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domingo, 3 de maio de 2015

Inesquecível

, em Natal - RN, Brasil
Nunca esquecerei você até conhecer outro.
Nunca esquecerei seu sorriso até me encantar por outro.
Nunca esquecerei teus olhos até enxergar outros.
Nunca esquecerei tua boca até beijar outro.
Nunca esquecerei teu corpo até abraçar outro.
Nunca esquecerei teu sexo até comer outro.
Nunca esquecerei como te amei até amar outro.
Nunca esquecerei você até conhecer outro.

terça-feira, 8 de julho de 2014

A Escolha de Sofia

, em Natal - RN, Brasil
- Deixa eu ver se eu entendi. Você, Foxx, prefere morrer do que tentar de novo, mas, então p'ra quê você quer um namorado então, criatura?
- Eu não quero. Eu quero que isso acabe.
- Mas não vai, e você sabe. Não é melhor tentar de novo até encontrar um namorado?
- Não, preciso tirar isso da minha vida. Inclusive por isso é bom não sair mais de casa também.
- O menor problema que você tem é sair ou não de casa, Foxx. Você pode até precisar tirar isso da sua vida, mas você não quer. Como você mesmo já disse: você vive do passado, das suas lembranças e você não quer se livrar delas, logo, você nunca vai se livrar dos seus desejos, sorry!
- ...
- Seu desejo está ligado ao seu passado, às suas relações, para se livrar do seu desejo teria que jogar fora boa parte (ou todas) as suas lembranças. Tem certeza que quer isso?
- Um dia. Um dia as lembranças estarão tão distantes que eu conseguirei viver sem elas. 
- Um dia? Querido Foxx, esse "um dia" só chega quando você parar de nutrir as lembranças, aí elas ficam distantes. Enquanto você nutrir as suas como se elas tivessem ocorrido ontem, sorry, mas você nunca vai se livrar do seu desejo de ser amado.
- Mas eu não nutro minhas lembranças...
- Você que acha. Eu vejo que não. Por exemplo: postar no Instagram uma foto de um paper doll, com a legenda Forever Love ou simplesmente manter este boneco na cabeceira da sua cama, para que talvez seja a primeira coisa que você veja quando acordar e lembrar do seu relacionamento com ele, isso é nutrir o passado.
- Não está lá para ser a primeira coisa...
- A segunda então, pouco importa, mas o fato é que ele está lá para nutrir sua lembrança do Menino Bonito. E volto a dizer: você precisa se livrar de todas estas lembranças para se livrar do seu desejo, porque daí você não teria nenhuma referência de carinho e amor. 
- ...
- Mas você vive do passado, então enquanto viver dele, enquanto o paper doll estiver na cabeceira da cama, sua experiência com o Menino Bonito nunca vai sair de sua cabeça e o seu desejo de revivê-la, não necessariamente com ele, mas sentir o que você sentiu por ele com qualquer outra pessoa, nunca vai sair de você.
- A postagem foi um momento de fraqueza...
- Eu entendo, mas o fato do boneco ainda estar na sua cabeceira é sinal que você continua regando, adubando, nutrindo o passado. As pessoas para não viverem do passado, elas apagam, bloqueiam, tiram de suas vidas. E é por isso que eu não acredito que você vai conseguir se livrar do seu desejo, porque você teria que apagar tudo, e você não quer, de verdade, fazer isso.
As lembranças pipocaram na minha cabeça: a sensação do abraço do Tato, ou da respiração dele quando dormia no meu peito, o calor que invadia meu coração quando nos falavamos ao telefone. O prazer de sentar na sala do Anjo e discutir política ou Maria do Bairro, do meu coração disparado quando nos conhecemos naquele bar em Belo Horizonte, do gosto daquele beijo na chuva, ou quando ele me deu um beijo de despedida quando eu retornava para Natal. A alegria de sair para comer com o Menino Bonito, muito menos a felicidade que explodiu em mim quando ele, bêbado, disse que poderia me namorar facilmente porque eu era o tipo de homem que ele gostava, ah, e o sexo com ele também, o corpo que se encaixava perfeitamente no meu, era delicioso.
- Eu não teria nada se eu apagasse minhas lembranças, Ariano.
- Então não apague. Continue nutrindo, está tudo bem, mas aceite o outro lado da moeda que é o desejo. Você não pode ter as duas coisas: lembranças vivas e ausência de desejo. Será um ou outro. E enquanto você não se decidir o que quer vai continuar andando em círculos, como faz há 32 anos.
- É, você tem toda razão. 

