Para mudar um pouquinho, e porque também não tenho nada o que escrever mesmo, mostro meus outros talentos. Os desenhos são todos meus, feitos com base nas ilustrações egípcias que decoram as paredes das pirâmides. E como aprender alguma coisa não faz mal a ninguém: é bom que vocês saibam que os egípcios não tinham deuses antropozoomórficos, isto é, com corpo parte animal, parte humana, estas imagens são palavras, na verdade. Um homem com cabeça de falcão é a palavra Hórus, uma mulher com cabeça de gato preto é a palavra Bastet, um homem verde (a cor da morte) é a palavra Osíris. Nenhum egípcio acreditava que Hator andava por ai com chifres de vaca na cabeça e o sol brilhando acima dela ou que Rá tinha um sol com uma serpente em cima de sua cabeça. Numa linguagem pictográfica é assim que se representava os nomes próprios, que se identificava um indivíduo único. A leoa unida a figura de Sekmet revela sua ferocidade, o chacal unido a Anúbis revela a sua ligação com os corpos em decomposição (já que o animal se alimenta de carniça). Agora, a pergunta que não quer calar é: quem foi o historiador idiota e preconceituoso que viu isso e imaginou deuses com cabeça de animais?
Sekmet, a poderosa, deusa da vingança.
Bastet, deusa da alegria, música e dança.
Hathor, deusa do amor e do nascimento.
Thot, deus da lua e da escrita.
Ptah, deus da sabedoria, ciência e arte.
Ra, deus criador do mundo, o sol ao meio dia.
Anúbis, deus que guia os mortos.
Osíris, deus dos mortos.
Nut e Geb, deusa do céu e deus da terra.
Ísis, deusa da vida e da fertilidade.
Hórus, deus do sol e da luz.
Seth, deus da magia, protetor contra o mal.












