Google+ Estórias Do Mundo: poesia
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domingo, 10 de maio de 2015

Elegia Para Um Príncipe Encantado

, em Natal - RN, Brasil
Eu conheci teus cabelos de trigo num baile de carnaval
Nossos corpos se atraiam como imã naquelas ruas de paralelepípedo
Me apaixonei pelos teus olhos vedes na casa de um amigo
Gozei com você num colchão no chão
Sonhei com teu amor em minha cama agarrando o travesseiro
Você segurou minha mão naquela peça rodrigueana
Me beijou esperando teu ônibus e eu voltei sonhando
Disse-me que se morássemos perto namoraríamos
Estourou de ciúmes mesmo longe
Mas amou outros, também amei
Mas agora você nos deixou, você me deixou, deixou todos nós
Tua doença te levou
E eu fiquei para trás, triste,
Sem nunca mais poder esperar dar 4 horas.



Adeus, Dan, eu te amei profundamente.

domingo, 3 de maio de 2015

Inesquecível

, em Natal - RN, Brasil
Nunca esquecerei você até conhecer outro.
Nunca esquecerei seu sorriso até me encantar por outro.
Nunca esquecerei teus olhos até enxergar outros.
Nunca esquecerei tua boca até beijar outro.
Nunca esquecerei teu corpo até abraçar outro.
Nunca esquecerei teu sexo até comer outro.
Nunca esquecerei como te amei até amar outro.
Nunca esquecerei você até conhecer outro.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Tem Tudo Isso

"Mas tudo isso não adianta de nada, se nesta selva obscura e
desvairada não se souber achar a bem-amada
- para viver um grande amor"
Vinicius de Morais



Tem desenhos, pinturas, papiros, calendários e espelhos nas minhas paredes.
Minha cortina foi feita com retalhos de tecidos coloridos e me lembra uma lona de circo.
Eu prendo a cortina com uma tira de tule.
Eu tenho aqui, em Belo Horizonte, cento e três livros em uma estante de metal.
E mais de cento e vinte revistas em quadrinhos. 
São três travesseiros na minha cama.
Um candelabro antigo apoia meus livros na prateleira. 
Seis cristais estão no umbral da janela. 
Eu tenho um aquário com um peixe, um betha azul, chama-se Barnabe.
Tem um vaso de violetas também, que não floresce nunca. 
Há um guarda-roupa de armar, e uma sapateira de caixa de maçã que eu fiz.
Tem dois cabideiros na parede também. Um para roupas chuvalhadas, outro para meus dez bonés. 
Na mesa do computador, com uma luminária que fiz com uma garrafa de vinho gaúcho, também tem um cofre de vaca que o Bê me deu, junto com um coelho de borracha que o Dani me trouxe de presente.
Tem hidratante, vitaminas, perfumes, desodorante, loção adstringente, óculos, fones de ouvidos, luvas de musculação, presente do Gusta Fernandes, contonetes, máquina de cortar cabelo, minhas pulseiras e colares, tudo em uma estange de plástico.
No cesto tem roupa suja.
Tem quatro livros que peguei nas bibliotecas da UFMG.
Estão guardados em cima do guarda-roupa dois edredons, dois cobertores, vários lençois.
E três toalhas e uma manta.
Tem um porta-lápis feito com o tubo de papelão do papel higiênico, que tem pincéis, lápis de cor, lapiseiras, apontadores, lápis nº 2, canetas, uma tesoura e um estilete. 
Tem um cortador de unhas e duas pinças.
Um tapete e uma cadeira de escritório que deixa minha bunda quadrada ficam em frente ao computador.
Tem o cd do Creator Alme que o Mamma Sybill me deu, do acustico do The Corrs e da Cássia Eller e da Ópera do Malandro.
Eu tenho as temporadas completas de Avatar, Glee, Wolverine and The X-Men, Sex and The City, Queer As Folk, Noah's Arc, The Big Bang Theory, Spartacus e Ugly Betty.
Tem o cd do Celtic Woman, presente do Vilser.
Tem o dvd de X-Men 2, Ben Hur, Bastardos Inglórios, Pulp Fiction, Velvet Goldmine, Era do Gelo, Encontros e Desencontros, Dia de Furia, Bent, Party Monster, Hermanoteu na Terra de Godah, 300, Cartas de Iowjima e Júlio César. Também tem Amores Imaginários, Eu Matei a Minha Mãe, The Boy of The Band, Trick, Orações para Bobby, Rock Horror Show e O Outro Lado de Hollywood.
Várias cópias dos cronistas dos séculos XVI e XVII que eu trabalho estão numa caixa de aguardente.
Em cima, tem um squeeze que o Anjo esqueceu quando veio aqui em casa.
Tem caixas de encomendas dos correios que guardam documentos e os carregadores de meus celulares.
Também jaz ali minha câmera fotográfica, e seu cabo e seu carregador.
Tem papel sulfite, branco, mas as vezes compro amarelo ou verde.
Tem oito bolsas penduradas num porta-bolsas que fiz, do lado oposto ao porta-cintos que trouxe de Natal, com quinze cintos.
Sem contar com as camisas, camisetas e regatas que uso para ficar em casa, eu tenho cinquenta e duas, mais dois cachecois, doze blusas de frio (ou seriam casacos?), sete calças jeans, três calças de alfaiataria, uma de sarja e um moletom, onze bermudas, de cumprimentos variados, várias cuecas e meias, cinco shorts (sendo dois micro) e uma mala.
Ali está um insensário que não é meu.
Tem dois guarda-chuvas que eu e uma amiga trouxemos de Inhotim.
Tudo sobre um chão de madeira, sem esquecer das paredes brancas, e um teto. E a luz fluorescente.
Tem tudo isso, mas o que eu quero, não tem.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Nada de Volumes, Só Linhas.