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Ano Bom

, em Natal - RN, Brazil

Janeiro começou com profundas transformações na minha vida. Finalmente eu me assumi, de verdade, para os meus pais. Os únicos que não tinham, ainda, ouvido da minha boca que eu sou gay. Falei, então, com todas as plavras em meio a uma discussão que, como resultado, fez com que eles me expulsassem de casa.  Falei sobre isto aqui e aqui. Então somente me restava procurar um lugar para morar, o que demorei a encontrar, somente em abril eu encontrei, mas chegamos lá.
Em fevereiro eu passei o mês entre repensar meus relacionamentos com homens, decidido que eu estava em manter-me celibatário apesar dos inúmeros conselhos para que eu não fizesse isso, demonstrei minha dúvida com um texto, este, e discutindo sobre política. Através do Twitter, a graciosa Heloísa Helena, ex-candidata a presidência, me destratou mandando-me a merda porque a acusei de ser participante de todas as agressões homofóbicas que aconteciam pelo país ao ser contra o PLC 122 que criminaliza a homofobia. Por causa disso eu dediquei um texto (este aqui) para explicar o que todo cidadão gay precisava saber antes de votar.
Já em março, decidido por causa dos conselhos das runas, do tarô, de vários amigos, eu tentei me abrir mais e conhecer pessoas, tive um Encontrinho (parte 1 e 2), tentei novamente, e obviamente ambos terminaram em nada, nem uma coceirinha boa no coração. Também foi no mês de Marte que Marco Feliciano entrou nas nossas vidas, eu assustado e chocado escrevi sobre ele aqui, e este texto foi o quarto mais lido em 2013. Eu só pensava e ainda penso o quanto este país está caminhando para uma ditadura religiosa nos moldes das teocracias muçulmanas do Oriente Médio.
Abril, no entanto, viu minha vida mudar radicalmente. Primeiro eu conheci o primeiro menino a me pedir em namoro na vida, o Mr. Creepie, foi surpreendente para mim ver alguém que demonstrava estar interessado por mim de fato. A presença dele em minha vida, de fato, modificou toda a forma como eu lidava com minha solidão o que favoreceu que outras pessoas aparecessem em minha vida também. Eu estava despreocupado e nos meses seguintes outros surgiram. Também foi em abril que eu consegui sair de casa, escapando dos problemas diários que eu enfrentava com minha família, eu pude respirar aliviado no meu próprio apartamento.
Em maio eu ainda estava falando sobre o Mr. Creepie, tentei explicar quem ele era para vocês, mas eu estava surpreendido com todas as mudanças que estavam acontecendo em minha vida, era como se Saturno tivesse deixado minha vida, finalmente. Eu recebi meu diploma de professor doutor, eu estava vivendo tranquilamente na minha casa nova, e até vários meninos estavam demonstrando interesse em mim, vários meninos inclusive mais interessantes que o Mr. Creepie, o que o fez ficar muito irritado quando descobriu que eu ficava com outras pessoas exatamente como ele também fazia. No fim do mês eu contei que terminamos tudo (aqui), não derramei nenhuma lágrima por isso.
Eu imaginei que uma nova era estava começando, foi como junho se iniciou, eu pensava que a partir dali os homens não iam simplesmente sair comigo para fazer sexo e depois nunca mais dirigir-me a palavra, eu achei que a partir dali eu teria encontros nos quais eu conheceria as pessoas melhor, elas também me conheceriam melhor, e a partir daí seria possível construir um relacionamento. Foi assim que conheci o Menino Bonito, e foi assim que nosso relacionamento se deu. E eu me apaixonei. Nos meses seguintes que continuamos a nos encontrar, rompendo todos os paradigmas anteriores, eu o conheci melhor e me apaixonei por ele; infelizmente, eu não fui correspondido, mas não vamos colocar o carro na frente dos bois. 
