
- E que sua namorada estava em Natal.
- E qual foi a reação dela?
Ele, mordido de ciúme, disse dando de ombros.
- A safada disse que não tinha problemas você ter namorada.
Eu comecei a rir e falei:
- Devia ter me apresentado a menina, ora.
Ele me dando um tapinha no ombro, continua a contar.
- Eu disse que você era fiel e que não traia sua namorada, 'tá bom?
E beijou-me os lábios, sussurrando:
- E é bom que nem o namorado também, viu, moço?
- Sim, senhor, moço!
- Uma menina chegou lá me perguntando quem era você.
Abri os olhos para vê-lo falar, e ele passou os dedos magros e morenos pelos meus lábios.
- Ela queria saber quem você era, porque queria ficar com você.
Eu ri, envaidecido, o que ele notou, mas continuou assim mesmo.
- Eu disse que você tinha namorada.
E eu olhava para as duas pedras de ônix que brilhavam como seus olhos.
- E que sua namorada estava em Natal.
- E qual foi a reação dela?
Ele, mordido de ciúme, disse dando de ombros.
- A safada disse que não tinha problemas você ter namorada.
Eu comecei a rir e falei:
- Devia ter me apresentado a menina, ora.
Ele me dando um tapinha no ombro, continua a contar.
- Eu disse que você era fiel e que não traia sua namorada, 'tá bom?
E beijou-me os lábios, sussurrando:
- E é bom que nem o namorado também, viu, moço?
- Sim, senhor, moço!
domingo, 10 de maio de 2009
PRESENTE: Pediu, Levou!
Uma noite de sexta-feira qualquer. Belo Horizonte estava fria como o outono costuma ser. Decidimos ir a Gis. Eu, Anselmo e Brunno, meus dois colegas de apartamento. Chegamos lá e haviam poucas pessoas, mas rapidamente o lugar se enche. Cruzo com o [be] e ele apenas me cumprimenta com um "oi, tudo bem?", e passa direto. Tento ignorá-lo, não quero me precoupar com isso. Não naquela noite. Deixo a música me invadir.
Caminho por dentro da boate, mudo de andar, subo para a pista superior, algumas cervejas já fazem seu efeito mágico, alguns cigarros também. Está tudo muito escuro, e a Gis está como sempre muito cheia. Pessoas trocam olhares, me olham, e eu olho para todas. Avisto o Anselmo e me aproximo dele. E passo por um menino que nem havia notado antes. Ele fala: "Pode passar". Noto desprezo em seu tom de voz e, sem acreditar, pergunto: "Como?". Ele me olha de cima a baixo e repete: "Pode passar logo para o ar ficar mais respirável".
Eu não acredito naquelas palavras e nem no olhar de desprezo que aquele menininho magro, de barba por fazer e cabeça raspada me lança. Não penso muito, apenas viro minha cerveja toda em cima da cabeça dele. Ele me olha com medo. "Só pra você aprender a ser educado". E me preparo para uma possível resposta, mas Anselmo com seus quase 1,90 se coloca entre eu e o menino, me pega pelos braços e num único movimento me tira dali. "Você ia brigar?", eu sorrindo, respondo: "Não, só pretendia arrancar um dente dele, no mínimo! Não ia ser uma briga, ia ser uma surra!".
Caminho por dentro da boate, mudo de andar, subo para a pista superior, algumas cervejas já fazem seu efeito mágico, alguns cigarros também. Está tudo muito escuro, e a Gis está como sempre muito cheia. Pessoas trocam olhares, me olham, e eu olho para todas. Avisto o Anselmo e me aproximo dele. E passo por um menino que nem havia notado antes. Ele fala: "Pode passar". Noto desprezo em seu tom de voz e, sem acreditar, pergunto: "Como?". Ele me olha de cima a baixo e repete: "Pode passar logo para o ar ficar mais respirável".