Nada de volumes, só linhas.
Prefiro cabelos lisos, curtos ou longos, prefiro a linha que se forma na testa quando o cabelo cai, prefiro a linha que se forma quando o cabelo acompanha o pescoço. Prefiro também a linha que se forma a partir do queixo, separando o rosto do pescoço. E também a linha que desce do trapézio e toca o ombro, naquele ponto em que o músculo do ombro se divide em três linhas e encontra-se com a clavícula. Gosto particularmente desta linha que desce e desenha a clavícula. Prefiro particularmente esta linha.
Nada de volumes, só linhas.
Também prefiro a linha que começa na axila e se curva para cima desenhando o peitoral. Aquela linha que se esfumaça quando a camiseta a encobre, mas o volume permanece ali presente. Contudo, não é bem o volume que me atrai, é a linha que estava lá. Prefiro também a linha que desce resta pelo abdômen até o púbis. Já aquelas duas linhas abaixo do abdômen simplesmente me entontecem.
Nada de volumes, só linhas.
Prefiro inclusive a linha acima dos glúteos, no fim da linha que demarca a coluna, aquelas duas curvas que marcam o início do músculo. Mas eu mentiria se não dissesse que muito mais me atrai a linha que faz uma curva ascendente abaixo da nádega, elevando-a. Mas as linhas que não deixo de observar são aquelas que formam em torno do joelho, acima da patela. Aonde os músculos da coxa se tornam mais aparentes, sem mencionar as lindas linhas que se formam abaixo da panturrilha quando ela se contrai.
Nada de volumes, só linhas.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

PASSADO: Olhem as Nuvens!


Um texto antigo, enquanto decido o que faço aqui...


Gente ocupada
Tão ocupada
Tão atarefada
Que não tem tempo
Tempo de parar
Parar e olhar
Já viu como está o céu hoje?
Nuvens! Nuvens!!
Nuvens brancas
Contrastando com o celeste azul
Um azul de olhos de bebê
Límpido e sem pecado
E nuvens que me fazem lembrar
Que não existe só um tom de branco
Olhem as Nuvens!
E vejam o quanto de azul
Há no branco.
Olhem as Nuvens!!
E vejam com quanto negro
Se pinta um quadro branco
Olhem as Nuvens!!!
E se perguntem que música
Acompanha sua dança
Olhem as Nuvens!!!!
E advinhem o que se avizinha no horizonte


PS:
Caros amigos blogayros,
caso não saibam, eu, o Foxx, sou historiador. Eu resolvi então escrever um artigo, para uma revista de estudos gays da Universidade Ferderal do Rio Grande do Norte, a Bagoas, sobre o movimento blogayro no Brasil, de 1999 a 2009, mas para isso necessito de vossa colaboração. Eu preciso que os blogayros interessados entrem em contato comigo, pelo e-mail le.foxx@hotmail.com para que eu possa encaminhar-lhes um questionário para poder coletar as informações para o artigo.
Agradeço desde já.

terça-feira, 11 de março de 2008

PASSADO: Poesias sem título

Bem, vocês sabem que de vez em quando eu coloco textos antigos nesta sessão, não é? Normalmente quando não estou inspirado para contar as aventuras que me transformaram nesta incrível Raposa que vos fala. Pela primeira vez, no entanto, estreio poesias. São antigas, do início dos anos 2000, não sei precisar bem a data, mas de qualquer forma são de depois da época que um professor de literatura tentava me convencer que eu dava para poeta. Eu sempre achei que ele estava sim falando no mal sentido. Ou bom, depende do ângulo, não acham? Pois, então, provem este resultado posterior das investidas do meu professor de literatura... e não é que eu acabei falando sobre o meu passado, não foi?



Vibraríamos como trovões
Brilharíamos como relâmpagos
Suaríamos como chuva
Jorraríamos como dilúvio
Amaríamos como deuses
Eu e você


* * *


Eu quero fazer muita coisa grande
E eu sei que quando você quer voar alto
As quedas são maiores
Eu não quero alguém que me ajude a voar,
Não quero
Mas sei que vou cair algumas vezes
E preciso de alguém que me levante,
Limpe a poeira de minhas asas,
E enxugue minhas lágrimas.
Eu quero alguém para ficar do meu lado
Alguém que se o mundo ficar contra mim,
Eu possa olhara para trás, e vê-lo dizer:
"Foda-se o mundo! Ainda te amo!"