Até porque, enquanto eu estava me apaixonando, o Brasil estava virado de cabeça para baixo. Primeiro a Comissão de Direitos Humanos propôs rever a decisão do Conselho de Psicologia sobre a definição da Homossexualidade como doença. Eles queriam propor uma tentativa de cura dos gays. Este texto foi o mais lido no ano aqui no blog, as pessoas realmente estavam preocupadas com esta ascensão religiosa no Brasil o que se confirmou quando os brasileiros saíram as ruas para reinvindicar direitos como nunca aconteceu em nossa história, tudo por causa de uma #RevoltaDoBusão começada aqui em Natal. 
Mas o fato é que em julho eu estava apenas preocupado com meu Menino Bonito. Foram quatro de nove textos sobre ele, inclusive este aqui, "Uau!", foi um dos mais lidos no ano. Os outros textos eram sobre a minha série Homohistória (2), enquanto os três outros falavam sobre minha vida sem o Menino Bonito, um deles, Puta Velha, também ficou entre um dos mais lidos do ano.
Agosto, no entanto, mês do meu aniversário, foi um mês que passamos afastados. Ele decidira por investir no outro menino com quem ele saía além de mim, afinal não éramos exclusivos, e nos tornamos apenas amigos. Dediquei-me, neste mês então, a falar sobre filosofias e aventuras, amorosas ou não, tudo para evitar pensar sobre aquele que estava dentro do meu coração o tempo todo. Foi no fim de agosto que ele também descobriu o meu blog, e descobriu tudo o que eu falava sobre ele aqui, eu estava exposto, totalmente. 
Porém, setembro não trouxe novidades. Não neste aspecto, já em relação a minha casa. Eu me mudei no início do mês. Por causa de alguns problemas que eu estava tendo com minha roomate, eu juntei minhas coisinhas e fui morar na minha atual casa, uma casa de um quarto apenas, em uma vila, na rua dos meus pais. No entanto, em outubro, como o relacionamento dele não havia dado certo, ele voltara a frequentar a minha casa, porém agora sabia sobre meus sentimentos. Eu achei que agora poderia investir, tentar fazê-lo ver que eu poderia ser o cara a fazê-lo feliz. Não funcionou, o que não me impediu de continuar saindo com outros caras, inclusive pagando por sexo também, e de dedicar-me a mim também, graças a mudanças no trabalho (eu passei a trabalhar em regime de home office), eu pude voltar, neste mês, a academia.
Em novembro outros homens passaram pela minha cama além dele, mas ele resolveu encerrar tudo comigo. Disse que se continuássemos ficando eu nunca deixaria de gostar dele e não havia nenhuma chance dele vir a gostar de mim. Concentrei-me, então, a deixar minha casa um lugar confortável para mim, também viajei para esquecê-lo, tudo para no fim ele deixar de falar comigo. Contudo, meu amor por ele vai ficar guardado com o melhor que me aconteceu em 2013 e eu sou grato por tê-lo conhecido. Muito grato.
Dezembro encerrou o ano comigo sendo despedido, a minha fase como gestor de mídias sociais se encerrou e eu fiquei em dúvidas em relação ao que quero fazer com minha vida de agora em diante, possíbilidades se abriram, mas em qual delas apostar? Qual delas pode me trazer, financeiramente, um bom resultado? Qual delas pode me trazer felicidade? Deixei para resolver isto em janeiro. Este mês também encerrou minha série Homohistória, logo logo publicarei os textos em formato de livro. Já neste mês eu me dediquei basicamente aos corais que participo, inclusive estou bastante íntimo de alguns dos membros, talvez possamos ser bons amigos, e também a Igreja em que congrego, eu, inclusive, fui aceito para o seminário para tornar-me sacerdote. 2013 terminou muito melhor do que começou, com certeza.