Eu não acredito naquelas palavras e nem no olhar de desprezo que aquele menininho magro, de barba por fazer e cabeça raspada me lança. Não penso muito, apenas viro minha cerveja toda em cima da cabeça dele. Ele me olha com medo. "Só pra você aprender a ser educado". E me preparo para uma possível resposta, mas Anselmo com seus quase 1,90 se coloca entre eu e o menino, me pega pelos braços e num único movimento me tira dali. "Você ia brigar?", eu sorrindo, respondo: "Não, só pretendia arrancar um dente dele, no mínimo! Não ia ser uma briga, ia ser uma surra!".
terça-feira, 5 de maio de 2009
A cansativa VIDA DE HEITOR RENARD
Quando Heitor girava a chave na porta do apartamento e aquele moreno lhe disse que quando quisesse bastava telefonar de novo, Heitor olhou no relógio, e quase duas horas depois Rafael deixava a sua cama. Uma maratona. Rafael pediu que ele ligasse, enquanto lhe dava um último beijo, um novo encontro que não vai acontecer. "Se você souber que nem anotei o número do seu telefone", pensou Heitor, o herói.
Rafael, o anjo, chegou atrasado, mas com uma cara de safado que perdoava tudo. Pediu um copo de água. "Me perdi procurando seu prédio". E ao deitar o copo na pia da cozinha, Rafael abraçou Heitor e o beijou com desejo, colocando a mão por dentro da camiseta branca que herói da poesia de Homero usava, procurando seu peito. "Era isso que eu queria, esse peitoral é perfeito", e sugou sua língua. Logo a camiseta foi ao chão. E os muitos centimetros de Rafael mostraram-se duros. Destacados abaixo do tecido da bermuda. Mas o jovem moreno então se concentrava no peito e nos pêlos de Heitor, lambia-os com desejo, cheirava-os com vontade. Ajoelhou-se e brincou com os pêlos que desciam pela barriga e umbigo do outro que conhecera pelo Manhunt, mas este o levantou e o convidou ao quarto. Rafael sorriu e seus olhos ficaram apertadinhos. No corredor, a camiseta dele também conheceu o chãodo apartamento num prédio comum, numa das inúmeras ladeiras de Belo Horizonte, de nome grego, mostrando um corpo magro, e no quarto a bermuda cáqui também não se furtou de conhecer o piso de madeira. Só ai ele arrancou a bermuda de Heitor.
Quando deitaram, seus corpos se tocaram e Heitor quis possuí-lo, o que Rafael não se negou. E entre gemidos, ele sentava no colo de Heitor com cuidado, dizendo que não era qualquer um que o deixava daquele jeito, "Mas esse peitoral me deixa louco" e dizia que sabia, desde quando conversaram, que Heitor era um homem de verdade, que somente um homem de verdade conseguiria dar o prazer que ele estava sentindo, o que encheu Heitor de um orgulho tolo e bobo. Mudaram de posição, várias vezes, de lado, com a boca de Heitor mordendo a nuca de Rafael, de bruços com as coxas do dono do quarto pressionando as do visitante, até que o jovem com nome de anjo pediu para penetrar o herói homérico, o que foi consentido somente com a promessa de que ele fosse gentil. "Nunca dei para um pau tão grande", e Rafael sorriu, feliz com o elogio, e foi com calma e carinho. "Eu preferia com mais força, sabe? Mas sei que você não está acostumado", e não estava mesmo, mas o anjo teve paciência e o clima esquentou. "Gosto de homens assim, que não tem frescura na cama, que nos dão prazer de todas as formas", e o herói pediu para penetrá-lo de novo, e Rafael se colocou de quatro oferecendo aquelas nádegas pequenas, firmes e com poucos pêlos. Ele gemeu e reclamou. "Você 'tá me arregaçando, é vingança é?". Concordou Heitor. "É claro que sim". E então procurou sua boca, enquanto o outro gemia na língua dele. Mudaram de novo, várias vezes, em pé, apoiados na parede, de joelhos, apoiados na cama. Heitor por cima, Rafael por cima.
Duas horas depois Heitor estava cansado. Cansado de segurar, cansado de evitar o gozo que aquela bunda pequena e apertada pedia. "Quero gozar", disse o herói e o outro sorriu, e deitado, com as pernas nos ombros do homérico se ofereceu, e Heitor explodiu dentro dele com seus gemidos se unindo aos dele. "Quero gozar no seu peito", Rafael disse ao ouvido de Heitor quando este desabou sobre ele, e o herói se ajoelhou aos pés daquele que conhecera naquela tarde, enquanto o anjo se masturbava freneticamente até derramar-se sobre os pêlos negros do peitoral heróico. "Puta que pariu, eu nunca vou esquecer essa tarde!". Heitor agradeceu o elogio.
