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terça-feira, 8 de julho de 2014

A Escolha de Sofia

, em Natal - RN, Brasil
- Deixa eu ver se eu entendi. Você, Foxx, prefere morrer do que tentar de novo, mas, então p'ra quê você quer um namorado então, criatura?
- Eu não quero. Eu quero que isso acabe.
- Mas não vai, e você sabe. Não é melhor tentar de novo até encontrar um namorado?
- Não, preciso tirar isso da minha vida. Inclusive por isso é bom não sair mais de casa também.
- O menor problema que você tem é sair ou não de casa, Foxx. Você pode até precisar tirar isso da sua vida, mas você não quer. Como você mesmo já disse: você vive do passado, das suas lembranças e você não quer se livrar delas, logo, você nunca vai se livrar dos seus desejos, sorry!
- ...
- Seu desejo está ligado ao seu passado, às suas relações, para se livrar do seu desejo teria que jogar fora boa parte (ou todas) as suas lembranças. Tem certeza que quer isso?
- Um dia. Um dia as lembranças estarão tão distantes que eu conseguirei viver sem elas. 
- Um dia? Querido Foxx, esse "um dia" só chega quando você parar de nutrir as lembranças, aí elas ficam distantes. Enquanto você nutrir as suas como se elas tivessem ocorrido ontem, sorry, mas você nunca vai se livrar do seu desejo de ser amado.
- Mas eu não nutro minhas lembranças...
- Você que acha. Eu vejo que não. Por exemplo: postar no Instagram uma foto de um paper doll, com a legenda Forever Love ou simplesmente manter este boneco na cabeceira da sua cama, para que talvez seja a primeira coisa que você veja quando acordar e lembrar do seu relacionamento com ele, isso é nutrir o passado.
- Não está lá para ser a primeira coisa...
- A segunda então, pouco importa, mas o fato é que ele está lá para nutrir sua lembrança do Menino Bonito. E volto a dizer: você precisa se livrar de todas estas lembranças para se livrar do seu desejo, porque daí você não teria nenhuma referência de carinho e amor. 
- ...
- Mas você vive do passado, então enquanto viver dele, enquanto o paper doll estiver na cabeceira da cama, sua experiência com o Menino Bonito nunca vai sair de sua cabeça e o seu desejo de revivê-la, não necessariamente com ele, mas sentir o que você sentiu por ele com qualquer outra pessoa, nunca vai sair de você.
- A postagem foi um momento de fraqueza...
- Eu entendo, mas o fato do boneco ainda estar na sua cabeceira é sinal que você continua regando, adubando, nutrindo o passado. As pessoas para não viverem do passado, elas apagam, bloqueiam, tiram de suas vidas. E é por isso que eu não acredito que você vai conseguir se livrar do seu desejo, porque você teria que apagar tudo, e você não quer, de verdade, fazer isso.
As lembranças pipocaram na minha cabeça: a sensação do abraço do Tato, ou da respiração dele quando dormia no meu peito, o calor que invadia meu coração quando nos falavamos ao telefone. O prazer de sentar na sala do Anjo e discutir política ou Maria do Bairro, do meu coração disparado quando nos conhecemos naquele bar em Belo Horizonte, do gosto daquele beijo na chuva, ou quando ele me deu um beijo de despedida quando eu retornava para Natal. A alegria de sair para comer com o Menino Bonito, muito menos a felicidade que explodiu em mim quando ele, bêbado, disse que poderia me namorar facilmente porque eu era o tipo de homem que ele gostava, ah, e o sexo com ele também, o corpo que se encaixava perfeitamente no meu, era delicioso.
- Eu não teria nada se eu apagasse minhas lembranças, Ariano.
- Então não apague. Continue nutrindo, está tudo bem, mas aceite o outro lado da moeda que é o desejo. Você não pode ter as duas coisas: lembranças vivas e ausência de desejo. Será um ou outro. E enquanto você não se decidir o que quer vai continuar andando em círculos, como faz há 32 anos.
- É, você tem toda razão. 

quarta-feira, 7 de julho de 2010

A RAPOSA E O PEQUENO PRINCIPE: A Briga

Instruções: Deixe Macy Gray cantar I Try enquanto você lê o texto.