Talvez este seja o último texto do Estórias do Mundo, neste caso adeus, ou talvez eu volte em 2014 cheio de novas estórias para contar, neste caso até logo. Eu não sei ainda, depende se ainda há alguma estória minha para contar. Mas feliz ano novo a todos!

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Eclipse




Menino Bonito: Olha, esse negócio da gente ficar se pegando não vai dar certo...
Foxx: Por que não?
Menino Bonito: Porque eu não vou me apaixonar por você e você não vai desapaixonar de mim. Desculpa falar assim.
Foxx: Não é um problema você ser sincero e direto comigo, meu querido, mas é um tanto triste saber que eu sou tão desinteressante assim que você em hipótese alguma poderia se apaixonar por mim. É triste. Mas tudo bem!
Menino Bonito: Olha, não é que você não seja interessante é só que nossa janela de oportunidade já passou, e ela não vai abrir novamente. Não vai acontecer de novo, agora nós já somos amigos.
Foxx: Bem, graças a Deus, meu relacionamento com você não é baseado somente em sexo, portanto, o sexo não precisa acontecer de novo. Continuamos amigos apesar disso.
Menino Bonito: Desculpa...
Foxx: Não se desculpe, você não fez nada de errado. Não precisa se desculpar.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Les Misérables

, em Natal - RN, Brasil



Meu menino bonito me ligou a noite. Era uma segunda-feira, único dia a noite que tenho livre com os ensaios do coral e o trabalho na minha igreja. Ele me chamou para sair, estava entediado. On my own, pretending he's beside me. O convite era um sushi, em um restaurante novo, ele queria conhecer e, disse-me, também queria conversar comigo. Fiquei curioso! O que ele queria falar? Será que eu ia apenas dar meu ombro para vê-lo chorar pelo outro que ele estava apaixonado? All alone, I walk with him till morning. Ou sobre nós dois? Ele me buscou em casa. Cuidei de estar bonito para ele e ele sorriu quando me viu. Without him, I feel his arms around me. E, quando sentamos no restaurante, ele pediu o prato que me apresentou quando nos conhecemos. And when I lose my way I close my eyes and he has found me. "Foxx", disse, "você sabe que te acho muito especial, não é?". Eu sorri, tentando não ficar encabulado, tentando não ficar ansioso. In the rain, the pavement shines like silver. O restaurante estava vazio, a meia-luz e nós dois estávamos sentados lado-a-lado. All the lights are misty in the river. Ele me olhava sorrindo, daquela forma linda dele, e me segurou minha mão. "Sei que nossa história teve idas e vindas, mas agora eu acho que pode ser diferente", ele parou, visivelmente querendo criar um momento de suspense, "você aceitaria namorar comigo?". And all I see is him and me forever and forever. Nosso primeiro beijo como namorados foi a resposta a pergunta dele. O jantar chegou em seguida e eu comi sem parar de sorrir, conversando sobre cinema, animes e quadrinhos. And I know its only in my mind. Foi o pedido perfeito, no lugar perfeito, na noite perfeita. That I'm talking to myself and not to him. A noite não terminou ali. Voltamos para casa, ele não me deixou somente na porta, como fazia antes, mas entrou comigo. E, ao entrar, demonstrando intimidade, foi entrando para o quarto, tirando os sapatos pela sala e deitando na minha cama. And although I know that he is blind. Eu o segui e sentei ao seu lado, ele sorriu e eu acariciei seu peito, por sobre a camiseta, até que eu apertei-lhe o mamilo e ele gemeu. Foi quando novamente o beijei. Still I say there's a way for us. Não demorou para nós estarmos nús sobre minha cama e eu, logo, o penetrar beijando-lhe a boca. I love him, but when the night is over. Ele me olhava nos olhos enquanto me cavalgava e eu sorri, feliz, dizendo que o amava quando gozei dentro dele, e ele gozava no meu peito. He is gone, the river's just a river. Ele dormiu comigo, pela primeira vez, desde que nos conhecemos em maio. Coisa que ele sempre afirmou que não gostava de fazer. Without him the world around me changes. Acordar com ele no meu peito, simplesmente, me fez sentir-me amado também. The trees are bare and everywhere the streets are full of stranges. Tomamos café juntos, eu preparei tudo, queria cuidar dele um pouco, sentamos na mesa juntos com pão, iogurte, manteiga e ovos mexidos, ele agradeceu, comeu e deixou-se ficar. Eu sorria. I love him, but everyday I'm learning. Ele perguntou que séries eu estava assistindo e pediu que eu colocasse algo para vermos juntos na cama. Ele deitou-se no meu braço. All my life I've only been pretending. E pediu que eu o abraçasse. Deitamos de corpos colados, de mãos entrelaçadas e coxas unidas. Without me his world will go on turning. Adormecemos juntos, nem vimos o fim do primeiro episódio, sentindo o coração um do outro bater. A world that's full of happiness, that I hava never known. Mas, na verdade, eu encontrei-o apenas para um cinema, vimos um filme qualquer comendo pipoca e ele me deixou na porta de casa. Foi embora dizendo que estava tarde, e ele queria ainda jogar World of Warcraft. I love him, I love him, I love him, but only on my own.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Carta Para Te Entregar Um Dia