Rafael, o anjo, chegou atrasado, mas com uma cara de safado que perdoava tudo. Pediu um copo de água. "Me perdi procurando seu prédio". E ao deitar o copo na pia da cozinha, Rafael abraçou Heitor e o beijou com desejo, colocando a mão por dentro da camiseta branca que herói da poesia de Homero usava, procurando seu peito. "Era isso que eu queria, esse peitoral é perfeito", e sugou sua língua. Logo a camiseta foi ao chão. E os muitos centimetros de Rafael mostraram-se duros. Destacados abaixo do tecido da bermuda. Mas o jovem moreno então se concentrava no peito e nos pêlos de Heitor, lambia-os com desejo, cheirava-os com vontade. Ajoelhou-se e brincou com os pêlos que desciam pela barriga e umbigo do outro que conhecera pelo Manhunt, mas este o levantou e o convidou ao quarto. Rafael sorriu e seus olhos ficaram apertadinhos. No corredor, a camiseta dele também conheceu o chãodo apartamento num prédio comum, numa das inúmeras ladeiras de Belo Horizonte, de nome grego, mostrando um corpo magro, e no quarto a bermuda cáqui também não se furtou de conhecer o piso de madeira. Só ai ele arrancou a bermuda de Heitor.
Quando deitaram, seus corpos se tocaram e Heitor quis possuí-lo, o que Rafael não se negou. E entre gemidos, ele sentava no colo de Heitor com cuidado, dizendo que não era qualquer um que o deixava daquele jeito, "Mas esse peitoral me deixa louco" e dizia que sabia, desde quando conversaram, que Heitor era um homem de verdade, que somente um homem de verdade conseguiria dar o prazer que ele estava sentindo, o que encheu Heitor de um orgulho tolo e bobo. Mudaram de posição, várias vezes, de lado, com a boca de Heitor mordendo a nuca de Rafael, de bruços com as coxas do dono do quarto pressionando as do visitante, até que o jovem com nome de anjo pediu para penetrar o herói homérico, o que foi consentido somente com a promessa de que ele fosse gentil. "Nunca dei para um pau tão grande", e Rafael sorriu, feliz com o elogio, e foi com calma e carinho. "Eu preferia com mais força, sabe? Mas sei que você não está acostumado", e não estava mesmo, mas o anjo teve paciência e o clima esquentou. "Gosto de homens assim, que não tem frescura na cama, que nos dão prazer de todas as formas", e o herói pediu para penetrá-lo de novo, e Rafael se colocou de quatro oferecendo aquelas nádegas pequenas, firmes e com poucos pêlos. Ele gemeu e reclamou. "Você 'tá me arregaçando, é vingança é?". Concordou Heitor. "É claro que sim". E então procurou sua boca, enquanto o outro gemia na língua dele. Mudaram de novo, várias vezes, em pé, apoiados na parede, de joelhos, apoiados na cama. Heitor por cima, Rafael por cima.
Duas horas depois Heitor estava cansado. Cansado de segurar, cansado de evitar o gozo que aquela bunda pequena e apertada pedia. "Quero gozar", disse o herói e o outro sorriu, e deitado, com as pernas nos ombros do homérico se ofereceu, e Heitor explodiu dentro dele com seus gemidos se unindo aos dele. "Quero gozar no seu peito", Rafael disse ao ouvido de Heitor quando este desabou sobre ele, e o herói se ajoelhou aos pés daquele que conhecera naquela tarde, enquanto o anjo se masturbava freneticamente até derramar-se sobre os pêlos negros do peitoral heróico. "Puta que pariu, eu nunca vou esquecer essa tarde!". Heitor agradeceu o elogio.
quarta-feira, 29 de abril de 2009
PASSADO: Michelle e Danielle
Uma noite, o ano era 1998, quase onze anos atrás. Primeira e última vez que eu colocava meus pés em um cursinho pré-vestibular. Ganhara uma bolsa, não por talento, não por indicação, não por sorte, mas porque o gerente achou que meu nome era de uma menina, e tarado como somente ele, concedeu, além da presença de minhas amigas, Michelle e Danielle, ao lado dele pedindo a bolsa para mim. Mas eu só fui aquela noite.