* * *


Me falaram hoje em suícidio
E andei pensando
O quão idiota é a idéia
Eu faço questão de viver minha vida até o fim
faço questão
Que só pare no final
Para eu ter o prazer
De provar que não estou errado
E aí, minhas ultimas palavras serão:
"A vida é uma merda!
Boa sorte para vocês que ficam!"

sábado, 2 de fevereiro de 2008

PASSADO: O Condor, A Andorinha E O Pardal

Tentei voar como um condor
Alcançar sonhos
Inalcançáveis
Tentei fugir dos meus pés de barro
Tentei ser como os deuses
E fui lançado por terra
Perseguido por Fúrias
E impiedosos vingadores.
Tentei voar como uma andorinha
Tentei manter-me no meu sonho
Indefinitivamente
Tentei ficar longe de minha vida
Tentei pensar que sou capaz de mais que isso
Mas fui alcançado pela realidade
Deuses bondosos me prenderam ao chão
A queda não foi tão terrível
Agora eu sou apenas um pardal
Miserável e comum como qualquer pardal
Meus vôos são curtos
Me apoio em ilhas verdes em meio ao cinza
Mas, sinceramente,
Eu prefiro ser um pardal.



Texto antigo 'tá gente? Só para atualizar e dar notícias. Já estou instalado em Beága, numa república masculina ("Presenças feminias são terminantemente proibidas no ambiente da república", esta no contrato, fazer o que?), com três rapazes (um estudante de cinema e dois mestrandos, um em sociologia e outro em veterinária), mas ainda estou sem computador, a Prefeitura do Natal não ajudou, e não sei como resolver este problema de forma imediata. Estou carente e meio sozinho - saudade de casa, dos amigos também - a famosa nostalgia, já ouviram falar?

Desejem-me sorte!

sábado, 23 de dezembro de 2006

EXTRA, EXTRA, EXTRA: Carta para o papai noel

Querido Papai Noel,

Como o senhor está ai? Muito trabalho neste ano, espero que sim. Muito frio no polo norte? E os duendes (ou são elfos?) que trabalham com o senhor? Ouvi falar, pelo [AdultSwim], que eles ameaçaram uma greve reclamando de melhores condições de trabalho, isto foi verdade? Se foi, quem será que 'tá colocando essas idéias na cabeça deles? Provavelmente a televisão, não é?
Senhor Noel, como vai a sua esposa? Ela está bem. Soube que faz biscoitinhos deliciosos. O casamento está bem? Espero que sim, no frio polar deve ser bom ter alguém para esquentar os nossos pés a noite não é?
Bem, acho que estou enrolando muito né? Papai Noel, este ano eu fui um bom menino. Sei que ano passado eu não fui tão bem, acabei sendo reprovado numa disciplina no mestrado, mas este ano eu não deixei isso acontecer. Claro que tenho sido meio relapso com os estudos, mas no trabalho estou me esforçando muito. Isso deve ser levado em conta, não é? Também não briguei com meus pais este ano. Fui muito obediente. E não briguei com nenhum dos meus irmãos. Fui educado. Eu disse várias vezes este ano: obrigado, boa tarde, com licença. Eu mal menti esse ano. Teve umas mentirinhas, eu sei, mas nada grave, juro. Olhe que admitir que estava errado também é algo importante né, senhor noel? Eu acho que no fundo eu fui um bom menino.
Bem aqui está a minha lista de natal. Não é muita coisa. Sabe onde entregar né? Em Natal, vou colocar uma meia branca na janela este ano. Obrigado. Aí vai a lista.

Eu quero abraços e beijos
carinhos e
meu verdadeiro amor (que todos sabem quem é)
quero dormir de conchinha (de novo)
quero poder fazer planos com ele
quero poder dizer que o amo
e poder ouvir ele dizer que me ama

Eu quero meus amigos pertos
que todos se tornem irmãos de coração
quero os amigos virtuais se tornando reais
quero ouvidos e ombros
quero mãos dadas
e sorrisos nas baladas

Eu quero paz e saúde
quero terminar meu mestrado
quero me orgulhar do que escrevi
quero continuar sonhando
e quero ter forças para lutar por cada sonho

Quero minha família feliz
mais sobrinhas e sobrinhos
mais sorrisos nas tardes de domingo
quero cinema
quero drum'n'bass
quero gritar para todo mundo
que sou só amor

Dá para conseguir Papai Noel? Espero que sim. Espero que sim. Não vou esperar acordado nesta noite de natal. Sei que bons meninos dormem cedo. Vou dormir cedo. Deixarei o leite com biscoitos, como sempre. Espero que goste, no ultimo Natal o senhor nem tocou neles. O leite tava frio era? Vou deixar numa lancheira termica para ele continuar quentinho. Obrigado Papai Noel. Obrigado.