, em Natal - RN, Brasil



Natal, 10 de setembro de 2013.



O que posso te falar sobre o amor, meu Menino Bonito, o que posso te dizer sobre o que sinto em relação a você? Só posso contar que meu coração, antes triste e frio, se enche de alegria quando me vem teu nome. Só posso afirmar que eu sempre vou ter um sorriso nos meus lábios ao lembrar de como você estava nervoso no nosso primeiro encontro, como se eu pudesse, simplesmente, conseguir não gostar de você. Só posso cantar cada balada nova, lançada por algum banda ou cantor ou cantora novo ou conhecido, porque ela me faz lembrar de nós dois. Só posso imaginar o gosto de tua boca, cereja, e a textura macia de tua pele em contato com a ponta dos meus dedos e como você se anima quando minhas unhas te arranham de leve sobre os pêlos do peito. Só posso sentir a rigidez dos teus músculos contra a palma da minha mão ou sua respiração sobre minha coxa quando você deita a cabeça no meu colo me deixando fazer cafuné nos teus cabelos castanhos. Só posso ouvir entusiasmado tua animação contando sobre teus jogos, sobre um livro, sobre um filme ou um novo gadget, quem sabe um anime, nada vale mais do que ver seu sorriso neste momento. Só posso rir quando você me pede para fazer uma torta e aparecer lá em casa só para comê-la sentado na minha cama se lambuzando de chocolate. Só posso assumir que eu fico excitado quando você se aninha nos meus braços, se enrola dentro deles para que eu te proteja, e me chama para deitar de conchinha. Só posso ficar feliz quando você passa meses procurando um presente porque ainda não achou o perfeito para me dar, mesmo passando do dia do meu aniversário e você ainda não ter encontrado aquilo que gostaria de me dar. Só posso ficar encantado porque você criou um apelido só seu para no lugar do meu nome usar. E, por fim, eu só posso dizer que quando essas coisas acontecem eu te amo um pouquinho mais, mesmo sabendo que não é possível você me amar. 