Lancei meu corpo sobre a cama quando a briga acabou. Em cima de três livros, um cinto de lona, um caderno e folhas verdes de papel ofício. Deitei-me de costas, com a cabeça no travesseiro de fronha verde e os pés sobre o bolo que formavam um lençol, uma manta e um edredom. Olhei para o teto branco e a luz incadescente dourada me cegou por alguns instantes quando a fitei diretamente.
Fechei os olhos então e a briga reapareceu diante deles. Cada palavra dita, algumas extremamente verdadeiras, outras nem tanto. Muitas banhadas em ironia, muitas em raiva. Poucas, mas sinceras, enormemente tristes. Gestos agressivos, tons de voz elevados, palavrões. Até que, cansados, darmos a briga por encerrada.
Na cama baixa, na verdade um colchão disposto no chão sobre um estrado, eu senti meu estômago embrulhar e um incômodo agudo instalar-se no meu peito. Doía lentamente como quando se retira, com cuidado, um pedaço de vidro que crava-se profundamente dentro do seu pé. A respiração teimava em faltar-me. E uma lágrima não evitou de cair, muito a contragosto, mas caiu.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

EXTRA, EXTRA, EXTRA: O PRÍNCIPE E A RAPOSA: O Derradeiro Fim

Havia, ao lado do poço, a ruína de um velho muro de pedra. Quando voltei do trabalho, no dia seguinte, vi, de longe, o principezinho sentado no alto, com as pernas balançando. E eu o escutei dizer a alguém:

- Você não se lembra então? Não foi bem aqui o lugar?

Uma outra voz devia responder-lhe, porque replicou em seguida:

- Não; não estou enganado. O dia é este, mas não o lugar...

Prossegui o caminho para o muro. Continuava a não ver ninguém. No entanto o principezinho replicou novamente:

- ... Está bem. Você verá onde começa, na areia, o sinal dos meus passos. Basta esperar-me. Estarei ali esta noite.

Eu me achava a vinte metros do muro e continuava a não ver nada. Meu principezinho disse ainda, após um silêncio:

- O teu veneno é do bom? Estás certa de que não vou sofrer muito tempo?

Parei, o coração apertado, sem compreender ainda.

- Agora, vai-te embora - disse ele - ... eu quero descer!

Então baixei os olhos para o pé do muro, e dei um salto! Lá estava, erguida para o principezinho, uma dessas serpentes amarelas que nos liquidam num minuto. Enquanto procurava o revólver no bolso, dei uma rápida corrida. Mas, percebendo o barulho, a serpente se foi encolhendo lentamente, como um repuxo que morre. E, sem se apressar demais, enfiou-se entre as pedras, num leve tinir de metal. Cheguei ao muro a tempo de receber nos braços o meu caro principezinho, pálido como a neve.

- Que história é essa? Você conversa com as serpentes agora?

Desatei o nó do lenço que envolvia-lhe o pescoço. Umedeci-lhe as têmporas. Dei-lhe água. E agora, não ousava perguntar-lhe coisa alguma. Olhou-me gravemente e passou-me os bracinhos no pescoço. Sentia-lhe o coração bater de encontro ao meu, como o de um pássaro que morre, atingido pela carabina. Ele me disse:

- Estou contente de você ter descoberto o defeito do maquinismo. Vais poder voltar para casa...

- Como você soube disso?

- Eu vinha justamente anunciar-lhe que, contra toda expectativa, havia realizado o conserto!

Nada respondeu à minha pergunta, mas acrescentou:

- Eu também volto hoje para casa...

Depois, com melancolia, ele disse:

- É bem mais longe... bem mais difícil...

Eu percebia claramente que algo de extraordinário se passava. Apertava-o nos braços como se fosse uma criancinha; mas tinha a impressão de que ele ia deslizando verticalmente no abismo, sem que eu nada pudesse fazer para detê-lo. Seu olhar estava sério, perdido ao longe:

- Tenho o teu carneiro. E a caixa para o carneiro. E a mordaça...

Ele sorriu com tristeza. Esperei muito tempo. Pareceu-me que ele ia se aquecendo de novo, pouco a pouco:

- Meu querido, você teve medo...

É claro que tivera. Mas ele sorriu docemente.

- Terei mais medo ainda esta noite...

O sentimento do irreparável gelou-me de novo. E eu compreendi que não podia suportar a idéia de nunca mais escutar aquele riso. Ele era para mim como uma fonte no deserto.

- Meu bem, eu quero ainda escutar o teu riso...

Mas ele me disse:

- Fazemos aniversário esta noite. Minha estrela se achará justamente em cima do lugar onde nos encontramos meses atrás...

- Meu bem, não será um sonho mau essa história de serpente, de encontro marcado, de estrela?

Mas não respondeu à minha pergunta. E disse:

- O que é importante, a gente não vê...

- A gente não vê...

- Será como a flor. Se você ama uma flor que se acha numa estrela, é doce, de noite, olhar o céu. Todas as estrelas estão floridas.

- Todas as estrelas estão floridas. Repeti.