Tivemos aulas. História e Química se me lembro bem, antes do intervalo. Num galpão, com o professor em cima de um tablado usando microfone, todos sentados em cadeiras umas coladas nas outras. Cadeiras brancas e de plástico. Se uma emergência acontecesse ali eu sabia que morreria pisoteado porque elas decidiram sentar bem no meio. Michelle de um lado, Danielle do outro. Eu acho que geograficamente eu estava exatamente no centro daquele pátio. "No intervalo, a gente tem uma conversa p'ra ter com você", Michelle me disse no ouvido. "Agora pronto!".
Conhecíamo-nos há dois anos. Desde que eu mudara de escola e retornara para a antiga. Uma pequena escola de bairro, suburbana, mas que fingia-se de cosmopolita. Pequena, mas com mania de grandeza. Elas duas eram das poucas pessoas que eu já não conhecia, ou porque moravam nas imediações de minha casa, ou porque eu já havia estudado com elas quando estudava lá. Todos os outros alunos haviam sempre estudado lá. Menos nós três, e Sílvio, que havia estudado comigo na outra escola e nos reencontramos ali. Elas eram as únicas desconhecidas para mim e logo tornaram-se minhas amigas. Michelle e Danielle.
O intervalo começou quando o professor de química chamou os comerciais e as pessoas se espalharam pelo prédio antigo daquela escola. Eclético, início do século XX eu diria, branco e azul claro. "Não parece um bolo de noiva?". Portas e corredores estreitos pelos quais caminhávamos. Chão de madeira encerado. Michelle tinha uma Fanta Uva nas mãos, mas gesticulava sem parar enquanto falava, as vezes até respingava. "Vocês não queriam ter uma conversa comigo?", e elas se entreolharam. "Vamos entrar aqui", e empurrou uma porta de madeira estreita, pesada e alta. Entramos numa sala de aula vazia e elas me fizeram sentar numa das cadeiras, enquanto me circulavam, quase inquisitoriais. "Foxx, você é gay?", Michelle lançou com gosto de Fanta. "Sou", pensei, "Não", respondi. "Tem certeza disso?", Danielle se jogou. "Ora...", eu me esforçava para não gaguejar, "claro que tenho certeza".
Elas novamente se entreolharam sem acreditar muito nas minhas palavras. A loira Michelle e a morena Danielle, foi quando jogaram o que consideravam a sua cartada mais poderosa. "É que nós achamos que você estava apaixonado pelo Wallace". Naquele momento a Terra parou de se mover. Eu a viz parar, porque eu me cravei com tanta força no chão com medo de cair que o planeta não conseguiu continuar se movendo. Mas não porque elas estavam certas, porque elas estavam quase certas.
Eu não estava apaixonado por Wallace, por dois motivos bem claros, primeiro, ele era apaixonado por Danielle, e eu, na época, não achava que um homem pudesse se apaixonar por outro homem. Achava que homens faziam sexo e não se apaixonavam. Que homens amavam mulheres e, de vez em quando, faziam sexo com homens. Era o que eu esperava que acontecesse com a minha vida. Por isso eu ri, achei engraçado a pergunta delas. Afinal como um homem poderia se apaixonar por outro, questionava-me, enquanto elas me olhavam sem entender minha crise de riso. "Eu? Apaixonado por Wallace? Vocês andam fumando o quê, pelo amor de Jesus Cristo?!". E elas começaram a rir também. E enquanto eu observava as certezas delas sumirem no ar, pensava: "Mas que ele é muito gostoso, ele é! Que pernas! Que bunda!".
PS: Sim, houve um momento negro na minha existência que eu achava que homens só faziam sexo, não se apaixonavam. Criação machista! Só aprendi que o contrário podia acontecer após frequentar o mundo gay, me tornar mundano, e descobrir muitas pessoas apaixonadas, muitos casais formados, e que é possível sim ser gay e amar. Não acredite no contrário. Porém, no meu caso, independe de ser gay ou não. É impossível eu, o Foxx, ser amado. Mas ai é outro caso. Outro caso!