sexta-feira, 19 de julho de 2013

É Dos Sonhos Que Vem A Coragem

, em Natal - RN, Brasil





Don't let your faith in my heart, I will only let you down. Quando eu cheguei no bar, aquele menino bonito já estava lá. Lindo, de cabelo cortado, e de mãos dadas com o outro garoto com quem ele ficava. Sentados, os dois, entre nossos amigos em comum. Don't let your love grow too deep, I don't think I'll be around. Respirei fundo e cumprimentei a todos, ele ganhou um beijo na bochecha, "Garçom, um copo!". There is a curse in my bones that'll breath and fly again. Conversávamos todos, ele bebia muito. Until when we both are ghosts, I will miss you like a friend. Eu reparava como ele era carinhoso com o outro, toques e sorrisos, ele já fora assim comigo também, mas sempre quando estávamos sozinhos, nunca ao lado de ninguém, como ele fazia naquela noite diante de mim. Em determinado momento da noite, eu levantei e fui ao banheiro. But they'll never take the good years, there are some that never pass. "Sabia que estou com saudades de você?", ele seguira-me, "Saudades de você me comendo!", eu ri, ele me beijou, me empurrando contra os azulejos do banheiro, e respondi-lhe: "Eu gosto tanto de você, meu menino bonito!". No, they'll never take the good years, God, I wish I would've learned. Ele meneou a cabeça e disse que eu não devia sentir aquilo. "Eu sou muito complicado!", a excitação dele contra o meu corpo quase me distraiu. Don't be afraid to move on, you were meant to bear a child. "Não há nada de complicado, lindo, você só está apaixonado e não é por mim". Ele tentou sorrir e eu beijei-lhe a bochecha. Don't look for me when you're gone, it'll only hurt a while. Voltei a mesa e, dessa vez, eu sentei do lado dele, porque um amigo havia mudado de lugar, ele então passou o resto da noite com a mão na minha coxa, por baixo da mesa, mas eu sabia que tinha acabado. They'll never take the good years, there are some that never burn! No, they'll never take the good years, God, I wish I would've learned!


terça-feira, 16 de julho de 2013

"Uau!"

, em Natal - RN, Brasil


Aquele menino bonito arfava do meu lado. Eu podia ver o peitoral sem pêlos se movendo, os folículos excitados, enquanto ele repetia: “Uau!”, eu sorrindo deslizei meu braço por cima do torso dele e lembrei que tínhamos saído apenas para uma pizza, mas eu o convidei para subir. “Você quer que eu suba?”, ele me sorriu em resposta. E eu disse: “É claro que eu quero!”. Nossas roupas foram arrancadas fácil, e ele me virou de costas, esfregando seu pau duro contra minhas nádegas lisas, mordiscando minha nuca e orelha, me deixando arrepiado. Gentilmente ele me empurrou para a cama, deitei de bruços e ele me forçou a abrir minhas pernas, não lembro se primeiro senti seus dedos cravados em minhas coxas ou sua língua avançando pelo meu cu. Mas lembro quando ele começou a esfregar o pênis entre meus glúteos, e eu empinei a bunda, ele apenas gemia, entre dentes: “Que bunda gostosa, Foxx!”. Eu rebolei para provocá-lo e ele puxou meu quadril contra o dele mostrando que eu havia conseguido.
Aquele menino bonito deitou-se então sobre mim, procurava avidamente minha boca e eu sussurrei: “Coloca logo a camisinha e me fode!”. Ele riu, aquele sorriso lindo que me conquistou, pegou a camisinha que eu tinha na cadeira que me serve de criado-mudo e pediu que eu deitasse de costas, juntou minhas pernas em seus ombros, e delicadamente me penetrou. Não houve nenhuma dor. Naquela posição eu via seu corpo se contraindo enquanto ele estava dentro de mim. O peitoral rijo. Os tríceps travados. O antebraço tenso que puxava os dedos que tentavam arrancar os pêlos do meu peito. Eu agarrei-lhe as coxas firmes. Arranhei sua pele enquanto apertava-lhe o pau dentro de mim. Ele respondeu com um grunhido e me olhou dentro dos olhos. “Desse jeito eu vou gozar”. Eu sorri satisfeito e disse-lhe: “Goza dentro de mim, meu lindo!”. Ele transformou-se somente em tesão a partir daquele instante e só ouvia-se no quarto o som do quadril dele contra minhas nádegas e nossos gemidos. Até ele explodir em gozo, de olhos fechados, gemendo alto. Eu então comecei a tremer, nos últimas estocadas dele, minhas pernas principalmente, e rapidamente me subiu um gozo e eu ejaculei inundando toda minha barriga sem nem me tocar. Ele então deitou-se sobre mim, sobre meu esperma que ele pegou com a mão e lambeu, beijando-me em seguida, com sofreguidão, até virar-se de lado, arfando e dizendo: “Uau! Uau! Uau!”.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Te Quero