- Será como a água. Aquela que me deste parecia música, por causa da roldana e da corda... Lembra como era boa?

- Lembro...

- Você vai olhar, de noite, as estrelas. Onde eu moro é muito pequeno, para que eu possa te mostrar onde se encontra a minha. É melhor assim, minha estrela será então qualquer das estrelas. Você vai gostar de olhar todas elas... serão, todas, tuas amigas. E depois, eu vou fazer-te um presente...

Ele riu outra vez.

- Ah! meu pedacinho de gente, meu amor, como eu gosto de ouvir esse riso!

- Pois é ele o meu presente... será como a água...

- Que você quer dizer?

- As pessoas têm estrelas que não são as mesmas. Para uns, que viajam, as estrelas são guias. Para outros, elas não passam de pequenas luzes. Para outros, os sábios, são problemas. Para o meu negociante, eram ouro, mas todas essas estrelas se calam. Você, porém, terá estrelas como ninguém...

- Que quer dizer?

- Quando olhares o céu de noite, porque habitarei uma delas, porque numa delas estarei rindo, então será como se todas as estrelas te rissem! E você terá estrelas que sabem rir!

E ele riu mais uma vez.

- E quando te houveres consolado (a gente sempre se consola), você se sentirás contente por me ter conhecido. Você será sempre meu amigo. Terá vontade de rir comigo. E abrirás às vezes a janela à toa, por gosto... e teus amigos ficarão espantados de te ouvir rir olhando o céu. Você explicará então: "Sim, as estrelas, elas sempre me fazem rir!" E eles te julgarão maluco. Será uma peça que te prego...

E riu de novo.

- Será como se eu te houvesse dado, em vez de estrelas, montões de guizos que riem...

E riu de novo, mais uma vez. Depois, ficou sério:

- Esta noite... tu sabes... não venhas.

- Eu não te deixarei.

- Eu parecerei sofrer... eu parecerei morrer. É assim. Não venha ver. Não vale a pena...

- Eu não te deixarei.

Mas ele estava preocupado.

- Eu digo isto... também por causa da serpente. É preciso que não te morda. As serpentes são más. Podem morder por gosto...

- Eu não te deixarei.

Mas uma coisa o tranqüilizou:

- Elas não têm veneno, é verdade, para uma segunda mordida...

Essa noite, não o vi pôr-se a caminho. Evadiu-se sem rumor. Quando consegui apanhá-lo, caminhava decidido, a passo rápido. Disse-me apenas:

- Ah! Você veio...

E ele me tomou pela mão. Mas afligiu-se ainda:

- Isso é um erro. Você vai sofrer. Eu parecerei morto e não será verdade...

Eu me calava.

- Você entende? É longe demais.

Eu me calava. E ele perdeu um pouco de coragem. Mas fez ainda um esforço:

- Será bonito, sabe? Eu também olharei as estrelas. Todas as estrelas serão poços com uma roldana enferrujada. Todas as estrelas me darão de beber...

Eu me calava.

- Será tão divertido! Você terá quinhentos milhões de guizos, eu terei quinhentos milhões de fontes...

E ele se calou também, porque estava chorando...

- É aqui. Deixa-me dar um passo sozinho.

E sentou-se, porque tinha medo. Eu sentei-me também, pois não podia mais ficar de pé.

Ele disse:

- Pronto... Acabou-se...


Texto novamente adaptado de O Pequeno Príncipe de Antoine Saint-Exúpery.
Sim, terminamos de novo, agora definitivamente.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

EXTRA, EXTRA, EXTRA: O PRINCIPE E A RAPOSA: Voltamos!

"Eu sei que vou chorar
A cada ausência tua eu vou chorar
Mas cada volta tua há de apagar
O que esta ausência tua me causou
Eu sei que vou sofrer a eterna desventura de viver
A espera de viver ao lado teu"
______________________________________________

Eu, inconsequente, mandão, ciumento.
Você, desligado, mandão, ciumento (mas não adimite, ops!)
Sou passional
Você,racional!
Somos diferentes e ao mesmo tempo iguais. Eu não consigo comprender...
... e quem compreende?!

A distancia, nos afasta e nos junta, ao mesmo tempo.
A saudade é dolorosa, os reencontros curam todas as feridas.
Seu nome é o primeiro e ultimo que digo todos os dias,
e o mais engraçado entre nós, é que nos doamos mutuamente sem esperar
nada em troca.
Apenas amamos.

Separados, estaremos
Juntos, estaremos felizes.

Vamos viver o hoje, o agora! Vamos viver este instante!
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure

Ps. Não deixarei a raposa fugir assim tão facíl.
É minha e ponto final!!!