Tivemos aulas. História e Química se me lembro bem, antes do intervalo. Num galpão, com o professor em cima de um tablado usando microfone, todos sentados em cadeiras umas coladas nas outras. Cadeiras brancas e de plástico. Se uma emergência acontecesse ali eu sabia que morreria pisoteado porque elas decidiram sentar bem no meio. Michelle de um lado, Danielle do outro. Eu acho que geograficamente eu estava exatamente no centro daquele pátio. "No intervalo, a gente tem uma conversa p'ra ter com você", Michelle me disse no ouvido. "Agora pronto!".
Conhecíamo-nos há dois anos. Desde que eu mudara de escola e retornara para a antiga. Uma pequena escola de bairro, suburbana, mas que fingia-se de cosmopolita. Pequena, mas com mania de grandeza. Elas duas eram das poucas pessoas que eu já não conhecia, ou porque moravam nas imediações de minha casa, ou porque eu já havia estudado com elas quando estudava lá. Todos os outros alunos haviam sempre estudado lá. Menos nós três, e Sílvio, que havia estudado comigo na outra escola e nos reencontramos ali. Elas eram as únicas desconhecidas para mim e logo tornaram-se minhas amigas. Michelle e Danielle.
O intervalo começou quando o professor de química chamou os comerciais e as pessoas se espalharam pelo prédio antigo daquela escola. Eclético, início do século XX eu diria, branco e azul claro. "Não parece um bolo de noiva?". Portas e corredores estreitos pelos quais caminhávamos. Chão de madeira encerado. Michelle tinha uma Fanta Uva nas mãos, mas gesticulava sem parar enquanto falava, as vezes até respingava. "Vocês não queriam ter uma conversa comigo?", e elas se entreolharam. "Vamos entrar aqui", e empurrou uma porta de madeira estreita, pesada e alta. Entramos numa sala de aula vazia e elas me fizeram sentar numa das cadeiras, enquanto me circulavam, quase inquisitoriais. "Foxx, você é gay?", Michelle lançou com gosto de Fanta. "Sou", pensei, "Não", respondi. "Tem certeza disso?", Danielle se jogou. "Ora...", eu me esforçava para não gaguejar, "claro que tenho certeza".
Elas novamente se entreolharam sem acreditar muito nas minhas palavras. A loira Michelle e a morena Danielle, foi quando jogaram o que consideravam a sua cartada mais poderosa. "É que nós achamos que você estava apaixonado pelo Wallace". Naquele momento a Terra parou de se mover. Eu a viz parar, porque eu me cravei com tanta força no chão com medo de cair que o planeta não conseguiu continuar se movendo. Mas não porque elas estavam certas, porque elas estavam quase certas.
Eu não estava apaixonado por Wallace, por dois motivos bem claros, primeiro, ele era apaixonado por Danielle, e eu, na época, não achava que um homem pudesse se apaixonar por outro homem. Achava que homens faziam sexo e não se apaixonavam. Que homens amavam mulheres e, de vez em quando, faziam sexo com homens. Era o que eu esperava que acontecesse com a minha vida. Por isso eu ri, achei engraçado a pergunta delas. Afinal como um homem poderia se apaixonar por outro, questionava-me, enquanto elas me olhavam sem entender minha crise de riso. "Eu? Apaixonado por Wallace? Vocês andam fumando o quê, pelo amor de Jesus Cristo?!". E elas começaram a rir também. E enquanto eu observava as certezas delas sumirem no ar, pensava: "Mas que ele é muito gostoso, ele é! Que pernas! Que bunda!".
PS: Sim, houve um momento negro na minha existência que eu achava que homens só faziam sexo, não se apaixonavam. Criação machista! Só aprendi que o contrário podia acontecer após frequentar o mundo gay, me tornar mundano, e descobrir muitas pessoas apaixonadas, muitos casais formados, e que é possível sim ser gay e amar. Não acredite no contrário. Porém, no meu caso, independe de ser gay ou não. É impossível eu, o Foxx, ser amado. Mas ai é outro caso. Outro caso!
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