, em Natal - RN, Brasil


Eu te quero. Eu realmente te quero. Eu te quero no cinema assistindo filmes franceses ou comédias pastelão, no teatro rindo de Shakespeare ou surpreendido por Jabor, no restaurante comendo comida chinesa ou feijão com arroz, no parque exposto ao sol ou procurando uma sombra, no bar tomando água ou absinto e no meu quarto folheando meus livros ou deitado na cama.
Eu te quero e como te quero. Eu te quero na minha cama com o pau em riste ou dormindo abraçado ao meu travesseiro, no meu abraço deitado no meu peito ou caminhando ao meu lado, entre meus amigos, conversando com eles, ou mesmo em um silêncio antipático. Eu te quero num almoço no intervalo do trabalho ou numa casa de praia, numa livraria ou numa banca de jornal, te quero nos meus dias e nas minhas fantasias.
Eu te quero, eu realmente te quero. E te quero no cheiro da minha pele ou tomando banho comigo, no meu sonho na noite escura ou numa praia em um dia ensolarado, te quero na nota e no contratempo, na xanana e na açucena, te quero de ônibus e no teu carro, quando te vejo sorrir ou quando você ficar sério, te quero preocupado ou infantil. Eu te quero gordo, musculoso, magrelo ou esbelto, eu realmente te quero, menino bonito.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Gyoza

, em Natal - RN, Brasil



Era uma terça-feira, ainda faltava umas duas horas para o fim do expediente, quando aquele menino bonito me chamou, entre gracejos, no Facebook: "Mata meu tédio?", eu respondi brincando que passava já no trabalho dele para chupá-lo no banheiro, ele riu e me convidou para jantarmos depois do trabalho. Eu aceitei e ao fim do dia, ele me buscava, dizendo: "Vamos ao China In Box, ok? Quero te apresentar meu prato preferido", e um selinho também foi trocado, sem a pretensão de ser nada mais do que um cumprimento entre dois amigos.
O restaurante estava vazio. Havia apenas uma família sentada perto da porta, um casal apaixonado sentado numa mesa de canto, dois engravatados comiam apressados falando sobre trabalho e uma pessoa esperava em pé, no balcão, pelo seu jantar que pedira para viagem. Sentamos e ele tomou a frente e fez o pedido: gyoza, um lombo de porco, envolto numa massa fina, cozido no vapor. Também pedimos frango ao molho de laranja e arroz primavera para acompanhar. E comemos rindo, desfrutando da companhia um do outro, sentados em lados opostos da mesa.
Terminado o jantar, voltamos ao carro, e nosso primeiro beijo, de fato, aconteceu. Choviscava quando ele perguntou se eu estava com pressa para voltar para casa, e eu respondi que não. Ele então dirigiu um pouco, parou numa rua pouco movimentada, começou a chover bem forte fazendo os vidros do carro embaçarem, e ele virou-se para mim e sorriu, aquele sorriso que me fazia vê-lo tão lindo. Novamente nos beijamos, eu apertei-lhe a bunda com força fazendo-o gemer, ele então me abraçou e deitou, com a cabeça no meu peito, falando em seguida: "Olha, Foxx, eu detesto dormir acompanhado porque gosto de espaço na cama, mas ficar aqui abraçado, sentindo teu calor e ouvindo teu coração bater, me fazem repensar isso. Acho que vou querer dormir do teu lado algum dia...", eu sorria e apenas respondi: "Será um imenso prazer, meu menino lindo".