Tato

Ps²: Então, o Tato se arrependeu, e decidimos tentar mais uma vez.
Foxx

sexta-feira, 16 de abril de 2010

EXTRA, EXTRA, EXTRA: O PRINCIPE E A RAPOSA: A Despedida


Assim o principezinho cativou a raposa. Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse:

- Ah! Eu vou chorar.

- A culpa é tua, disse o principezinho, eu não queria te fazer mal; mas tu quiseste que eu te cativasse...

- Quis, disse a raposa.

- Mas tu vais chorar! disse o principezinho.

- Vou, disse a raposa.

- Então, não sais lucrando nada!

- Eu lucro, disse a raposa, por causa da cor do trigo.

Depois ela acrescentou:

- Vai rever as rosas. Tu compreenderás que a tua é a única no mundo. Tu voltarás para me dizer adeus, e eu te farei presente de um segredo.

Foi o principezinho rever as rosas:

- Vós não sois absolutamente iguais à minha rosa, vós não sois nada ainda. Ninguém ainda vos cativou, nem cativastes a ninguém. Sois como era a minha raposa. Era uma raposa igual a cem mil outras. Mas eu fiz dela um amigo. Ela á agora única no mundo.

E as rosas estavam desapontadas.

- Sois belas, mas vazias, disse ele ainda. Não se pode morrer por vós. Minha rosa, sem dúvida um transeunte qualquer pensaria que se parece convosco. Ela sozinha é, porém, mais importante que vós todas, pois foi a ela que eu reguei. Foi a ela que pus sob a redoma. Foi a ela que abriguei com o pára-vento. Foi dela que eu matei as larvas (exceto duas ou três por causa das borboletas). Foi a ela que eu escutei queixar-se ou gabar-se, ou mesmo calar-se algumas vezes. É a minha rosa.

E voltou, então, à raposa:

- Adeus, disse ele...

- Adeus, disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.

- O essencial é invisível para os olhos, repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.

- Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante.

- Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.

- Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela rosa...

- Eu sou responsável pela minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.



Acabou... simplesmente, acabou.



*Texto adaptado de O Pequeno Príncipe, de Saint-Antoine Exúpery

quarta-feira, 24 de março de 2010

A RAPOSA E O PEQUENO PRÍNCIPE: O Encontro

A Raposa esperava sentada, naquele dia, o seu Príncipe que viajava de longe. Ele vinha de praias frias a leste, enquanto ela aguardava nas montanhas próximas ao horizonte. Ele cavalgava em seu cavalo branco e de crina azul celeste, e sentada, a Raposa esperou o Príncipe chegar.
A Raposa estava com medo, temia o Príncipe encontrar finalmente, ela havia sido proibida há muito tempo pelos deuses,proibida de mostrar aos humanos quem era realmente, só podia mostrar aos homens uma forma humana, às vezes, o Príncipe, então, pensava ela, poderia assustar.
Quando ela é uma raposa, como todas as raposas, é sempre linda, sua pelagem e sua cauda, seu focinho e seus olhos em brasa,porém, quando se torna humana nem sempre é bem vinda, os defeitos, humanos, se tornam amplos, grandiosos, massa. E estes defeitos (sempre perguntara-se) são totalmente impossíveis de alguém amar?
E o Príncipe agora que vinha encontrá-la entre as montanhas. É claro que tinha medo, a o medo a consumia, pois ele, com certeza, ia querer vê-la sob sua forma humana, a forma que os deuses a proíbiram de se mostrar. E se os deuses os castigassem? Se colocassem seus corações um contra o outro? Se a chama que os aquecia simplesmente se apagasse? Ou se o Principe não suportasse a visão somente humana que teria diante de si, e fugisse? E se mentisse? E se não mais a desejasse? Ela tremia. Mas a Raposa sabia que era necessário. Eles precisavam se encontrar.
Foi então que o Príncipe apeou do cavalo e encontrou seus olhos flamejantes, disse ele que foi assim que a reconheceu, pois a Raposa o esperava já transformada na sua forma humana e imperfeita. Mas o Príncipe, desta vez, olhou através dos defeitos rastejantes da forma humana, falsa e irreal, malfeita, viu-lhe através dos seus olhos o que ela sempre foi. Sua beleza. E abraçou a forma humana da Raposa, e ela sorriu feliz. E os dois trocaram seu primeiro "eu te amo".

quinta-feira, 4 de março de 2010

A RAPOSA E O PEQUENO PRINCIPE: Um Mês

Foxx,


Eu não consigo parar de pensar um minuto em você. Todos os dias a primeira palavra que falo é seu nome. Amo falar que você é meu namorado, ME FAZ BEM!!! Caramba, esse mês está sendo um dos melhores da minha vida. Não há quem não olhe pra mim e diga: 'Você está tão lindo, com carinha de apaixonado'. Nossa! Você me faz tão bem!
Eu nunca fui de ter medo, mas, quando eu conheci você, passei a ter medo. Medo de te perder, de não ter você do meu lado. Meus sonhos, eu sempre construí sozinho, mas hoje eu te coloquei neles, meus planos agora são para nós dois. Você está incluído em tudo, porque minha vida não tem sentido sem você.
EU TE AMO. Você é o homem da minha vida... confio cegamente em você. Nunca se esqueça disso. Quero que acredite que o meu amor, acima de tudo, é sincero e terno. Só de estar ao seu lado, tudo já está valendo a pena para mim. Eu te amo do jeito que você é, eu amo seus defeitos, suas qualidades, seus ideais, seus sonhos, eu amo tudo que vem de você. Você me cativou. Estou perdidamente louco por você. Cada dia te amo mais, mesmo sem ter te visto pessoalmente, sinto sua falta. I miss you. I love you.
Sou seu, completamente seu. Sou seu namorado que está enormemente orgulhoso de ser seu namorado. Aliás, prepare-se por que outras comemorações virão, pois quero passar minha vida ao seu lado, ficar bem velhinho junto de você. Forever and always. Minha raposa linda... amo muito você.


Tato


Como não se apaixonar cada vez mais?

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

A RAPOSA E O PEQUENO PRINCIPE: O Começo


Releitura de "O Pequeno Príncipe" de Antoine Saint-Exupéry



Era uma vez uma raposa que vivia sozinha em uma floresta. Bonita, de pêlo lustroso e castanho, a raposa era caçada por inúmeros homens que tentavam sempre se aproximar dela. Muitos a queriam, e ingênua, muitas vezes ela caiu em suas armadilhas, porém, esperta, sempre conseguiu fugir a tempo, saindo apenas com pequenos arranhões. Que, estranhamente, não cicatrizavam rápido, mas que, de fato, não eram tão profundos. A raposa então tornou-se arisca e passou a evitar os humanos, até que um dia, um pequeno príncipe chegou em sua floresta.
- Quem é você? Perguntou, apreensiva, a raposa.
E ele respondeu seu nome de príncipe, mas a raposa insistiu:
- Você é um caçador?
Ele respondeu com um sorriso: - Não! Sou um príncipe.
A raposa desconfiou, farejou o ar, mantendo-se sempre a distância.
- Príncipe? Pois você tem cheiro de caçador.
O príncipe sorriu e tentou se aproximar, mas a raposa rosnou e se afastou. Mas ele não temeu e se aproximou mesmo assim e facilmente dobrou os joelhos e colocou a raposa em seu colo, que tremia, mas ele colocando seus dedos por entre o pêlo castanho a fez se acalmar. E a raposa, com seus olhos negros, que brilhavam somente conseguiu falar:
- Por favor, me cativa?
- O que quer dizer "cativar"? Perguntou o principe, com os olhos fixos na raposa deitada em seu colo.
- É algo há muito tempo esquecido - disse a raposa - Significa "criar laços". Significa que você é para mim diferente de todos os príncipes e caçadores que encontrei por aí. Que para ti não sou uma raposa igual a cem mil outras raposas. Se você resolve me cativar e eu também te cativo, nós teremos necessidade um do outro. E eu serei único para ti, e você será único para mim...
- Entendo! - disse o príncipe - Um dia, uma flor me cativou. Ela era única para mim...
- Nada é perfeito! - suspirou a raposa, logo em seguida retomando seu raciocínio - Minha vida têm sido muito monótona, eu caçava galinhas, os homens me caçavam. Todas as galinhas se pareciam, todos os homens também. E isso realmente me incomodava, sabe? Mas se você, meu príncipe, resolver me cativar minha vida será cheia de sol.
Então a raposa calou-se e observou por muito tempo o príncipe, que somente a acariciava por entre os pêlos castanhos:
- Por favor... cativa-me! Disse a raposa.
- Sim - disse ele - o que é preciso fazer? Diga-me que farei.
- É preciso ser paciente - respondeu a raposa - temos que nos encontrar todos os dias, e conversar, primeiro a distância, mas aos poucos você chegará cada vez mais perto. E todo dia tem que voltar.
E assim o pequeno príncipe fez, e todo dia ele voltou, e assim cativou a raposa. Todos os dias um pouquinho mais.





Começando então esta nova série junto com este namoro. Desejem-me sorte!