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Menino Bonito

Lembro que em uma palestra, Martha Gabriel revelou um dado de que dois em cada três relacionamentos gays começa através da internet, entre héteros a proporção é de um em cada três. De fato, hoje, conhecer alguém por meio da rede mundial de computadores é extremamente comum. E foi assim que eu o conheci. Um amigo me incluiu num grupo secreto no Facebook do qual ele já era membro. No grupo, eu fazia comentários, discutia sobre homofobia e brincava com os outros membros, quando um dia ele resolveu me adicionar a sua lista de amigos e, na mesma hora em que eu aceitei o pedido, sua janelinha subiu no bate-papo com um olá. Fiquei surpreso e feliz por ele ter tomado a iniciativa, pois eu provavelmente não teria tomado coragem, pois não pensaria que um menino lindo como ele sequer olharia para mim.
Quando aquela janela subiu, conversamos sobre vários assuntos, elogios foram trocados também, e logo, nos dias posteriores, demonstrações de carinho foram se instalando entre nós. Foi ele quem fez o primeiro convite para nos encontrarmos, e eu aceitei de pronto, eu ia para meu ensaio do coral, mas combinamos que eu poderia vê-lo por uma hora antes. Marcamos próximo a universidade, eu o encontrei em uma praça, com árvores altas que nos protegiam da luz de mercúrio dos postes. Ele desceu do carro quando me viu se aproximando, mas a imagem que eu tenho dele quando fecho os olhos e me lembro do encontro é dele com as duas mãos dentro dos bolsos da calça jeans, os ombros virados para frente e, de cabeça baixa, me olhava por trás das sobrancelhas. Eu sorri o achando lindo, ele sorriu de volta. Um sorriso torto, mas lindo.
Esse menino poderia ser considerado por muitos como feio. Ele tem uma paralisia facial que o impede de mover a musculatura do lado direito do rosto, contudo, conforme conversávamos ali aquele menino bonito começou a me parecer como uma poesia de Vinícius. Aquela pequena imperfeição tornava-o uma joia ainda mais rara na minha opinião. Quando ele sorria para mim, quando eu sabia que era eu que causava aquele sorriso torto, meu coração acelerava um pouquinho e o beijo, na praça, a sombra das árvores foi inevitável. No momento que ele brincava com a sua paralisia, eu senti o quão bonito também o coração dele era. Ficamos juntos por apenas uma hora, ele me deu uma carona até a Escola de Música e me deu um beijo triste ao se despedir. "Mas a gente se fala pela internet quando eu chegar em casa", falei fazendo-o sorrir.
Continuamos conversando, nosso primeiro encontro foi numa terça-feira, ele me convidou  na quinta novamente para sairmos, e acabou que ele foi até minha casa; na segunda, novamente nos encontramos, ele me ligou implorando para que eu o salvasse do tédio, saímos para jantar comida chinesa e conversarmos; na outra quinta eu o convidei para sair com dois amigos meus. Foi dessa última vez que ele conversou comigo. "Você é realmente um cara maravilhoso, Foxx". O típico começo de conversa que você fica tenso porque normalmente não quer dizer boa coisa, mas ele apenas explicou que também estava saindo com outra pessoa e que ele estava bem dividido, que eu era maravilhoso, que estar comigo estava fazendo muito bem a ele, porém ele também sentia-se assim quando estava com o outro cara que eu também conheço. Eu disse-lhe que o meu "rival" era realmente uma grande pessoa, que eu o conhecia e sabia de todas as qualidades que ele tinha e que por isso qualquer que fosse a escolha dele, eu tinha certeza, ele estaria muito bem. Ele riu para mim, meio bêbado, e me beijou apertando minha bunda por cima da calça jeans.